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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 117

A noite avançava, a música sertaneja embalava o ambiente, e Amanda continuava com os olhos cravados no casal. Girava o canudo na caipirinha, os lábios tingidos de batom vermelho se curvando num sorriso calculado.

— Engraçado… — disse, alta o suficiente para todos ouvirem. — Nunca imaginei ver o Taylor Remington preso por uma mulher.

Lila travou. Catarina ergueu uma sobrancelha, pronta para o próximo embate. Maurício riu baixo, sussurrando um “ihhh” enquanto se encostava na cadeira, só assistindo.

Taylor, no entanto, foi rápido. A voz saiu grave, firme, cheia de autoridade.

— Não tô preso, Amanda. — disse, encarando-a. — Eu tô onde eu quero estar.

O silêncio que se seguiu foi pesado.

Lila olhou para ele, surpresa com a segurança nas palavras, e sentiu o peito aquecer. Amanda desviou os olhos por um instante, engolindo a derrota, mas recompôs o sorriso cínico, bebendo outro gole para disfarçar.

— Ah, eu não vou perder essa! — exclamou, estendendo a mão para Taylor. — Vem dançar comigo, cowboy!

Taylor arqueou uma sobrancelha, desviando os olhos dela para Lila. A loira fingia não se importar, mexendo no copo, mas os ombros rígidos e o pé batendo no chão a denunciavam.

Ele hesitou por um segundo, então suspirou baixo, quase divertido.

— Tá certo… — disse, levantando-se.

Amanda sorriu vitoriosa, enlaçando o braço no dele e arrastando-o até a pista.

O coração de Lila disparou.

Vê-los juntos, dançando tão perto, com os olhares da plateia sobre eles, era insuportável. A música era rápida, os passos marcados, e Taylor girava Amanda com facilidade, arrancando aplausos.

Lila pegou o copo de Maurício e virou o uísque de uma vez.

— Isso é um desaforo. — resmungou entre dentes.

Catarina gargalhou alto.

— Uai! vai devagar cunhadinha, esse uísque é forte. — provocou. — Aposto que nunca vi você beber assim.

Maurício riu.

— Se continuar nesse ritmo, vai acabar me pedindo pra dançar também.

Lila pousou o copo com força sobre a mesa e encarou Maurício com os olhos faiscando.

— Se eu pedisse… você toparia?

— Claro! — respondeu Maurício, divertido. — Mas olha que a Catarina morde.

— Eu não mordo, não! — rebateu Catarina, rindo. — Da Lila eu não tenho ciúmes.

Lila desviou o olhar novamente para os dois e Amanda e Taylor sorriam como um casal de apaixonados. Lila pegou novamente o copo de Maurício e bebeu. Catarina se aproximou da cunhada e disse:

— Você deveria deixar claro quem é a verdadeira senhora Remington.

Lila se levantou, pegou o copo da bandeja de um garçom que passava virando a dose e disse:

— É exatamente isso que eu vou fazer!

Determinada, ela atravessou o salão, o som das botas ecoaram na madeira, até alcançar a pista de dança. Tocou no ombro de Amanda com firmeza, e encarou a garota com os olhos brilhando.

— Agora é a minha vez de dançar com o meu noivo.

Amanda arregalou os olhos, surpresa, mas soltou Taylor com relutância. O bar inteiro pareceu prender a respiração.

Taylor sorriu, um sorriso lento, predador, e puxou Lila pela cintura, colando-a ao corpo dele.

A música animada terminou, e como se o universo conspirasse, a banda tocava uma melodia suave, as conversas haviam se transformado em murmúrios, e o mundo, para Lila e Taylor, parecia reduzido àquele espaço pequeno no centro da pista de madeira.

Taylor a segurava firme, com uma das mãos na cintura dela, a outra entrelaçada na sua. O corpo dele colava no dela de forma possessiva, deixando claro que aquela dança era deles. Não havia mais ninguém ali.

Lila tentou controlar a respiração, mas falhava miseravelmente. O peito subia e descia rápido demais, e cada passo que ele guiava fazia seu corpo estremecer. Os dedos dele apertavam levemente sua cintura, num toque quase imperceptível, mas que queimava como fogo.

Taylor inclinou o rosto para perto da orelha dela, o hálito quente roçando a pele.

— Você tá fazendo isso de propósito… — murmurou, com a voz grave, rouca, arranhando cada nervo dela.

Lila ergueu os olhos para ele, fingindo inocência.

— Fazendo o quê? — perguntou, mordendo o canto do lábio.

O olhar azul de Taylor desceu para a boca dela e voltou para os olhos. Ele sorriu lento, perigoso.

— Fingindo que não sabe o que faz comigo, princesa… — disse, com a voz baixa demais para que alguém além dela ouvisse. — Cada sorriso, cada olhar, cada jeito seu de me provocar… você tá brincando com fogo.

— Por que tá fugindo de mim?

— Eu… eu não estou fugindo. — murmurou, tentando soar firme.

— Não? — a voz dele era um sopro quente contra sua pele. — Então olha pra mim… e me diz que quer tanto quanto eu.

Lila tentou resistir, mas acabou desviando os olhos para os dele. Os azuis intensos a consumiram, e seu olhar disse tudo.

O sorriso que nasceu nos lábios de Taylor era pura satisfação.

— Arriégua, o que você faz comigo, Lila Montgomery?

— Para de me olhar assim, Taylor… — ela murmurou, quase implorando, sentindo o corpo vibrar sobre o toque dele.

— Assim como? — ele provocou, com os lábios quase encostando nos dela. — Como um homem que está prestes a perder o controle?

Lila não respondeu. O olhar dela dizia tudo. A respiração dos dois se misturava, pesada, carregada de expectativa.

E então, sem aviso, Taylor a puxou pela nuca e a beijou.

O bar inteiro pareceu parar.

Não foi um beijo comum. Foi intenso, urgente, possessivo. A boca dele invadiu a dela com fome, e Lila correspondeu na mesma medida, se agarrando ao pescoço dele, como se o mundo tivesse desaparecido.

Lila se agarrou ao pescoço dele, rendida, esquecendo o bar, Amanda, os olhares curiosos. Havia apenas ele, o gosto de uísque, o calor do corpo, o perfume amadeirado e a certeza avassaladora: não havia volta.

As conversas cessaram por um segundo, e até a banda pareceu perder o ritmo. Alguns homens assoviaram, outros riram, mas ninguém ousou se meter.

Amanda, do canto da mesa, apertava tanto o copo que o vidro quase estalava. O rosto dela estava vermelho, os olhos brilhavam de raiva, os lábios tremiam de fúria.

Catarina, por sua vez, soltou um assobio animado.

— Isso, irmãozinho… — murmurou baixinho, sorrindo orgulhosa. — Ensina pra todo mundo quem manda.

Taylor se afastou do beijo só o suficiente para encarar Lila. O olhar dele queimava, os lábios úmidos, o peito subindo e descendo rápido.

— Agora o bar inteiro sabe. — disse, rouco. — Que você é minha.

Lila sentiu o corpo inteiro tremer. Não respondeu. Só sorriu, porque sabia que no fundo, era o que mais queria.

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