O sol da tarde se infiltrava por entre as árvores altas, deixando feixes dourados de luz brincarem sobre a superfície cristalina do riacho. O som da água corrente misturava-se ao canto distante dos pássaros, criando um cenário que parecia perfeito demais para a tensão que se instalava ali.
Lila tentava, em vão, manter a compostura enquanto mergulhava até a cintura, os cabelos loiros grudados nas têmporas e o corpo ainda sensível pelos acontecimentos da noite anterior. Catarina, por outro lado, estava no auge da sua malícia, deitada na borda do riacho, apoiada sobre os cotovelos, ela encarava a cunhada com um sorriso malicioso nos lábios.
— Vamos lá, Montgomery… — provocou, entrando novamente no riacho e nadando devagar até mais perto. — Não adianta tentar esconder de mim…
Lila arqueou uma sobrancelha, tentando manter a voz firme, mas o tom saiu mais agudo do que pretendia:
— Esconder o quê?
Catarina sorriu, e depois encarou a cunhada com os olhos brilhando como quem carregava uma bomba prestes a explodir.
— Ah, por favor… vocês dois não são nada discretos. — A pausa dramática foi cruel. — Acho que até a Maria ficou excitada ontem à noite com os seus gemidos.
Lila arregalou os olhos, sentindo o calor subir pelo pescoço até tingir as orelhas, e levou as mãos ao rosto num gesto automático.
— CATARINA! Que horror!
A cunhada jogou a cabeça para trás e caiu na gargalhada, fazendo a água respingar ao redor.
— Ah, deixa de bobagem, cunhadinha… — disse, com aquele tom provocador que só ela sabia usar. — Você acha mesmo que ninguém percebeu? O rancho inteiro deve ter acordado.
— Você não tem vergonha na cara! — Lila protestou, jogando água nela, tentando se vingar.
Catarina desviou com facilidade e riu ainda mais alto.
— Não tenho mesmo… e ainda bem, porque alguém precisa falar a verdade por aqui.
Lila fechou os olhos, respirando fundo, tentando conter o embaraço, mas o sorrisinho no canto dos lábios a denunciava. Catarina, esperta, percebeu imediatamente.
— Não precisa ficar vermelha assim, Montgomery… até de longe dava pra ver que foi… intenso.
Lila afundou parte do rosto na água, desesperada.
— Eu vou te matar, Catarina!
— Nem adianta correr, cunhadinha. — Catarina nadou até ela e a cutucou com o dedo, com os olhos faiscando de malícia. — Você vai me contar tudinho sobre a noite com o meu irmão.
Lila arregalou ainda mais os olhos, corando até a raiz dos cabelos.
— C-Catarina, não! Isso é muito constrangedor…
— Constrangedor nada! — Catarina riu, nadando até a margem e puxando a cunhada pela mão. — Eu sou sua cunhada, mas também sou irmã dele, e quero saber se o Taylor é tudo isso na cama como dizem as boas línguas.
— Você tá completamente louca! — Lila protestou, tentando sair para fora da água e sendo praticamente arrastada de volta.
— Ei sua maluca!
— Não foge, entra aqui tá quentinho.
— Eu te odeio!
— Odeia nada, Lila Montgomery. Olha essa sua cara de mulher apaixonada! Você não engana ninguém.
Lila suspirou fundo, mordendo o lábio inferior.
— Foi… intenso.
Os olhos de Catarina brilharam ainda mais.
— Então o meu irmão é tudo isso mesmo?
Lila desviou o olhar, sorrindo nervosa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário