Lila engoliu em seco. Seus olhos buscaram os dele, mas estavam tão escuros, tão tomados por desejo, que ela desviou rápido, corando como se tivesse sido pega em flagrante. Os lábios se entreabriram sem que conseguisse formar palavras, mas a resposta veio em forma de arrepio: o corpo inteiro tremia sob o toque dele.
Ele sorriu, safado, satisfeito com a reação. A ponta do nariz roçou no dela, íntimo, quase cúmplice.
— Deixa o seu cowboy fazer o desjejum dele depois… — sussurrou, como sotaque arrastado, carregado de luxúria. — Eu deixo você tomar café.
Ela tentou disfarçar, rindo nervosa, mas não teve tempo. Com um movimento rápido, ele a puxou para o colo. O lençol escorregou, caindo ao redor deles como uma moldura, e Lila se viu frente a frente com a visão mais proibida e tentadora da sua vida: o corpo dele, quente, forte, exposto… e a ereção evidente, orgulhosa, sem vergonha alguma.
O rosto dela queimou, mas os olhos não conseguiram se desviar. Taylor notou e, claro, se divertiu com isso.
— Gostou do que viu? — murmurou, arqueando a sobrancelha.
Ela mordeu os lábios, tentando encontrar alguma resposta provocativa, mas nada saiu. O silêncio dela foi ainda mais revelador.
Ele passou as mãos firmes por sua cintura, descendo lentamente, como se marcasse cada centímetro da pele dela, até segurá-la pelos quadris.
— Então vem cá… — disse, com a voz grave, carregada de promessa.
Lila sentiu o coração disparar. A cada segundo, a consciência gritava para que ela recuasse, mas o corpo queria o oposto. O corpo implorava por ele. E, sem pensar, deixou-se guiar.
Taylor a posicionou sobre si, o contato quente fizeram ambos soltarem suspiros entrecortados.
— Devagar… — pediu, com a respiração já pesada e os olhos fechados por um instante. — Me deixa sentir você… cada pedacinho.
Com cautela, Lila obedeceu. Moveu-se lentamente, o corpo se encaixando no dele num ritmo quase torturante. A sensação foi avassaladora, um arrepio arrebatador que a fez morder o lábio com força, tentando conter o gemido.
Taylor não conseguiu. Um som grave, rouco, escapou de sua garganta. A cabeça tombou para trás, e os olhos se fecharam.
— Arriégua… — arfou, perdido no prazer. — Você é tão apertada… tão boa…
As palavras o deixaram ainda mais real. Lila corou violentamente, mas já não havia como resistir. O calor o invadia, a preenchia, e ela se sentia em chamas. Um gemido doce escapou quando ele a preencheu por completo.
Taylor abriu os olhos, e a visão dela: corada, com a boca entreaberta, o cabelo caindo em ondas pelos ombros, entregue, quase o fez perder o controle. Segurou-a pela cintura, firme, guiando os movimentos dela, como quem queria marcar aquele instante na pele, na memória, na alma.
— Olha pra mim, Montgomery… — ordenou baixo, com a voz embargada de prazer. — Quero ver esses olhos quando você se perder comigo.
Ela ergueu o olhar, obedecendo, e o que encontrou nos olhos dele foi tão intenso que quase a fez chorar. Havia desejo, sim, mas também algo mais profundo, algo que ela não ousava nomear.
O ritmo aumentou, guiado por ele. As mãos firmes a faziam descer e subir, cada movimento mais profundo, mais desesperado, mais quente. Os gemidos se misturavam, ecoando pelo quarto, abafados pelo peso do prazer.
— Meu Deus, Lila… — Taylor arfava, as palavras entrecortadas. — Você vai me deixar louco.
Ela riu baixo, mesmo ofegante, e provocou:
— Já não está?

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