Antes que ela pudesse responder, ele capturou os lábios dela num beijo profundo, quente e lento, como se o tempo tivesse parado. A água fria ao redor contrastava com o fogo que queimava entre os dois, e Lila sentiu o corpo inteiro estremecer.
Ao fundo, Catarina e Maurício trocavam olhares cúmplices, mas Catarina não resistiu e comentou em tom baixo, só para provocar:
— É, Montgomery… depois dessa, você não vai sair viva daqui.
Lila, sem conseguir conter o rubor, enterrou os dedos na nuca de Taylor, correspondendo ao beijo com a mesma intensidade, enquanto o mundo ao redor desaparecia.
O beijo entre Lila e Taylor foi interrompido quando Catarina pigarreou alto, com aquele sorrisinho safado que sempre anunciava problemas. Ela os encarou por alguns segundos, balançando a cabeça como quem se diverte com a cena, e então disse, sem a menor vergonha:
— Agora, vocês dois vão dar licença… porque eu vou ali transar com o meu namorado.
Lila engasgou no ar, arregalando os olhos, sentindo o rosto pegar fogo na mesma hora.
— CATARINA! — gritou, incrédula.
Maurício, que ainda a segurava pela cintura, ficou completamente vermelho, arregalando os olhos como se não acreditasse no que tinha acabado de ouvir:
— Catarina! Pelo amor de Deus… — murmurou, tentando disfarçar o riso nervoso.
Taylor, por outro lado, caiu na gargalhada, jogando a cabeça para trás. O som profundo e despreocupado dele ecoou pelo riacho, fazendo Lila sentir o peito acelerar ainda mais.
— Você não tem filtro, tem? — Taylor comentou, ainda rindo, olhando para a irmã.
Catarina apenas deu de ombros, com o ar mais inocente do mundo, enquanto puxava o braço de Maurício.
— Não, querido. E nem quero ter. — Disse, piscando para Lila, só para provocá-la. — Se quiserem continuar se devorando, fiquem à vontade. Mas o meu pedaço do riacho vai ser reservado agora.
Sem dar tempo para qualquer resposta, Catarina puxou Maurício pela mão, arrastando-o para um canto mais escondido entre as pedras e a vegetação, rindo alto quando ele resmungou alguma coisa sobre “falta de vergonha”.
O silêncio voltou por um instante, quebrado apenas pelo som da correnteza. Lila ainda estava atônita, o rosto completamente corado, tentando processar o que tinha acabado de acontecer.
Foi quando sentiu Taylor se mover.
Ele virou de frente para ela, e a encarou com aqueles olhos azuis que ardiam de desejo, e passou a língua pelos lábios antes de falar, com a voz rouca e arrastada:
— E você, senhorita Montgomery… — disse, inclinando-se para mais perto, fazendo sua respiração quente bater contra a pele molhada do pescoço dela. — O que acha da gente fazer o mesmo?
Lila abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu. O coração batia descompassado, e a água fria ao redor parecia ter perdido todo o efeito.
Taylor sorriu de canto, vendo a hesitação dela, e puxou o corpo de Lila contra o dele, deixando-a sentir cada linha do abdômen definido, e cada respiração pesada.
— Hein, princesa? — murmurou, roçando os lábios na orelha dela. — Só nós dois… nesse cantinho do riacho… ninguém precisa saber.
Lila engoliu em seco, tentando desviar o olhar, mas o calor que percorria seu corpo denunciava que a proposta mexeu com ela mais do que deveria.
— Taylor… — ela sussurrou, quase sem voz.

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