O aroma doce das panquecas se espalhava pela cozinha, misturando-se ao café forte recém-passado. Maria movimentava-se entre a frigideira e a mesa com a naturalidade de quem já fazia parte daquela família. Se aproximou da mesa e colocou uma pilha de panquecas fumegantes na mesa, com mel e manteiga derretendo por cima. O cheiro doce encheu a cozinha, arrancando um suspiro até de Lila, que parecia pronta para esquecer a dor de cabeça só por causa daquelas panquecas.
— Ai, Maria, você é perfeita. — disse, pegando o garfo. — Se eu morrer agora, morro feliz.
— Morre nada, menina. Come e se fortalece.
Taylor serviu o prato dela, cortando as panquecas em pedacinhos pequenos.
— Aqui. Pra não ter trabalho.
— Você me trata como uma garotinha… — Lila resmungou, mas abriu a boca obediente, recebendo o pedaço com um olhar maroto. — E eu adoro.
Taylor riu, passando o polegar para limpar um pinguinho de mel que escorreu pelo canto dos lábios dela. Em seguida, levou o dedo à boca de forma distraída, um gesto simples que arrancou um arrepio de Lila. Ela se inclinou e lhe roubou um beijo rápido, doce como a própria panqueca.
— Viciada… — ele murmurou contra os lábios dela, com a voz grave e provocativa.
— Em você. — respondeu sem pudor, arrancando risadinhas de Catarina e um muxoxo debochado de Maurício.
— Rapaz, que cena melosa logo cedo… — Maurício comentou, fingindo um arrepio teatral. — O durão da fazenda finalmente foi laçado.
Taylor, sem se importar, esticou a língua para o cunhado feito um garoto provocador e, com um movimento firme, puxou Lila para o colo. Ela caiu rindo contra o peito dele, e os braços fortes de Taylor a envolveram imediatamente, prendendo-a ali como se fosse uma extensão dele. O gesto a fez morder os lábios, ruborizada, mas o sorriso largo denunciava que estava exatamente onde queria estar.
— Nunca pensei na minha vida ver o meu irmão sisudo desse jeito, tão fofo. — Catarina gargalhou.
— É porque ele me ama, Cat. — Lila retrucou, aninhada no cowboy.
— Ah, disso eu já não tenho mais dúvida. — Catarina gargalhou, cruzando os braços.
Maurício ergueu uma sobrancelha, fingindo seriedade.
— Quer dizer que o grande Taylor Remington se rendeu ao cupido?
Taylor ergueu o olhar, o queixo erguido em desafio, e retrucou sem hesitar, a voz firme e orgulhosa:
— Tô mesmo apaixonado. E não nego.
O silêncio durou apenas um instante antes que risadas suaves preenchessem a cozinha. Catarina sorriu largo, quase emocionada, e Maria, ajeitando a travessa de panquecas na mesa, deixou escapar um suspiro terno e o olhar marejado de carinho.
— É… — disse a cozinheira, balançando a cabeça com um sorriso cheio de afeto. — Bonito de ver. Muito bonito mesmo.
Taylor apenas abraçou Lila ainda mais forte, e ela, rindo e escondendo o rosto no pescoço dele, deixou o coração se perder naquele instante simples, mas eterno.

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