Entrar Via

Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 114

O sol da tarde caía preguiçoso sobre os campos, pintando tudo com tons dourados e alaranjados. O céu se estendia como uma tela viva, enquanto a poeira levantada pelos cascos dos cavalos criava uma névoa leve no horizonte. O cheiro de capim cortado, suor e terra molhada pelo orvalho da manhã ainda pairava no ar.

Do alpendre, Lila estava sentada ao lado de Catarina e Maria, mas as mãos inquietas denunciavam a ansiedade que tentava disfarçar. Os olhos dela percorriam o pasto até o limite da cerca, onde o movimento começava a se formar. Os peões voltavam devagar, com chapéus abaixados, camisas grudadas ao corpo pelo suor e a respiração pesada depois da correria para conter os bois.

E então ela o viu.

Entre os homens suados e exaustos, Taylor Remington vinha montado em Diablo, o garanhão negro mais bonito da fazenda, que parecia orgulhoso de carregar seu dono de volta para casa. O cavalo bufava forte, as narinas abertas, a crina balançando com o vento, como se tivesse plena consciência do espetáculo que formava com o cowboy que o guiava.

Taylor vinha com o corpo colado à sela, as mãos firmes segurando as rédeas, o chapéu abaixado para proteger os olhos do sol, mas isso não impedia que a intensidade no olhar dele atravessasse a distância. A camisa xadrez azul estava completamente aberta, deixando à mostra o peito bronzeado e marcado pelo sol, enquanto as mangas enroladas revelavam os antebraços definidos, riscados de poeira e suor. O brilho úmido da pele reluzia sob o sol, fazendo cada gota escorrer lentamente pela clavícula, descendo pelo peito e se perdendo no cós do jeans.

O jeito como ele segurava as rédeas, firme e ao mesmo tempo relaxado, deixava claro para qualquer um que aquele território, aquelas terras… eram dele.

Lila mordeu o lábio inferior, sem perceber, sentindo o corpo reagir antes mesmo que a mente processasse qualquer pensamento. A respiração acelerou, o coração disparou num ritmo desigual, e ela se remexeu na cadeira, tentando disfarçar.

— Droga… respira, Lila. Respira… — murmurou para si mesma, ajeitando o vestido creme que usava. A discussão com Amanda ainda pulsava na cabeça, ainda sentia o sangue ferver mas, pior que isso, estava a lembrança do que quase aconteceu mais cedo com Taylor no quarto, a maneira que ele a fez gozar, como os corpos dele se conectaram e o fim abrupto, interrompido pelo caos no pasto. Tudo isso voltava como uma chama, queimando por dentro.

Taylor desmontou de Diablo com um movimento rápido e preciso, o corpo pesado caiu com leveza no chão de terra batida. Passou a mão pelo pescoço do cavalo, murmurando algo baixo para acalmá-lo, e entregou as rédeas a um dos peões. Com o chapéu na mão, caminhou em direção à bica d’água em frente à casa. Sem pensar muito, ele arrancou a camisa suada e amarrotada, jogando-a sobre o cercado, revelando o tronco definido, os músculos marcados pela vida de trabalho pesado no rancho. Abriu a torneira e deixou que a água fria caísse sobre as mãos, passando-as pelo rosto com movimentos largos. O líquido escorria pelos cabelos loiros, despenteados pelo vento, descia pelo pescoço, pelo peito e pelo abdômen, desenhando cada contorno da pele bronzeada pelo sol.

Ele inclinou a cabeça para trás, fechando os olhos e respirando fundo enquanto sentia a água deslizar. Cada gota que caía parecia seguir em câmera lenta, reluzindo no corpo dele como pequenas pérolas líquidas sob a luz do fim da tarde.

Foi impossível não notar.

Clara, que estava próxima à granja recolhendo alguns ovos ao lado de Mariana, parou no meio do caminho, com a cesta de palha pendendo dos dedos. Os olhos castanhos arregalaram levemente, encarando o patrão descaradamente, como se fosse incapaz de desviar o olhar.

Mariana percebeu e cutucou a amiga com o ombro, rindo baixinho.

— Clara… oh, Clara… volta pra Terra. — sussurrou, com malícia.

Clara piscou várias vezes, atordoada, e, ao notar o olhar de Lila cravado nela, corou violentamente. Abraçou a cesta contra o peito e saiu apressada, praticamente arrastando Mariana pelo braço.

Mas Amanda… ah, Amanda não recuou.

Sentada mais à frente, próxima à grade da varanda, ela tinha uma xícara de café esquecida entre os dedos trêmulos. Os olhos acompanhavam cada gota de água que escorria pelo corpo de Taylor, e o peito subia e descia num ritmo visivelmente alterado. Tentava parecer indiferente, mas falhava miseravelmente e Lila percebeu.

Percebeu os olhares de Clara, depois os de Amanda. Sentiu um incômodo queimando no peito, uma mistura de irritação, orgulho ferido e um sentimento que não queria admitir nem para si mesma: Ciúmes.

Apertou os dedos contra o tecido da saia, respirando fundo para não reagir, mas o corpo inteiro estava tenso, mas tudo mudou quando Taylor ergueu o rosto, ainda molhado, e seus olhos azuis encontraram os dela com precisão cirúrgica.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário