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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 129

O sol da manhã derramava tons dourados sobre os campos, pintando o cenário da fazenda com uma luz suave e morna. O vento trazia o perfume fresco do capim cortado, do couro engraxado e do feno seco, e, ao longe, o som dos cascos batendo contra a terra e dos cavalos relinchando criava uma música viva, típica das manhãs no rancho.

Lila e Catarina caminhavam lado a lado pelo caminho de terra que levava até os estábulos. Lila ajeitava os cabelos loiros, ainda um pouco úmidos do banho, e ajustava a blusa folgada na cintura, tentando acompanhar os passos decididos da cunhada, que parecia pertencer àquele ambiente.

— Eu ainda não acredito que você me convenceu a fazer isso… — Lila resmungou, mexendo nas mangas da blusa enquanto olhava em volta.

Catarina, à frente, olhou por cima do ombro com um sorriso malicioso.

— Para, Montgomery… — disse, revirando os olhos. — Você precisava sair um pouco do quarto. Uma boa cavalgada vai te fazer bem. Além disso… — estreitou o olhar, provocando — é ótimo pra circular o sangue.

Lila mordeu o lábio, o rubor subindo às bochechas no mesmo instante.

— Você é insuportável, sabia?

— E ainda assim, irresistível. — Catarina piscou, divertindo-se com a reação da cunhada.

Quando chegaram aos estábulos, o cheiro forte de madeira, couro e terra úmida envolveu Lila por completo. O ambiente estava movimentado, com os peões indo e vindo, ajustando selas, limpando cascos e organizando as baias. Os cavalos estavam inquietos, alguns resfolegando, outros batendo os cascos no chão, como se sentissem a aproximação da manhã quente.

Um dos trabalhadores, Charles, apareceu carregando uma sela, com o chapéu de palha sombreando parte do rosto suado.

— Bom dia, dona Catarina! Bom dia, patroa. — cumprimentou, limpando as mãos na calça antes de apoiar a sela sobre um suporte. — O patrão e o Maurício já saíram, viu?

Catarina assentiu, ajeitando o cabelo preso.

— Eu sei, Charles. Eles foram pra cidade. — respondeu, com naturalidade. — Quero que sele dois cavalos pra nós. O dia está lindo e vamos até o riacho.

— Sim, senhora. — disse ele, já analisando os animais disponíveis. — Posso preparar o Trovoada e o Relâmpago para vocês.

Lila, que mexia nos punhos da blusa, ergueu os olhos rapidamente.

— Não precisa, Charles. — disse, com a voz baixa, mas decidida. — Pode selar o Diablo pra mim.

O peão levantou as sobrancelhas, surpreso, e desviou o olhar para Catarina, como se pedisse autorização.

Antes que ele pudesse dizer qualquer coisa, Catarina soltou uma risadinha.

— Não se preocupe, Charles. — respondeu, com um sorriso divertido. — O Diablo gosta da Lila.

O homem assentiu, embora um pouco relutante, e caminhou até a baia onde estava o imponente garanhão negro.

Assim que Charles se aproximou, Diablo ergueu a cabeça e relinchou alto, as orelhas se mexendo atentas, os músculos tensionando sob o pelo brilhante. O som ecoou pelo estábulo, chamando atenção de todos. Lila, instintivamente, começou a caminhar na direção dele.

Quando ela deu os primeiros passos, Diablo voltou a relinchar, ainda mais alto, e bateu os cascos com força no chão de terra, ansioso, como se estivesse chamando apenas por ela.

Lila parou por um instante, surpresa com a intensidade da reação, mas seus pés continuaram andando, quase como se uma força invisível a atraísse até o animal.

Catarina, que vinha logo atrás, arqueou as sobrancelhas e cruzou os braços, observando tudo com uma expressão incrédula.

— Não acredito… — murmurou, um sorriso divertido surgindo no canto dos lábios. — Esse cavalo tá chamando você?

Lila se aproximou devagar, estendendo a mão com cuidado. Diablo, enorme e imponente, inclinou a cabeça até encostar o focinho no braço dela, bufando de leve, quase como se suspirasse de alívio.

— Oi, grandão… — Lila sussurrou, passando os dedos pelos pelos macios, o coração acelerado com aquela conexão inesperada. — Senti sua falta também.

Diablo resfolegou, quase como se entendesse, e balançou a cauda, satisfeito com o carinho.

Quando Diablo finalmente estava pronto, Catarina montou o Trovoada com a facilidade de sempre, enquanto Lila respirava fundo e se posicionava ao lado do garanhão negro.

Ela segurou as rédeas com firmeza, colocou o pé no estribo e se impulsionou para montar. Porém, assim que se acomodou na sela, seu corpo reagiu com um pequeno estremecimento, e o rosto de Lila se contraiu levemente num misto de desconforto e sensibilidade.

Catarina, que já estava montada, não perdeu um segundo. Virou-se lentamente para encarar a cunhada, com os olhos azuis brilhando de pura malícia. Um sorriso perigoso surgiu no canto dos lábios e, inclinando o corpo levemente para frente, sussurrou:

— Nossa… — a voz baixa, carregada de provocação. — Então o meu irmão te deixou dolorida, hein, princesa?

Lila arregalou os olhos, o rosto pegando fogo imediatamente.

— Catarina! — sussurrou, tentando manter o tom firme, mas a voz saiu embargada. — Fala baixo!

Catarina soltou uma risada baixa, satisfeita com a reação da cunhada, e esporeou Trovoada, guiando-o para fora do estábulo.

Diablo acompanhou de perto, obedecendo ao menor toque de Lila, como se soubesse exatamente o caminho. O sol iluminava os campos ao redor, os pássaros cantavam entre as árvores e o vento quente da manhã batia contra os rostos das duas.

Catarina olhou para Lila de soslaio, ainda sorrindo com aquele ar de quem sabia mais do que devia.

— Espero que esteja pronta, Montgomery… — disse, com a voz baixa e provocante. — Porque hoje, no riacho, eu vou arrancar todos os seus segredos.

Lila segurou as rédeas com mais firmeza, o rosto ainda corado, mas um sorriso atrevido escapou no canto dos lábios.

— Vai ter que tentar, Catarina.

E assim, as duas partiram, o som dos cascos ecoando pela trilha, enquanto o riacho as esperava… carregando provocações, segredos e confissões que mudariam muito mais do que elas imaginavam.

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