O som dos saltos de Lila ecoava pelo corredor como trovões, cada passo estava carregado de raiva e orgulho ferido. Seu olhar estava fixo no elevador à frente, como se aquele fosse o único porto seguro capaz de afastá-la da cena que ainda queimava em sua mente. Mas antes que conseguisse alcançar a porta metálica, sentiu o braço forte de Taylor envolver-lhe a cintura.
— Lila, espera! — a voz dele ecoou, grave, mas carregada de urgência.
Ela tentou se soltar, mas Taylor, impetuoso, a ergueu nos braços sem se importar com os olhares curiosos dos funcionários que pararam para assistir ao espetáculo. Uns arregalaram os olhos, outros cobriam discretamente a boca com a mão, alguns riam nervosos e outros apenas observavam, chocados.
— Me solta, Taylor! — ela gritou, batendo com força contra as costas dele. — Seu idiota! Me coloca no chão agora!
— Nem pensar. — ele respondeu entre dentes determinado e pouco se importando para os olhares dos outros.
— Você enlouqueceu?! — Lila debatia-se, os cabelos escorriam cobrindo-lhe o rosto que estava corado, por raiva e vergonha. — Está me fazendo passar vergonha na frente de todo mundo!
— Então me escute. — ele devolveu, firme, sem diminuir o passo.
Ela bateu novamente nas costas dele, mas, mesmo com a força que aplicava, parecia insignificante diante da maneira com que ele a segurava, como se nada fosse capaz de fazê-lo largá-la.
Atravessaram o saguão sob os olhares atentos e chegaram ao estacionamento, o eco metálico do espaço vazio amplificava cada palavra, cada respiração ofegante, cada protesto. Quando enfim alcançaram o carro, Taylor a colocou sentada no capô com um movimento firme, enquanto o seu corpo grande e forte a cercou por completo.
— Princesa… — disse, com a voz grave, quase como um rosnado suplicante. — Ei, olha pra mim.
— Não me chama assim! — ela retrucou, com a voz embargada, e os olhos brilhando de lágrimas. — Me solta, seu safado! Se eu não tivesse chegado naquela hora, você já estaria transando com aquela vagabunda!
A acusação caiu como uma faca. Taylor fechou os olhos, respirando fundo, tentando controlar o ímpeto de gritar de volta. Quando abriu novamente, o azul intenso queimava de frustração e raiva contida.
— Lila, pelo amor de Deus… a Chloe é apenas uma amiga.
— Uma amiga? — ela quase riu, mas foi um riso amargo, carregado de veneno. — Uma amiga que te come com os olhos!
Taylor se aproximou ainda mais, o rosto a centímetros do dela, e disse com firmeza:
— Pequena, esse seu ciúme é infundado. Você sabe disso.
Ela empurrou o peito dele com as mãos trêmulas, a respiração curta.
— Olha só, Taylor Remington… vá à merda e me deixe em paz!
O silêncio caiu pesado, interrompido apenas pelo barulho distante de um carro acelerando. O coração dele batia descompassado, o peito arfava, e então, lentamente, um sorriso ladino surgiu em seus lábios.
— É lindo você com ciúmes, sabia, princesa?
— Vá à merda! — ela gritou de novo, virando o rosto, mas as bochechas ruborizadas a denunciavam.
Taylor riu baixo, um som grave que reverberou no estacionamento vazio. Não era deboche, era desejo, era orgulho. Para ele, a raiva dela era apenas mais uma prova de quanto o queria só para si.
Lila desviou o rosto, tentando recuperar o controle, mas a respiração pesada a traía. Taylor, ainda com aquele sorriso malicioso, inclinou-se mais, apoiando os braços ao redor dela, prendendo-a entre o corpo forte e o carro frio.
— Eu disse pra você ir à merda, Taylor. — ela sibilou, com a voz trêmula de raiva e emoção. — e é melhor se afastar de mim.
Ele a encarou em silêncio por alguns segundos que pareceram eternos. O olhar azul cravou-se no dela com uma intensidade quase brutal. Então, sem aviso, sem permissão, tomou-lhe a boca em um beijo faminto.

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