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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 177

Há algo de estranho no silêncio da fazenda logo pela manhã.

Não é um silêncio vazio, desses que assustam. É carregado de vida oculta: o mugido distante de um boi, o canto dos pássaros que se aninham nas árvores do pomar, o bater suave de panelas na cozinha. Eu sempre gostei desse som de fundo, porque, de alguma forma, ele me lembra que, mesmo quando estou perdida em meus próprios pensamentos, a vida lá fora continua a pulsar.

Mas naquela manhã, algo quebrou a rotina. Eu já estava à mesa com Catarina, discutindo entre uma colherada e outra de doce de leite quem comeria mais doce de leite, quando passos pesados ecoaram pelo corredor. A cozinha inteira silenciou, como se até o café que fervia na chaleira tivesse prendido o fôlego.

E então ele apareceu.

Taylor surgiu na porta com a calma preguiçosa de quem acabava de acordar, mas cada detalhe dele era capaz de incendiar o ar ao redor. Estava apenas de calça jeans, os cabelos bagunçados denunciando o travesseiro, o rosto amassado e, mesmo assim, absurdamente lindo. O corpo nu e bronzeado parecia brilhar sob a luz da manhã, cada músculo desenhado pelo trabalho duro do campo e, claro, pelas horas que passou comigo durante a manhã.

— Acabei de passar um café. — disse Maria, sorrindo de canto, como quem já sabia o efeito que ele causava.

Taylor agradeceu com um aceno, mas seus olhos foram direto para mim. Aqueles olhos azuis sempre me deixam sem ar, como se me despisse por dentro diante de todos. Sem cerimônia, sentou-se ao meu lado, puxou a colher de doce de leite da minha mão e levou-a à boca com uma lentidão provocadora.

— Ei! — protesto, sentindo meu rosto pegar fogo.

Catarina gargalhou, aproveitando-se do meu embaraço.

— Esse meu irmão não tem vergonha na cara.

Ele ignorou. Depois de lamber a colher devagar, ergueu uma sobrancelha e disparou, sem me soltar do olhar:

— Cadê seu namorado?

E, antes que Catarina pudesse responder, puxou-me para o colo dele, roubando mais uma colherada como se fosse dono não só do doce, mas também de mim.

— Diferente de você, meu irmão, ele precisa trabalhar. — Catarina rebateu, com aquele tom desafiador que só ela consegue usar com Taylor sem medo de levar uma bronca.

Taylor abriu um sorriso de canto, preguiçoso e insolente.

— Eu também estava trabalhando. — retrucou. — Estava cuidando da minha noiva.

— Taylor! — exclamo, vermelha até a raiz dos cabelos, tentando escapar do braço dele.

Catarina gargalha tão alto que chega a bater na mesa, e Maria apenas meneia a cabeça, rindo baixinho, como quem já se acostumou com nossas cenas.

Mas a descontração dura pouco. Maurício entra apressado, com a voz carregada de urgência.

— Taylor, problemas na cerca de novo! Os bois invadiram a fazenda do senhor Lau.

— Arriégua, esse velho vai surtar. Vamos chamar os peões porque tem muito trabalho.

Taylor solta um resmungo, coloca-me de volta na cadeira com cuidado e levanta-se em um só movimento. Pega o chapéu pendurado na porta, veste a camisa que estava jogada no ombro e ajeita o tecido com pressa. O cowboy retorna em segundos à versão que todos conhecem: o homem prático, decidido, pronto para resolver qualquer problema.

Antes de sair, no entanto, inclina-se sobre mim e seus dedos firmes seguraram meu queixo, e ele me beijou com intensidade breve, mas capaz de me deixar tonta.

— Até mais tarde, princesa.

E se vai, deixando atrás de si o cheiro de couro, café e desejo impregnados no ar.

A porta b**e suavemente, e o som das botas dele ecoa até desaparecer pelo corredor. Fico ali, tocando de leve os lábios, como se pudesse guardar o beijo dentro de mim. Um beijo rápido, sim, mas carregado de tudo o que Taylor é: exagerado, intenso, impossível de ignorar.

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