O som dos cascos ecoava pelo pátio quando Taylor e Maurício atravessaram o portão da fazenda. A noite estava calma, apenas o farfalhar das árvores quebrava o silêncio, mas algo logo chamou a atenção de Taylor. Amanda saiu do celeiro montada em um cavalo, galopando com pressa, com os cabelos soltos voando no vento como se fosse uma fuga desesperada.
Ele franziu o cenho, acompanhando a figura que desaparecia na estrada de terra iluminada pela lua.
— O que será que aconteceu? — murmurou, desviando o olhar para Maurício. — Ela parece agitada…
Maurício não disse nada. Apenas apertou os lábios, e estreitou os lábios com um mau pressentimento. Ele já imaginava o motivo, mas preferiu guardar para si.
Taylor endireitou o corpo na sela de Diablo, ficando inquieto e disse:
— Acho melhor eu ir atrás dela antes que se machuque.
Sem esperar resposta, puxou as rédeas de Diablo com firmeza e saiu em disparada fazendo subir a poeira atrás do cavalo negro que avançava pelo caminho com força e velocidade.
Maurício ficou alguns segundos parado, passando as mãos pelos cabelos preocupado. Suspirou fundo, soltando as rédeas de Trovoada.
— Acho que isso não vai prestar… — murmurou, antes de virar o cavalo em direção à casa grande.
O som dos cascos ecoava forte na noite quando Taylor finalmente alcançou Amanda.
— Amanda! — ele gritou, puxando as rédeas de Diablo com firmeza. — Para com isso, você vai acabar se machucando!
Ela hesitou por um segundo, mas não parou. Foi só quando chegaram perto do riacho, onde a lua refletia sobre a água calma, que Amanda finalmente puxou as rédeas do cavalo com um movimento brusco. O animal empinou levemente antes de parar, e ela ficou ali, respirando de forma descompassada, sentindo as lágrimas já escorrer pelo rosto.
Taylor desmontou de Diablo e caminhou até ela, com o cenho franzido de preocupação e segurou as rédeas do seu cavalo para que ela não continuasse cavalgando.
— Tá maluca? Quer se machucar? — perguntou, com a voz mais baixa, tentando controlar a raiva que crescia diante do estado dela. — Amanda, me conta o que diabos aconteceu que fez você sair a essa hora.
Amanda desceu do cavalo quase tropeçando, com os olhos vermelhos e cheios de dor. Por alguns segundos, ela ficou em silêncio, mas quando abriu a boca, a voz saiu embargada e carregada de mágoa.
— Você não entende, Taylor… nunca entendeu.
— Eu realmente não entendo, mas vou quando você me explicar o que está acontecendo.
— Eu sempre te amei. Desde criança. E você… você nunca me viu.
Taylor respirou fundo, passando a mão pelos cabelos, claramente desconfortável.
— Amanda…
— Não, me escuta! — ela interrompeu, avançando um passo e o encarando no fundo dos olhos. — Você sabe muito bem do que eu tô falando. Aquela noite… no aniversário da Catarina. A gente bebeu demais e… e aconteceu.
Taylor encarou Amanda confuso.
— Aconteceu? O que diabos aconteceu Amanda.
— Nós… nós dormimos juntos.
— O que?
— Você me procurou no dia seguinte, desesperado. Eu pude ver a dor e desespero em seus olhos e sabia que se você soubesse da verdade, talvez tudo acabaria mudando entre nós dois. Por isso… eu menti. E disse que não tinha acontecido nada. Mas aconteceu, Taylor. E foi a minha primeira vez.
O silêncio que se seguiu pareceu esmagador. Taylor deu um passo para trás e ficou imóvel. Sua mente lhe levou aquele dia e flashes surgiram em sua mente. Não podia ser possível… ele e Amanda, transaram?
— Você… mentiu pra mim esse tempo todo? — a voz dele saiu grave, quase um rosnado.

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