As respirações ainda ecoavam pelo estábulo, pesadas e descompassadas. Lila permanecia com as costas coladas à porta de madeira, as pernas enlaçadas na cintura de Taylor, como se ainda não tivesse forças para se soltar. O coração batia desgovernado, e cada músculo de seu corpo ainda pulsava com os resquícios do prazer.
Taylor manteve-a presa ali por alguns segundos, com o rosto enterrado no pescoço dela, aspirando seu cheiro misturado de suor, sabonete e desejo. Beijou-lhe a pele devagar, como quem saboreia algo precioso.
— Meu Deus… — Lila murmurou, arfando, com as mãos trêmulas tentando empurrá-lo de leve. — Se alguém aparecer aqui…
Ele ergueu o rosto, com os olhos ainda tomados por luxúria, mas o sorriso preguiçoso e safado estampado nos lábios.
— E daí? — perguntou, provocante, mordendo de leve o queixo dela. — Que vejam. Todo mundo precisa saber que você é minha.
— Taylor! — ela protestou, ruborizada, escondendo o rosto contra o peito dele. — Você não presta.
Ele riu baixo, aquela risada grave que fazia seu corpo arrepiar mais uma vez.
— Não presto? Você adora. — deslizou a mão pela lateral da cintura dela, apertando de leve. — Só de ouvir você gemendo daquele jeito, eu podia morrer feliz agora.
Lila fechou os olhos, envergonhada, sentindo o rosto arder em chamas. Ela ainda arfava, tentando recuperar o fôlego.
— Eu nunca vou me acostumar com as coisas que você fala…
— Vai sim. — ele rebateu, colando a boca à dela num beijo lento, possessivo. — Vai se acostumar em ser minha todos os dias, em todo canto dessa fazenda.
Ela soltou um suspiro derrotado, mas um pequeno sorriso escapou contra os lábios dele. Por mais que tentasse manter a compostura, não conseguia esconder o quanto estava feliz e arrebatada por aquele homem.
— E agora? — Lila resmungou entre um suspiro e outro, ajeitando a blusa amarrotada. — Você rasgou a minha calcinha, vou ter que vestir a calça sem nada por baixo.
Taylor arqueou a sobrancelha, aquele sorriso safado se abrindo devagar no canto da boca.
— E qual é o problema, Montgomery? — ele murmurou, aproximando-se de novo, a voz carregada de deboche. — Você deveria se acostumar a ficar sem…
— TAYLOR! — ela exclamou, o rosto corando de imediato, empurrando o peito dele com as duas mãos.
Ele riu alto, satisfeito com a reação dela, e finalmente a colocou de volta no chão, embora mantivesse as mãos firmes na cintura para que não vacilasse. As pernas de Lila ainda tremiam, denunciando o quanto havia perdido as forças.
— Olha só pra você… — ele disse, rindo com malícia. — Mal consegue ficar em pé.
— Idiota. — ela murmurou, tentando soar firme, mas a voz saiu fraca demais para ser convincente.
Taylor ajeitou a calça com a calma de quem não tinha pressa alguma, depois passou os dedos pelos cabelos loiros, recolocou o chapéu na cabeça e, antes que ela pudesse protestar outra vez, segurou-lhe o rosto entre as mãos e a puxou para mais um beijo rápido, quente, que a deixou ainda mais desnorteada.
Quando se afastou, seus olhos azuis brilhavam com aquela arrogância divertida que só ele sabia sustentar.
— E eu juro, Montgomery… só em saber que você vai sair dessa porta sem nada por baixo, vou passar o resto do dia inteiro pensando nisso.
O rosto de Lila ficou ainda mais vermelho, e ela bateu de leve no ombro dele.
— Pervertido…
— O seu pervertido preferido. — ele retrucou de imediato, piscando para ela. — Vamos. Se demorarmos muito, a Catarina vai achar que a gente se perdeu no caminho.
Lila corou ainda mais ao imaginar as provocações da cunhada. Passou a mão pelo cabelo molhado e respirou fundo, tentando recuperar a dignidade perdida.
Taylor, por sua vez, parecia o oposto: cada vez mais confiante, cada vez mais dono da situação. Passou o braço ao redor dela e, sem se importar com o local, sussurrou no ouvido da noiva antes de guiá-la para fora do estábulo:
— E pensa que acabou? Isso foi só o aquecimento, Montgomery.
Lila estremeceu inteira, e o rubor voltou ainda mais forte às suas bochechas.
O caminho de volta até a casa foi marcado por silêncios cúmplices e pequenos risos contidos. Taylor seguia a passos largos, com as mãos enfiadas nos bolsos, e o chapéu projetando sombra sobre os olhos que não paravam de se desviar para a noiva ao lado. Lila andava ainda um pouco trêmula, o rosto corado denunciando que não conseguia disfarçar o que havia acontecido no estábulo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário