A noite avançava, a música sertaneja embalava o ambiente, e Amanda continuava com os olhos cravados no casal. Girava o canudo na caipirinha, os lábios tingidos de batom vermelho se curvando num sorriso calculado.
— Engraçado… — disse, alta o suficiente para todos ouvirem. — Nunca imaginei ver o Taylor Remington preso por uma mulher.
Lila travou. Catarina ergueu uma sobrancelha, pronta para o próximo embate. Maurício riu baixo, sussurrando um “ihhh” enquanto se encostava na cadeira, só assistindo.
Taylor, no entanto, foi rápido. A voz saiu grave, firme, cheia de autoridade.
— Não tô preso, Amanda. — disse, encarando-a. — Eu tô onde eu quero estar.
O silêncio que se seguiu foi pesado.
Lila olhou para ele, surpresa com a segurança nas palavras, e sentiu o peito aquecer. Amanda desviou os olhos por um instante, engolindo a derrota, mas recompôs o sorriso cínico, bebendo outro gole para disfarçar.
— Ah, eu não vou perder essa! — exclamou, estendendo a mão para Taylor. — Vem dançar comigo, cowboy!
Taylor arqueou uma sobrancelha, desviando os olhos dela para Lila. A loira fingia não se importar, mexendo no copo, mas os ombros rígidos e o pé batendo no chão a denunciavam.
Ele hesitou por um segundo, então suspirou baixo, quase divertido.
— Tá certo… — disse, levantando-se.
Amanda sorriu vitoriosa, enlaçando o braço no dele e arrastando-o até a pista.
O coração de Lila disparou.
Vê-los juntos, dançando tão perto, com os olhares da plateia sobre eles, era insuportável. A música era rápida, os passos marcados, e Taylor girava Amanda com facilidade, arrancando aplausos.
Lila pegou o copo de Maurício e virou o uísque de uma vez.
— Isso é um desaforo. — resmungou entre dentes.
Catarina gargalhou alto.
— Uai! vai devagar cunhadinha, esse uísque é forte. — provocou. — Aposto que nunca vi você beber assim.
Maurício riu.
— Se continuar nesse ritmo, vai acabar me pedindo pra dançar também.
Lila pousou o copo com força sobre a mesa e encarou Maurício com os olhos faiscando.
— Se eu pedisse… você toparia?
— Claro! — respondeu Maurício, divertido. — Mas olha que a Catarina morde.
— Eu não mordo, não! — rebateu Catarina, rindo. — Da Lila eu não tenho ciúmes.
Lila desviou o olhar novamente para os dois e Amanda e Taylor sorriam como um casal de apaixonados. Lila pegou novamente o copo de Maurício e bebeu. Catarina se aproximou da cunhada e disse:
— Você deveria deixar claro quem é a verdadeira senhora Remington.
Lila se levantou, pegou o copo da bandeja de um garçom que passava virando a dose e disse:
— É exatamente isso que eu vou fazer!
Determinada, ela atravessou o salão, o som das botas ecoaram na madeira, até alcançar a pista de dança. Tocou no ombro de Amanda com firmeza, e encarou a garota com os olhos brilhando.
— Agora é a minha vez de dançar com o meu noivo.
Amanda arregalou os olhos, surpresa, mas soltou Taylor com relutância. O bar inteiro pareceu prender a respiração.
Taylor sorriu, um sorriso lento, predador, e puxou Lila pela cintura, colando-a ao corpo dele.
A música animada terminou, e como se o universo conspirasse, a banda tocava uma melodia suave, as conversas haviam se transformado em murmúrios, e o mundo, para Lila e Taylor, parecia reduzido àquele espaço pequeno no centro da pista de madeira.
Taylor a segurava firme, com uma das mãos na cintura dela, a outra entrelaçada na sua. O corpo dele colava no dela de forma possessiva, deixando claro que aquela dança era deles. Não havia mais ninguém ali.
Lila tentou controlar a respiração, mas falhava miseravelmente. O peito subia e descia rápido demais, e cada passo que ele guiava fazia seu corpo estremecer. Os dedos dele apertavam levemente sua cintura, num toque quase imperceptível, mas que queimava como fogo.
Taylor inclinou o rosto para perto da orelha dela, o hálito quente roçando a pele.
— Você tá fazendo isso de propósito… — murmurou, com a voz grave, rouca, arranhando cada nervo dela.
Lila ergueu os olhos para ele, fingindo inocência.
— Fazendo o quê? — perguntou, mordendo o canto do lábio.
O olhar azul de Taylor desceu para a boca dela e voltou para os olhos. Ele sorriu lento, perigoso.
— Fingindo que não sabe o que faz comigo, princesa… — disse, com a voz baixa demais para que alguém além dela ouvisse. — Cada sorriso, cada olhar, cada jeito seu de me provocar… você tá brincando com fogo.

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