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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 176

Taylor dormia profundamente, com o corpo pesado afundado no colchão, como se nada no mundo pudesse perturbá-lo. O braço dele, firme e possessivo mesmo inconsciente, ainda enlaçava a cintura de Lila, mantendo-a presa contra o calor do corpo másculo. O peito dele subia e descia devagar, num ritmo tranquilo que contrastava completamente com a intensidade da noite anterior.

O rosto dele, aquele mesmo que costumava carregar uma expressão dura, marcada pelo jeito sisudo do cowboy que não se permite fraquejar diante de nada, agora estava suave, relaxado. A mandíbula rígida estava relaxada, os lábios entreabertos deixavam escapar um sopro leve de ar, e as sobrancelhas franzidas tinham cedido espaço para uma serenidade quase infantil. Lila ficou ali, imóvel, observando-o em silêncio, como se o mundo tivesse parado para que ela pudesse se permitir gravar cada detalhe daquela cena na memória.

Era quase impossível conciliar: aquele homem, que horas antes a havia feito perder completamente o fôlego com sua força e intensidade, estava agora vulnerável, exposto, lindo de uma forma que a fez sentir o coração apertar no peito. “O cowboy mais durão do interior… e ao mesmo tempo o mais doce”, pensou, sorrindo sozinha.

Com cuidado, muito devagar, ela foi soltando os dedos dele que ainda se agarravam à sua cintura, como se mesmo dormindo ele tivesse medo de deixá-la escapar. Sentiu o calor da mão dele se perder, e um arrepio atravessou sua pele. Levantou-se, nua, e caminhou até a poltrona onde a camisa dele estava esquecida. Pegou a peça e a vestiu, deixando o tecido largo e gasto deslizar por sua pele sensível. A camisa caía até o meio das coxas, escondendo-a quase inteira, mas o perfume impregnado nela, aquele cheiro de couro, feno e masculinidade crua que era unicamente dele, a envolveu de imediato, como se Taylor ainda a abraçasse.

Sorriu, mordendo o lábio. Cada detalhe dele estava grudando nela de um jeito que já não sabia se queria, ou se conseguia, resistir. Pegou um short jeans que havia deixado sobre a cadeira, vestiu-o por baixo, prendeu os cabelos em um coque improvisado e, antes de sair, lançou mais um olhar para o cowboy adormecido. Ele parecia tão em paz que Lila sentiu o peito se aquecer de novo.

Fechou a porta atrás de si com cuidado e caminhou pelo corredor a passos lentos, com os pés descalços quase não fazendo barulho. Um sorriso ainda teimava em brincar em seus lábios, como se ela carregasse consigo um segredo. A verdade era que estava morrendo de sede e de fome, mas havia também algo mais pulsando dentro dela, um contentamento silencioso, uma estranha sensação de pertencimento.

Quando chegou à cozinha, foi recebida pelo cheiro inconfundível de café fresco e açúcar derretido, doce e reconfortante como abraço de infância. Aquele aroma tomou conta dela, provocando de imediato o estômago a reclamar.

A cena que encontrou a fez deter-se na porta. Catarina estava sentada à mesa, com uma colher em punho, curvada sobre um pote grande de doce de leite como se estivesse diante de um tesouro guardado a sete chaves. A expressão dela era de puro êxtase, lambendo cada colherada como se nada no mundo fosse mais importante.

Lila arqueou uma sobrancelha, cruzando os braços.

— Nossa… que cena.

Catarina ergueu os olhos, e um sorriso travesso se espalhou em seu rosto.

— Nem pensa em se aproximar, cunhada. — avisou, já enfiando outra colherada na boca. — Esse pote é meu.

Ignorando a ameaça infantil, Lila caminhou até a mesa com a confiança de quem não se deixa intimidar. Estendeu o dedo e, sem pedir licença, mergulhou-o no pote. Levou à boca devagar, saboreando como se estivesse fazendo de propósito para irritar a cunhada.

— Hm… que delícia…

Catarina arregalou os olhos, indignada.

— Ei! Isso é meu!

— Eu quero também. — Lila rebateu com um sorriso atrevido, como quem provocava só para ver até onde iria a reação.

Nesse momento, Maria apareceu trazendo um tacho enorme ainda fumegante, equilibrado com facilidade nas mãos. O cheiro era irresistível.

— Vocês duas parecem duas crianças. — disse, rindo. — Toma, menina. Esse aqui é só seu.

Os olhos de Lila brilharam como se tivesse acabado de receber um presente de Natal. Sem pensar, ela correu e abraçou Maria pelo pescoço.

— Eu te amo, Maria!

A governanta riu, balançando a cabeça, sem se deixar impressionar.

— Aproveita, antes que eu mude de ideia.

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