A caminhonete avançava pela estrada de terra, levantando nuvens de poeira que se dissipavam sob a lua cheia. O caminho até a fazenda parecia mais longo do que nunca, e o silêncio dentro do veículo era denso, elétrico, um campo magnético de desejo mal contido. Taylor segurava o volante com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos, como se aquele gesto fosse a última barreira entre ele e o instinto.
Lila, ao lado dele, parecia satisfeita demais para alguém que tinha acabado de quase fazê-lo perder o controle no meio da estrada. O vestido curto, a pele iluminada pelo painel e os lábios ainda úmidos denunciavam a ousadia dela. O sorriso malicioso estampado em sua boca não era de arrependimento era de vitória.
Assim que a caminhonete cruzou a porteira da fazenda e estacionou em frente à casa principal, Taylor desligou o motor de um jeito brusco, fazendo o ronco cessar como um trovão abrupto. O silêncio que se seguiu era quase ensurdecedor. Ele virou lentamente para ela, com os olhos azuis ardendo de desejo.
— Você acha que vai sair dessa impune, princesa? — a voz grave, rouca, soou mais como uma sentença do que como uma pergunta.
Lila arqueou as sobrancelhas, fingindo inocência, enquanto inclinava o corpo de leve para ele.
— Eu só quis… brincar um pouquinho. — a língua úmida passou pelo lábio inferior, um gesto tão simples e, ao mesmo tempo, devastador.
Taylor riu baixo, um som grave que ecoou pelo espaço apertado. Jogou o chapéu no banco de trás, abriu a porta com força e deu a volta. Antes que ela tivesse tempo de reagir, a porta do carona se escancarou e, em um movimento certeiro, ele a puxou para fora, levantando-a nos braços com uma brutalidade controlada.
— Taylor! — ela arfou, surpresa, agarrando-se ao pescoço dele. — O que você pensa que está fazendo?
— Cobrando o preço da sua ousadia. — murmurou, com a voz carregada de ameaça e promessa ao mesmo tempo.
Ele avançou a passos largos pela casa silenciosa, subindo as escadas com determinação. O coração de Lila disparou, não de medo, mas da antecipação que queimava em sua pele. A cada passo, o ar parecia mais pesado, o desejo mais denso. Quando chegaram ao quarto, Taylor empurrou a porta e a fechou com força, fazendo o estalo ecoar como o prelúdio de uma noite proibida.
Ele a colocou de pé apenas para prendê-la contra a madeira. Seus lábios tomaram os dela em um beijo urgente, selvagem, devorador. Lila gemeu baixo, agarrando a camisa dele, enquanto as mãos grandes a exploravam sem pedir permissão, subindo pela curva da cintura, apertando-lhe os seios com possessividade.
— Você me provocou a viagem inteira… — ele murmurou entre beijos, com a respiração pesada contra a boca dela. — Agora vai aguentar as consequências.
— E quais seriam…? — ela perguntou, provocativa, o encarando com os olhos turvos de desejo.
Taylor sorriu de canto, predador. Com um puxão brusco, arrancou o vestido dela o jogando no chão.
— Vai descobrir em breve senhorita Montgomery.
Num só movimento, ele a levantou outra vez, jogando-a sobre o colchão. O corpo dele veio junto, e Taylor fez questão de mostrar a Lila o quanto já estava duro. Lila gemeu ao sentir o toque bruto dele, mas não recuou. O desafio brilhava nos olhos dela.
As mãos de Taylor se moveram rápidas, abrindo o sutiã dela com agilidade, revelando a pele quente e os mamilos já rígidos de excitação. Ele se inclinou e sugou um deles, arrancando um gemido alto e desesperado de Lila.
— Isso é o que você ganha por brincar comigo no carro. — murmurou contra a pele, com a voz vibrando. — Agora você vai gemer até perder a voz.
— Então me faz pagar, cowboy… — ela arfou, mordendo o lábio.
Taylor ergueu o rosto, os olhos azuis queimando em luxúria.
— Com prazer.
Ele a segurava como se fosse sua presa. Quando Lila tentou se erguer, ele a empurrou de volta com uma mão firme prendendo-lhe o pulso contra o colchão.
— Você me deixou no limite naquela estrada, Montgomery. — rosnou, com o peito arfando. — Agora é a minha vez.

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