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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 115

A noite caiu quente no interior, envolvendo a fazenda num manto de sons e cheiros típicos do campo. O zumbido dos grilos, o coaxar dos sapos e o farfalhar do vento nas folhas formavam uma sinfonia viva, misturada ao ronco distante do motor da caminhonete de Maurício, estacionada na frente da casa, os faróis acesos iluminavam o cascalho da estrada de terra.

Do alpendre, vozes baixas se misturavam ao cheiro doce de terra úmida e perfume. Catarina ajeitava os últimos detalhes no cabelo, enquanto Maria, divertida, dava palpites exagerados sobre os looks de todo mundo. Taylor, parado ao lado da caminhonete, esperava com os braços cruzados. O corpo apoiado contra a lataria, o chapéu baixo sobre a cabeça, escondendo um sorriso paciente, mas os olhos azuis atentos, rastreavam cada movimento ao redor.

Foi então que Lila apareceu e o tempo pareceu desacelerar por um instante.

Ela desceu os degraus da varanda com passos lentos, o coração batendo tão rápido que ela podia sentir as batidas nos ouvidos. Usava um short jeans justo, levemente desfiado, que deixava as pernas à mostra. A blusa branca de ombro a ombro, delicadamente franzida, revelava a pele clara dos ombros e um traço insinuante da clavícula. O tecido macio abraçava o busto de forma sutil, destacando as curvas sem exageros. Os cabelos loiros estavam soltos, caindo em ondas suaves pelas costas, e o brilho dourado sob a luz amarela da varanda parecia iluminar cada fio. Nos pés, uma bota de couro marrom carregava o charme rebelde de quem sabia exatamente como usá-la.

Uma mistura perfeita de doçura e provocação. A “princesa do interior”, com um toque de rebeldia.

Taylor, que a esperava, sentiu o ar ficar mais pesado no instante em que a viu. O sorriso lento e torto surgiu sem esforço, iluminando o rosto bronzeado. A luz da varanda caía sobre ele de um jeito quase cinematográfico: a camisa preta justa, com as mangas dobradas até os cotovelos, realçava cada linha dos músculos, o jeans escuro se ajustava perfeitamente e as botas de couro gastas completavam o visual de um cowboy irresistível. O cabelo loiro ainda úmido do banho caía desalinhado sobre a testa, bagunçado de propósito. Ele estava perigoso e sabia disso.

O olhar dele percorreu Lila de cima a baixo, devorando cada detalhe, e se deteve nas pernas expostas. O sorriso aumentou, carregado de intenção, e os olhos estreitaram, quase predatórios.

— Você tá tentando me matar, princesa? — murmurou baixo, apenas para ela, quando Lila se aproximou.

Ela fingiu não ouvir, mas o calor que subiu pelo pescoço a denunciou. Fingindo foco, ajeitou a barra do short, tentando parecer indiferente, mas os dedos tremiam levemente.

Foi então que Amanda surgiu pela lateral da casa.

Ela não veio discreta. Não era do tipo que gostava de passar despercebida. Vestia uma blusa vermelha decotada, propositalmente justa, que deixava o colo em evidência, e uma saia preta colada, curta demais para qualquer ocasião no interior. Os saltos altos finos estalavam no cascalho, marcando cada passo. O batom vermelho intenso completava o visual, criando uma imagem provocante e calculada.

O impacto foi imediato.

Os olhos masculinos, sem exceção, a seguiram instintivamente. Alguns assobios baixos ecoaram perto do estábulo, e até um dos peões deixou cair a corda que segurava. Amanda sorriu de canto, satisfeita com o efeito. Mas o incômodo subiu no peito de Lila como um fogo lento.

Taylor, por outro lado, permaneceu sério. Os olhos dele, no entanto, não acompanharam Amanda. Ficaram presos em Lila, e isso, paradoxalmente, só aumentou a raiva da morena.

Catarina, sempre elegante, surgiu logo depois. Usava um vestido azul-marinho justo, de alças finas, que moldava o corpo de forma sutil e delicada. O coque bagunçado e a maquiagem leve deixavam seus traços ainda mais suaves. Ao lado dela, Maurício parecia hipnotizado, com os olhos grudados na namorada. Vestia uma camisa xadrez aberta sobre uma camiseta branca, jeans escuro e botas de couro. O sorriso largo e genuíno fazia dele um verdadeiro galã natural.

— Vão logo, que a noite é curta! — disse Maria, surgindo com o pano de prato na mão. — E Mauricio, não invente de beber porque está dirigindo. — repreendeu.

Taylor abriu a porta da caminhonete, deixando as mulheres entrarem primeiro. Lila foi a segunda a passar, e quando subiu, sentiu o olhar dele queimando suas costas. Fingiu naturalidade, mas os dedos apertavam o tecido da blusa como se isso pudesse controlar o efeito que ele tinha sobre ela.

Amanda, percebendo a tensão, sorriu satisfeita e passou de propósito perto demais de Taylor, deixando o perfume doce invadir o ar.

— Bonita a sua camisa… — comentou, mordendo o lábio.

Taylor arqueou uma sobrancelha, sem sequer desviar os olhos de Lila.

— É. Mas não tanto quanto a companhia que eu tenho hoje. — respondeu, seco.

Amanda perdeu um pouco do sorriso, mas se recompôs, ajeitando o cabelo com um gesto calculado.

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