Catarina e Lila voltavam pela trilha que cortava a fazenda, ainda molhadas do banho de cachoeira. O sol alto iluminava o campo, refletindo na pele úmida das duas, e a brisa fresca trazia o cheiro de capim recém-cortado. Lila caminhava em silêncio, com os pensamentos ainda voltados para a conversa delicada que havia tido com a cunhada. Catarina, por outro lado, parecia leve, cantarolando algo baixinho.
De repente, o som de cascos ecoou pela estrada de terra batida. As duas ergueram os olhos e viram, ao longe, duas figuras imponentes montadas a cavalo. Eram Maurício e Taylor, voltando da cidade. O coração de Lila acelerou de imediato ao reconhecer a silhueta máscula do noivo sobre Diablo, o cavalo negro de olhar feroz que parecia refletir a alma selvagem de seu dono.
— Olha só quem chegou! — Catarina exclamou, animada, acenando.
Os dois cavaleiros se aproximaram em trote firme. Maurício foi o primeiro a desmontar. Assim que parou diante delas, estendeu os braços para Catarina, que correu até ele com um sorriso aberto. Sem cerimônia, ele a pegou no colo, rodando-a no ar enquanto ela gargalhava como uma menina.
Lila, ao lado, observava a cena com ternura, até sentir o olhar de Taylor pousar sobre ela. Ele continuava montado em Diablo, segurando as rédeas firmes nas mãos fortes, e o chapéu projetando sombra sobre os olhos intensos.
— Estavam na cachoeira? — perguntou, com a voz grave e arrastada.
— Sim. — respondeu Lila, tentando soar tranquila, embora o coração batesse mais rápido.
Taylor arqueou uma sobrancelha, e um sorriso discreto surgindo nos lábios.
— E o que acha de montar um pouco comigo?
O convite inesperado fez Lila abrir um sorriso largo, espontâneo, e seus olhos azuis brilharem.
— Eu iria adorar!
Num movimento ágil, Taylor aproximou o Diablo dela. O cavalo bufou alto, imponente, enquanto o cowboy se inclinava para frente, estendendo a mão.
— Então vem, Montgomery.
Lila hesitou por um segundo, mas antes que pudesse pensar melhor, Taylor a puxou para cima com facilidade. Um gritinho escapou de seus lábios quando perdeu o equilíbrio por um instante, agarrando-se à cela.
— Taylor, seu maluco! — exclamou, ainda rindo nervosa.
Ele riu baixo, colocando ela na sua frente encostando o peito em suas costas. Passou o braço firme ao redor de sua cintura, puxando-a para mais perto, até que não houvesse espaço algum entre os dois. Seu hálito quente roçou na orelha dela quando murmurou:
— Essa calça está me deixando excitado.
O rubor subiu instantaneamente ao rosto de Lila, que abriu a boca, mas não conseguiu formular resposta. Catarina, ao notar a cena, soltou uma gargalhada alta, levando a mão à boca para não rir ainda mais.
— Voltem a tempo para o almoço! — gritou, maliciosa.

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