O motor da caminhonete ainda roncava baixo, parado na beira da estrada deserta, como se tentasse acompanhar o ritmo acelerado dos corações que batiam lá dentro. A noite era profunda, envolta em silêncio, cortada apenas pelo som distante dos grilos e pelo leve farfalhar do vento passando entre as árvores. Não havia outra alma por perto, nenhum farol se aproximando. Era como se o mundo tivesse se resumido àquele retângulo de metal e vidro, onde duas vontades se chocavam com a fúria de uma tempestade.
Taylor permanecia imóvel, com os olhos azuis incandescentes presos em Lila, a mandíbula travada em esforço quase sobre-humano para manter o controle. Ele sabia que estava a um fio de perder a razão, e essa percepção só aumentava a tensão. Lila, por outro lado, não demonstrava o menor traço de medo. Pelo contrário: havia em seu sorriso e em cada gesto uma ousadia embriagada, filha da tequila e do desejo que já queimava em sua pele.
Ela se inclinou lentamente, roçando a boca contra a orelha dele, deixando o hálito quente e doce se espalhar por sua pele arrepiada. A mão dela ainda se movia dentro da calça dele, lenta, provocadora, como quem sabe exatamente a corda que está puxando.
— Sabe de uma coisa, cowboy? — murmurou, com a voz arrastada, carregada de malícia. — Eu tô tão molhada agora… que tudo que eu quero é que você me coma com força.
Taylor prendeu a respiração. Os dedos se fecharam com violência sobre o volante, os nós dos dedos ficaram brancos de tanta pressão. Era a única âncora que o impedia de simplesmente puxá-la para o colo e fazer exatamente o que ela estava pedindo.
— Lila… — rosnou, baixo, grave, como um aviso que soava mais como ameaça.
Mas ela não parou. A ousadia só aumentava. Mordeu o lábio inferior, com os olhos fixos nos dele, e completou, venenosa e doce ao mesmo tempo:
— Mas antes… quero que você goze na minha boca. Quero provar cada gota sua.
Um palavrão escapou dos lábios dele, rouco, grave, como se fosse arrancado à força.
— Porra, Lila!
Ela sorriu satisfeita, sabendo que tinha atingido o ponto fraco. O olhar dela brilhava, turvo pela bebida, mas cheio de fogo, carregado de promessas.
— É isso que eu quero, cowboy. Me deixa brincar com você… deixa eu te deixar louco.
Taylor a encarou como um homem em frangalhos. O peito dele subia e descia rápido, a respiração irregular denunciava a guerra interna. Cada palavra dela corroía qualquer pedaço de autocontrole que ainda tentava sobreviver.
Ele respirava pesado, com os olhos azuis faiscando como lâminas no escuro. Mas Lila já tinha vencido, e ambos sabiam disso. Cada toque, cada frase, cada risada suave dela puxava os últimos fios que o prendiam à razão.
Lentamente, Taylor recostou-se no banco, abrindo espaço, e segurou o queixo dela com firmeza.
— Você não tem noção do que tá pedindo… — rosnou, mas o olhar dizia outra coisa: ele queria tanto quanto ela.
Lila sorriu de canto, atrevida e sem esperar permissão, inclinou-se mais. Abriu de vez a calça dele, deslizando a mão até libertá-lo por completo. O membro duro pulsava em sua mão, quente, pesado, imponente. Ela mordeu o lábio, encantada e excitada pela visão.
— Santo Deus, Taylor… — murmurou, antes de passar a língua devagar pela ponta, provocando. — Você é enorme…
O gemido rouco que saiu do peito dele ecoou pelo carro, grave, arrebatador. Taylor deixou a cabeça cair para trás, enquanto fechava os olhos e os dedos agarravam o volante como se fosse sua última defesa contra a rendição.
— Porra…

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