Ele não esperou mais. A boca tomou a dela em um beijo quente, profundo, que arrancou dela um gemido surpreso. Lila agarrou os cabelos molhados dele, puxando-o para mais perto, como se não houvesse espaço suficiente entre eles.
Em seguida, Taylor a empurrou suavemente contra o colchão, subindo por cima dela. A toalha escorregou de seu corpo e caiu esquecida no chão. Lila abriu um sorriso safado ao vê-lo completamente nu.
— Agora sim… — murmurou, com os olhos brilhando. — Acho que vou sobreviver à ressaca.
Taylor deslizou a boca pelo pescoço dela, mordiscando a pele sensível, enquanto suas mãos fortes exploravam a curva dos seios, apertando com firmeza.
— Você é um problema, Montgomery.
— Seu problema favorito. — ela rebateu, arqueando as costas quando ele sugou um mamilo com força.
Ela gemeu, a dor de cabeça esquecida, substituída pelo prazer que latejava por cada parte do corpo. A respiração já estava descompassada quando ele desceu os beijos pela barriga dela, até parar na beira da calcinha. Olhou para cima, malicioso.
— Quer que eu cure sua dor, princesa?
— Agora. — ela arfou, com os dedos se entrelaçando nos lençóis. — Ou eu morro.
Ele sorriu de canto e atendeu o pedido sem hesitar, puxando a peça com um movimento rápido e deixando-a nua sob seu olhar faminto. Então, inclinou-se e mergulhou entre suas pernas, arrancando dela um grito abafado de prazer.
A língua dele era incansável, explorando cada dobra quente e molhada, sugando com intensidade, provocando estalos que ecoavam pelo quarto silencioso. Lila se contorcia, fechando os olhos e sentindo o corpo inteiro em chamas.
— Taylor… — gemeu, puxando os cabelos dele com força. — Isso… não para.
Ele ergueu os olhos por um instante, com os olhos azuis queimando de desejo.
— Vou te fazer esquecer até seu nome, princesa.
Lila arfou alto, arqueando o corpo quando a boca dele a levou à beira do abismo. E quando o orgasmo explodiu, foi tão intenso que ela gritou o nome dele, esquecendo qualquer resquício de ressaca.
Taylor subiu imediatamente, cobrindo-a com o peso do corpo, beijando-a com gosto de si mesma.
— E então, melhorou a dor de cabeça? — provocou, com a voz rouca.
Ela riu, ainda ofegante, mordendo o lábio.
— Se continuar assim, eu vou morrer… — fez uma pausa dramática. — Mas pelo menos vou morrer feliz, cowboy.
Taylor sorriu largo.
— Não vai morrer não, princesa. Só vai viver comigo me pedindo mais. Vem cá. — Ele a puxou de leve para o peito, acomodando-a como se fosse uma criança. — Você é impossível, sabia?
Lila aninhou-se contra ele, soltando um suspiro manhoso. O perfume dele, um misto de sabonete fresco e calor masculino, a envolveu de imediato.
— Não vai trabalhar hoje… — ela pediu, com a voz carregada de dengo. — Fica comigo.
— Lila… — ele riu, beijando o topo da cabeça dela. — O gado não entende ressaca, nem birra de princesa.
— Mas eu entendo. — Ela ergueu o rosto, encarando-o com olhos brilhando de drama. — Preciso de cuidados, Taylor. Eu posso desmaiar a qualquer segundo.
Ele fingiu avaliar a situação, passando os dedos pela têmpora dela como se checasse febre.
— Hm… pulsação normal, sem sinais de desmaio iminente. Acho que é só manha mesmo.
— Não é manha! — Lila inflou as bochechas. — É dor real. — Fez uma pausa, depois completou com doçura: — Só você pode curar.
Taylor gargalhou, balançando a cabeça.
— Você sabe manipular melhor do que qualquer um, patricinha.
— Não é manipulação… é amor. — Ela sorriu, meio preguiçosa, meio atrevida. — Você devia me mimar mais, sabia?
Ele inclinou-se, encostando a testa na dela.
— Eu já mimo demais. Se mimar mais um pouco, você não vai mais andar sozinha.
— Anjo da guarda que vai te dar um copo de água com limão primeiro. — Maria retrucou, firme. — Depois eu deixo você pensar em panquecas.
Taylor a colocou delicadamente sentada na bancada. Maria entregou o copo com limão, e Lila fez careta ao beber.
— Isso é horrível!
— Cura, menina. — Maria riu. — E se não curar, pelo menos limpa por dentro.
Taylor encostou-se na pia, de braços cruzados, observando a cena com aquele sorrisinho satisfeito.
Taylor e Lila estavam na cozinha como se fossem os únicos habitantes da casa. Ele, encostado ao balcão, segurava-a pela cintura, enquanto ela se deixava prender em seus braços. Trocaram um beijo lento, que logo virou risada, e depois outro beijo, mais rápido, cheio de cumplicidade. O jeito como os lábios se encontravam, como os olhos se iluminavam entre um gesto e outro, deixava claro que nenhum dos dois se importava com mais nada no mundo.
Foi nesse instante que Clara surgiu pela porta, trazendo nas mãos uma cesta com frutas frescas e alguns ovos ainda quentinhos do galinheiro. O cheiro de terra úmida e galhos verdes ainda a acompanhava. Parou por um momento, a cesta apoiada contra a cintura, e seu olhar recaiu sobre os dois.
O coração de Clara apertou de imediato. Observou o modo como Taylor ria ao ver Lila fazer um bico, como ele a puxava de volta para mais um beijo, indiferente a qualquer testemunha. A intimidade entre eles doía em silêncio, um ciúme suave, mas impossível de negar.
Maria, que mexia no fogão, percebeu o olhar da menina. Seus olhos atentos ergueram-se da panela e a seguiram com cuidado. Caminhou até Clara, limpando as mãos no avental, e disse em voz baixa, firme, mas cheia de ternura:
— Menina… já conversamos sobre isso.
Clara se sobressaltou, a cesta quase escapando de seus braços. Abaixou a cabeça, os olhos marejando, e murmurou apressada:
— Desculpa…
Saiu da cozinha sem graça, apressando os passos pelo corredor, deixando para trás o cheiro fresco das frutas e o silêncio incômodo de sua própria vergonha.
Maria suspirou fundo, antes de desviar o olhar novamente para Taylor e Lila. Eles ainda estavam ali, trocando beijos e sorrisos como um casal apaixonado, completamente alheios a tudo ao redor. A cena aqueceu o coração da cozinheira, era bonito ver aquele amor tão vivo, tão verdadeiro.
Ainda assim, a lembrança do olhar de Clara lhe trouxe uma pontada de inquietação. Apertou o avental entre os dedos, pensativa. Sabia que precisava proteger aquela felicidade que se construía diante de seus olhos, mas também não queria deixar a menina se perder em sentimentos que só lhe trariam dor.
Com um último olhar terno para o casal, Maria voltou ao fogão, mexendo a panela devagar. O sorriso permaneceu em seus lábios, mas em seu peito crescia a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, teria que sentar com Clara e abrir seu coração numa conversa franca. Para o bem da menina… e de todos naquela casa.

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