Lila ainda arfava, mole contra os lençóis, com as pernas abertas, e o corpo inteiro marcado pelas ondas de prazer que Taylor havia arrancado dela com a boca. O coração batia tão forte que parecia ecoar pelo quarto.
Taylor subiu devagar pelo corpo dela, deixando um rastro de beijos quentes pelo ventre, pelo seio, até alcançar seus lábios. Beijou-a fundo, lento, deixando-a provar seu próprio gosto na boca dele.
Ela gemeu, puxando os cabelos dele, perdida no torpor.
— Você vai me matar…
Ele riu baixo, os olhos castanhos faiscando desejo.
— Não, princesa. Eu vou te fazer viver.
As mãos grandes dele deslizaram pelas coxas dela, agora mais firmes, possessivas. Taylor se ergueu sobre os joelhos, olhando-a de cima, com o peito subindo e descendo pesado. Sua excitação era impossível de ignorar.
Ele segurou o queixo dela com firmeza, fazendo-a encará-lo. A voz grave saiu rouca, carregada de comando e desejo:
— Agora vem aqui, minha amazona… e vem cuidar do seu cowboy.
Lila arregalou os olhos, corando de imediato. A frase, dita daquele jeito, soava como ordem e provocação ao mesmo tempo.
— Taylor… — ela suspirou, mordendo o lábio inferior.
— Quero você montada em mim. — ele completou, passando a mão forte pelo quadril dela, puxando-a para cima. — Do mesmo jeito que você me enlouquece quando me olha de frente.
Ela sentiu o corpo inteiro se acender de novo. A ousadia das palavras dele a deixou em chamas, mesmo exausta. Empurrou-o pelo peito até que ele tombasse de costas sobre o colchão, o ranger da madeira ecoou no quarto como se anunciasse o que estava por vir. O cowboy soltou uma risada baixa, provocante, deixando os olhos brilharem de desejo.
Com um movimento lento, quase ritualístico, ele levou as mãos até a barra da própria camisa e a puxou por sobre a cabeça, revelando o peito largo e musculoso, ainda úmido de suor. A visão fez o coração de Lila disparar, aquele corpo marcado pelo trabalho duro, pelo sol e pelo desejo dela, agora exposto só para ela.
Um sorriso vitorioso surgiu nos lábios dela, acompanhado por uma fagulha de atrevimento. Escorregou para cima dele, montando-o com firmeza, sentindo o calor da pele nua sob suas coxas. O cowboy arfou, mas não ousou interromper, apenas cravou os olhos nela como se fosse a única coisa que existia no mundo.
Lila então deixou a mão deslizar lentamente pela linha firme dos músculos, descendo pelo abdômen até alcançar o cós da calça jeans. Seus dedos brincaram ali por um instante, apenas para torturá-lo. O olhar dele ficou mais escuro, e a respiração mais pesada. Com provocação deliberada, ela puxou o zíper devagar, e o som metálico soou como um estalo no silêncio carregado do quarto.
Taylor fechou os olhos por um segundo, como se lutasse contra o instinto de tomar o controle de volta. Os maxilares se contraíram, e o peito dele subia e descia em ondas irregulares.
— Você não sabe no que está se metendo, princesa… — murmurou, com a voz grave, arranhada pela paciência que ele claramente estava perdendo.
Mas ela sabia. E era exatamente isso que queria. Lila sorriu, maliciosa, inclinando-se até que seus lábios roçassem o ouvido dele.
— Eu sei, cowboy… — sussurrou, mordiscando de leve o lóbulo. — Mas agora, quem vai assumir as rédeas sou eu.
Lila passou as mãos pelo abdômen firme dele, sentindo os músculos contraírem sob seu toque. Os dedos dela deslizaram um pouco mais para dentro, encontrando o tecido que ainda o separava da pele dela. O corpo dele reagiu de imediato, rígido, quente, pulsante contra sua mão. Taylor soltou um gemido baixo, abafado, que vibrou no peito dele e fez todo o corpo de Lila estremecer.
Em um movimento brusco, ele segurou os pulsos dela, prendendo-os sobre o próprio abdômen, como se precisasse daquela barreira para não se perder de vez. Os olhos azuis faiscavam com uma mistura de desejo e rendição.
— Se continuar, não vai ter volta. — A voz dele soava mais como um aviso desesperado do que como uma ameaça.
E Lila, com a respiração curta e o sorriso atrevido, apenas arqueou as sobrancelhas, mantendo a mão firme onde estava.
— Olha só… o grande cowboy, sempre no controle, agora estendido aqui embaixo de mim.
Taylor mordeu o lábio inferior,com os olhos azuis queimando de desejo.
— E você não faz ideia de como eu gosto disso, princesa.
Ela arqueou uma sobrancelha, inclinando-se para beijar o pescoço dele, lenta e preguiçosamente.
— Então fica quietinho… porque agora quem manda sou eu.
Ele deixou escapar um gemido rouco, com a voz grave carregada de rendição.
— Domina, minha amazona…
O corpo de Lila se movia agora em ritmo firme, selvagem e ao mesmo tempo hipnótico. Taylor estava completamente entregue debaixo dela, com os olhos azuis fixos no dela como se não houvesse mais nada no mundo.
— Mais rápido, princesa… — ele pediu, com a voz rouca, quebrada pelo prazer. — Eu quero gozar junto com você.
Lila acelerou os movimentos, gemendo alto a cada investida. O som dos corpos se chocando preenchia o quarto, acompanhado pelo ranger da cama e pelas respirações ofegantes. As mãos de Taylor subiam e desciam pela cintura dela, segurando firmemente, guiando, mas sem tirar-lhe o controle.
— Vai, minha amazona… — ele a incentivava, com a voz grave. — Me leva com você.
Ela inclinou o corpo para a frente, apoiando as mãos no peito dele, cavalgando com intensidade, até sentir o nó do prazer crescer rápido demais dentro de si.
— Taylor… eu tô… eu vou…
— Junto, princesa… — ele gemeu, sentindo o corpo inteiro tensionar. — Goza comigo.
O grito dela ecoou primeiro, agudo, desesperado, enquanto o corpo se arqueava em ondas de prazer. Taylor veio logo em seguida, explodindo dentro dela com um gemido grave e arrastado, puxando-a contra si como se quisesse fundir os dois em um só.
Lila caiu sobre o peito dele, ainda tremendo, os cabelos colados ao rosto pelo suor. Taylor a abraçou forte, acariciando suas costas, enquanto tentava recuperar o fôlego.
— Você vai me matar um dia, princesa… — ele murmurou, beijando-lhe a testa. — Eu nunca pensei que ser laçado fosse tão bom.
Lila riu contra o peito dele, ainda ofegante.
— Cowboy bobo…
Ele ergueu o rosto dela, olhando nos olhos ainda marejados de prazer, e completou com um sorriso maroto:
— Só promete uma coisa… não conta para Catarina. Se minha irmã descobrir que eu virei brinquedo de amazona, eu nunca mais vou ter paz nessa casa.
Lila gargalhou, escondendo o rosto no pescoço dele, enquanto Taylor sorria satisfeito, abraçando-a mais forte, como quem já sabia que, entre provocações, dengos e risos, aquela era a mulher que o domaria para sempre.

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