A noite já tinha se deitado sobre a fazenda quando Taylor ligou a caminhonete para voltar para casa. O bar ainda ficava para trás, iluminado por letreiros piscantes e o som abafado da música que escapava pelas portas abertas. Catarina, mais animada do que nunca, tinha resolvido aproveitar a carona com Maurício e foi embora abraçada a ele, deixando claro que não tinha a menor intenção de soltar o namorado tão cedo.
— Vai por mim, cunhada! — Catarina gritou, sorridente, antes de fechar a porta do carro de Maurício. — Hoje a diversão não termina no bar!
Lila apenas riu, meio sem jeito, e ergueu a mão em despedida. Taylor, ao volante, lançou um olhar enviesado, mas não comentou nada. Apenas acelerou, deixando o estacionamento para trás. Agora, só os dois ocupavam o interior da caminhonete.
O silêncio inicial parecia confortável, mas logo o peso das provocações e da bebida começou a se manifestar. Lila, com os cabelos soltos caindo em ondas sobre os ombros e os olhos brilhando de tequila e ousadia, se recostou no banco do carona. O vestido curto, escolhido de propósito para a noite, deixava as pernas expostas à luz amarelada do painel, e ela percebeu perfeitamente a maneira como Taylor, disfarçadamente, lançava olhares de canto.
— Tá muito quieto, cowboy. — ela murmurou, com a voz arrastada, como quem saboreia cada palavra. — Tá pensando em quê?
Ele manteve os olhos fixos na estrada de terra, os dedos firmes no volante. A lua iluminava o caminho, e os grilos cantavam no escuro como se fossem a trilha sonora daquela provocação.
— Tô pensando em chegar em casa em segurança. — respondeu, grave, como se tentasse convencer mais a si mesmo do que a ela.
Lila, já mais solta pelo efeito da bebida, inclinou-se na direção dele, apoiando a mão em sua coxa.
— Engraçado… porque eu só consigo pensar em outra coisa.
Taylor arregalou os olhos, sentindo a mão dela subir perigosamente pela perna. Seus dedos deslizavam devagar, provocando.
— Lila… — murmurou, com a voz grave e tensa. — Eu tô dirigindo.
— E eu tô provocando. — sussurrou em sua orelha, mordendo levemente o lóbulo. — Qual dos dois você acha que vai ganhar?
O coração de Taylor disparou, as mãos no volante apertaram com mais força, mas os olhos já ardiam de desejo. Ele soltou um palavrão baixo, balançando a cabeça.
— Princesa… você vai me fazer capotar esse carro.
Taylor tentava manter os olhos fixos na estrada e os dedos firmes no volante. Mas Lila, ainda tomada pela mistura de bebida e ousadia, se inclinou novamente, pousou a mão no meio das pernas de Taylor.
— Lila… — ele murmurou, com a voz grave e alerta. — Não começa.
Ela riu baixinho, inclinando-se ainda mais, roçando os lábios na orelha dele.
— Nossa, cowboy… já está assim? — sussurrou, apertando-o por cima da calça. — Deixa eu brincar um pouquinho, vai…
Taylor bufou, incrédulo, mas um sorriso ladino escapou mesmo assim. Ele sabia que Lila estava completamente entregue à ousadia que a bebida despertava e, no fundo, adorava isso.
Sem aviso, Lila abriu o botão da calça dele com agilidade surpreendente e deslizou a mão por dentro, tocando-o com firmeza.
O gemido rouco que escapou da garganta de Taylor encheu o interior da caminhonete. Ele apertou o volante como se fosse quebrá-lo, sentindo o carro balançar no cascalho.
— Porra, Lila! — exclamou, com a voz grave, rouca de desejo e fúria contida. — Você quer me matar?
Ela riu, inocente e perversa ao mesmo tempo, com os olhos semicerrados pelo efeito da bebida.

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