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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 13

O sol entrava pelas frestas da cortina de linho branco como um dedo acusador, atravessando o quarto luxuoso com insistência. O cômodo de Lila Montgomery era, como ela mesma, impecável e dramático. Cortinas altas, uma cama king-size coberta por almofadas em tons de rosa queimado, um espelho antigo com moldura dourada, perfumes alinhados sobre a penteadeira. Tudo ali era exatamente como ela queria: harmonioso, estético, controlado.

Exceto por uma coisa.

— Ei, princesinha? Hora de acordar!

A voz ecoou como um trovão preguiçoso. E a mão de Tomás bateu contra a porta com força suficiente para abalar a paz dos pássaros do jardim.

Lila se virou na cama, gemendo alto e puxando o edredom sobre a cabeça.

— Não enche, Tomás! Vai ver se eu estou lá na esquina!

— Acho melhor você acordar logo… — ele abriu a porta sem cerimônia, encostando-se no batente com os braços cruzados e expressão cínica. — O papai está furioso lá na sala. E adivinha quem ele quer ver antes de tomar o segundo café?

Lila soltou outro gemido. Se enterrava no travesseiro como se ele pudesse protegê-la da realidade. Mas a realidade, naquela manhã, era barulhenta, sarcástica e tinha a voz irritante do irmão mais velho.

Tomás entrou no quarto como se fosse seu, tirou os sapatos e se jogou de costas na cama da irmã.

Lila, ainda de camisola curta de cetim branco e cabelos bagunçados, ergueu o tronco com esforço e encarou o irmão com os olhos apertados e a expressão assassina.

— Você é insuportável. Juro por Deus.

— Você ainda não viu nada, maninha. — ele riu, de braços cruzados atrás da cabeça. — Vai querer estar de volta ao útero depois da bronca que o papai vai te dar.

Lila se levantou da cama a contragosto, com os cabelos despenteados e a maquiagem borrada do dia anterior. Caminhou irritada de um lado para o outro, arrastando os pés, xingando baixo. A ponta da camisola esvoaçava conforme ela girava de um lado ao outro do quarto como uma pantera emburrada.

— Vai ficar aí mesmo? — ela perguntou, parando diante da porta do banheiro, com as mãos nos quadris.

— Não queria estar na sua pele! — Tomás respondeu com uma risadinha debochada. — Aliás, notícia de última hora: a vovó está chegando. E quer falar com você também.

Lila arregalou os olhos.

— A vovó?!

— Exatamente. Fiorella Montgomery. Em carne, osso e julgamento moral eterno. Boa sorte.

Ela soltou um grunhido de frustração, bateu a mão contra a porta do banheiro e encarou o irmão com ódio fraternal.

— Tomás, me deixe em paz antes que eu jogue uma das minhas sandálias de cristal no seu olho!

Ele riu alto, claramente se divertindo.

— Relaxa. Só vim te trazer um presentinho…

Lila parou de andar.

— Que presentinho?

Tomás tirou o celular do bolso e desbloqueou a tela. Mostrou o vídeo sem dizer nada. A imagem era clara: Taylor Remington Miller, o cowboy loiro e irritantemente gostoso, carregando Lila de cabeça para baixo nos ombros como se ela fosse um saco de farinha com salto agulha. O vestido dela pendendo, os cabelos balançando, as pernas chutando o ar, enquanto ela berrava algo que não conseguia ouvir por causa do som da música eletrônica.

A legenda?

“Domada no grito. A princesa selvagem e o caubói da roça.”

Lila arregalou os olhos, as mãos subiram à boca, e o pânico se espalhou por seu rosto em ondas.

— Minha vida acabou.

Tomás se esparramou mais ainda sobre a cama, rindo alto, satisfeito.

— Acho que estou começando a gostar do meu cunhado…

— Vá se ferrar, Tomás! — ela gritou, pegando uma almofada e jogando com força contra o irmão, que desviou por pouco.

— Ei, você devia me agradecer. Fui eu que te avisei antes do papai mostrar esse vídeo na tela da sala com direito a pausa dramática!

— Sai daqui!

Lila entrou no banheiro e bateu a porta, furiosa, sentindo o coração disparar dentro do peito.

Como se ela fosse dele.

E o mais insuportável?

Era o fato de que, ali, com a água escorrendo entre seus seios, pelo ventre trêmulo e pelas pernas inquietas... ela queria que aquilo fosse verdade. Queria sentir de novo a mão dele apertando sua cintura. Queria os lábios dele tomando os seus, como se ela fosse uma tempestade que ele estava decidido a cavalgar até o fim.

Queria e o pensamento a chocou.

“Você enlouqueceu, Lila Montgomery. Ele é um bruto. Um selvagem. Um animal. E você é… você é tudo o que ele despreza.”

Mas não importava quantas vezes repetisse isso. Não importava quantas vezes tentasse se convencer de que odiava aquele homem, de que tudo aquilo era apenas um arranjo infeliz, uma obrigação.

Nada apagava o fato de que, naquele beijo, Taylor Remington havia deixado uma marca. Não visível, mas real.

E agora o mundo todo sabia.

A mídia estava em frenesi. O vídeo viralizava mais a cada minuto, com hashtags, montagens, piadas. A imagem de Taylor segurando seu rosto com aquela expressão possessiva já estava estampada em milhares de telas. As manchetes não deixavam dúvida:

"O beijo que parou Manhattan: quem é o cowboy que DOMOU Lila Montgomery?"

E, no fundo, ela sabia.

Aquele maldito vídeo... era só o começo.

O começo do escândalo, do desejo, do caos.

Porque agora todos sabiam sobre o noivado. E Taylor não apenas tinha marcado território… ele havia feito isso diante do mundo inteiro.

E Lila?

Ela não tinha mais para onde fugir.

A não ser para os braços do próprio inimigo.

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