O sol da manhã já se erguia no céu do interior, espalhando tons dourados sobre os campos que se estendiam até onde a vista alcançava. A estrada de terra estava levemente úmida pelo orvalho da noite, e o som dos pneus do carro cortava o silêncio tranquilo, enquanto o cheiro de capim molhado invadia o interior do veículo.
Taylor dirigia com uma mão no volante e a outra apoiada na janela aberta, deixando o vento fresco bater contra o braço bronzeado. O chapéu jogado para trás no banco expunha o cabelo castanho desgrenhado, e a camisa clara deixava à mostra o tom dourado da pele do pescoço. O jeans gasto moldava o corpo forte e, apesar da aparência despreocupada, havia nele algo diferente naquela manhã.
O carro avançava pela estrada de terra, levantando uma fina nuvem de poeira atrás de si. O sol da manhã invadia o interior do veículo, iluminando o perfil de Taylor, que dirigia com uma tranquilidade quase suspeita, um sorriso preguiçoso brincando no canto dos lábios.
Maurício, no banco do passageiro, não perdeu a oportunidade de provocar. Virou o corpo, apoiou o cotovelo na porta e lançou um olhar carregado de malícia para o cunhado:
— Rapaz… esse sorrisinho aí não engana ninguém. — disse, estreitando os olhos. — O que aconteceu?
Taylor sorriu desviando o rosto para encarar o cunhado com aquele ar descontraído, e deixou escapar uma risada baixa.
— E precisa perguntar?
— Ah, precisa sim. — respondeu Maurício, divertido. — Porque eu quero ouvir da sua boca. Ontem você entrou com a Lila debaixo do braço e só vi a porta do quarto se fechar. Hoje aparece com essa cara de cowboy que encontrou ouro no quintal. Desembucha, Taylor.
Taylor passou a mão pela nuca, sem perder o sorriso. O jeito dele denunciava um homem que tinha passado a noite inteira entre lençóis e, mais do que isso, tinha sentido muito mais do que prazer físico.
— Cara… — começou, suspirando fundo. — Eu não sei nem por onde começar.
Maurício riu, batendo de leve no ombro do cunhado.
— Começa pelo básico. Eu quero saber se você dormiu ou se passou a noite toda em “serviço”.
Taylor gargalhou, abaixando a cabeça, o chapéu cobrindo parte dos olhos.
— Dormir? Não, parceiro. Eu não preguei os olhos.
— Então quer dizer que depois daquele beijo dentro do bar e do jeito que vocês dois estavam grudados dentro do carro, eu imagino que a noite deve ter prometido, hein? — disse, arrastando as palavras de propósito, só para cutucar.
Taylor ergueu uma sobrancelha, desviando o olhar rapidamente para Maurício, e um sorriso lento e largo se abriu no rosto dele. Ele passou a língua pelos lábios antes de responder, a voz grave carregando um tom debochado:
— Prometeu… e cumpriu, meu caro amigo. — Fez uma breve pausa, o olhar fixo na estrada à frente, antes de completar com um suspiro satisfeito: — Minha noite foi maravilhosa.
— Ahhh, eu sabia! — Maurício abriu os braços, rindo alto. — Tá explicado porque você tá com essa cara de homem acabado, mas feliz.
Taylor soltou um assobio, olhando para o horizonte por um instante antes de encarar o cunhado novamente.
— A Lila… é intensa. Intensa de um jeito que eu nunca vi igual.
Maurício ergueu a sobrancelha, curioso.
— Intensa como? Tipo briga?
— Não, cara. — Taylor riu, balançando a cabeça. — Intensa em tudo. No jeito de falar, de provocar, de me desafiar… e ontem à noite… — fez uma pausa, passando a mão pelo rosto, como quem tentava organizar os pensamentos. — Ontem à noite ela se entregou de um jeito que eu nunca imaginei.
Maurício sorriu de lado, divertido com a sinceridade do amigo.
— Olha só… o cowboy durão finalmente rendido.
Taylor ergueu os olhos, sem negar.
— Rendido mesmo. Eu pensei que ia só… sei lá, me divertir. Mas foi diferente. Não foi só corpo, entende? Foi como se a gente tivesse nascido praquilo. Como se ela fosse feita pra mim.
O silêncio caiu entre eles por alguns segundos, quebrado apenas pelo som do vento no campo.
Maurício coçou a barba, tentando segurar a risada.
— Então é oficial. Você está apaixonado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário