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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 132

O sol da tarde se infiltrava por entre as árvores altas, deixando feixes dourados de luz brincarem sobre a superfície cristalina do riacho. O som da água corrente misturava-se ao canto distante dos pássaros, criando um cenário que parecia perfeito demais para a tensão que se instalava ali.

Lila tentava, em vão, manter a compostura enquanto mergulhava até a cintura, os cabelos loiros grudados nas têmporas e o corpo ainda sensível pelos acontecimentos da noite anterior. Catarina, por outro lado, estava no auge da sua malícia, deitada na borda do riacho, apoiada sobre os cotovelos, ela encarava a cunhada com um sorriso malicioso nos lábios.

— Vamos lá, Montgomery… — provocou, entrando novamente no riacho e nadando devagar até mais perto. — Não adianta tentar esconder de mim…

Lila arqueou uma sobrancelha, tentando manter a voz firme, mas o tom saiu mais agudo do que pretendia:

— Esconder o quê?

Catarina sorriu, e depois encarou a cunhada com os olhos brilhando como quem carregava uma bomba prestes a explodir.

— Ah, por favor… vocês dois não são nada discretos. — A pausa dramática foi cruel. — Acho que até a Maria ficou excitada ontem à noite com os seus gemidos.

Lila arregalou os olhos, sentindo o calor subir pelo pescoço até tingir as orelhas, e levou as mãos ao rosto num gesto automático.

— CATARINA! Que horror!

A cunhada jogou a cabeça para trás e caiu na gargalhada, fazendo a água respingar ao redor.

— Ah, deixa de bobagem, cunhadinha… — disse, com aquele tom provocador que só ela sabia usar. — Você acha mesmo que ninguém percebeu? O rancho inteiro deve ter acordado.

— Você não tem vergonha na cara! — Lila protestou, jogando água nela, tentando se vingar.

Catarina desviou com facilidade e riu ainda mais alto.

— Não tenho mesmo… e ainda bem, porque alguém precisa falar a verdade por aqui.

Lila fechou os olhos, respirando fundo, tentando conter o embaraço, mas o sorrisinho no canto dos lábios a denunciava. Catarina, esperta, percebeu imediatamente.

— Não precisa ficar vermelha assim, Montgomery… até de longe dava pra ver que foi… intenso.

Lila afundou parte do rosto na água, desesperada.

— Eu vou te matar, Catarina!

— Nem adianta correr, cunhadinha. — Catarina nadou até ela e a cutucou com o dedo, com os olhos faiscando de malícia. — Você vai me contar tudinho sobre a noite com o meu irmão.

Lila arregalou ainda mais os olhos, corando até a raiz dos cabelos.

— C-Catarina, não! Isso é muito constrangedor…

— Constrangedor nada! — Catarina riu, nadando até a margem e puxando a cunhada pela mão. — Eu sou sua cunhada, mas também sou irmã dele, e quero saber se o Taylor é tudo isso na cama como dizem as boas línguas.

— Você tá completamente louca! — Lila protestou, tentando sair para fora da água e sendo praticamente arrastada de volta.

— Ei sua maluca!

— Não foge, entra aqui tá quentinho.

— Eu te odeio!

— Odeia nada, Lila Montgomery. Olha essa sua cara de mulher apaixonada! Você não engana ninguém.

Lila suspirou fundo, mordendo o lábio inferior.

— Foi… intenso.

Os olhos de Catarina brilharam ainda mais.

— Então o meu irmão é tudo isso mesmo?

Lila desviou o olhar, sorrindo nervosa.

— A água tá boa? — perguntou, a voz grave e arrastada, como se cada palavra carregasse um peso.

Catarina respondeu primeiro, com um sorriso maroto:

— Uma delícia. Mas prepare-se, cowboy… tá gelada no começo.

Taylor arqueou uma sobrancelha, jogando um sorriso de canto que fez Lila sentir os joelhos fraquejarem. Sem dizer mais nada, ele tirou a camisa devagar, deixando o tecido deslizar pelos ombros largos. O peito bronzeado, o abdômen definido, cada músculo marcado fez Lila engolir seco, tentando não encarar, mas era impossível.

Catarina percebeu o olhar da cunhada e mordeu o lábio para conter o riso.

— Ui, Montgomery… — murmurou baixinho, só para Lila ouvir. — Olha só quem vai precisar de água gelada.

— Cala a boca, Catarina… — Lila sussurrou de volta, tentando disfarçar o rubor que tomava conta de seu rosto.

Enquanto isso, Maurício largava tudo no chão, abrindo o botão da calça e a deixando cair, ficando apenas com a boxer preta colada ao corpo. Ele entrou no riacho sem hesitar, a água gelada subindo pelas coxas fortes, até alcançar Catarina. Ela o recebeu com um sorriso preguiçoso, e ele a puxou pela cintura, colando os corpos num abraço úmido.

— Hum… — Catarina murmurou, olhando para o marido. — Alguém tá inspirado hoje.

— Sempre, quando se trata de você. — Maurício respondeu, antes de deixar um beijo lento e profundo no ombro dela.

Lila desviou o olhar, tentando não prestar atenção no casal, mas não teve tempo de processar nada, porque Taylor, que já tinha tirado as botas e a calça, entrou no riacho apenas de boxer cinza.

O contraste da água fria com o calor que ele emanava fazia tudo ao redor parecer mais carregado. Taylor avançou devagar, deixando a correnteza molhar os músculos firmes, até parar bem na frente de Lila.

Ela tentou dar um passo para trás, mas ele segurou a cintura dela com firmeza, puxando-a contra o próprio corpo. O choque da pele quente dele com a dela, fria da água, fez um arrepio percorrer toda sua espinha.

Lila soltou um suspiro trêmulo, e Taylor, com o rosto bem próximo, deixou um sorriso nascer no canto dos lábios. Ele inclinou a cabeça e encostou a boca no ouvido dela, murmurando com a voz baixa e rouca:

— Eu estava morrendo de saudade… minha princesa.

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