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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 179

Lila Montgomery

O reflexo do sol fazia o lago cintilar como se estivesse coberto por milhares de pequenos diamantes jogados sobre a superfície da água. A cada ondulação provocada pelo vento, o brilho se movia como um espetáculo encantado diante dos meus olhos. Puxo as rédeas do meu cavalo devagar, deixando que ele abaixe a cabeça para beber água fresca. O som do animal sorvendo o lago se mistura ao bater compassado das folhas nas árvores, embaladas pela brisa úmida que me acaricia o rosto.

Inspiro fundo, fechando os olhos por um instante. O ar fresco invade meus pulmões e, por alguns segundos, sinto uma calma quase irreal. Há algo de libertador nesses momentos, como se cada respiração fosse capaz de dissolver as angústias, os pensamentos confusos e até a bagunça que Catarina insiste em plantar na minha cabeça com suas provocações intermináveis. Aqui, diante desse lago brilhando sob o sol da manhã, sinto que posso respirar sem pressa, como se o mundo inteiro tivesse desacelerado só para me dar alguns instantes de paz.

Puxo as rédeas e deslizo da sela, sentindo minhas pernas ainda formigarem pelo tempo da cavalgada. Meus pés tocam o chão macio coberto de grama úmida, e o cheiro fresco de terra sobe imediatamente, invadindo meus sentidos. Ao meu lado, Catarina desmonta com a mesma destreza de sempre, saltando leve como se tivesse nascido sobre um cavalo. Ela alisa a crina do animal com carinho, dá dois tapinhas na lateral dele e solta uma risadinha satisfeita, ainda ofegante.

Os cabelos dela, soltos e bagunçados pelo vento da cavalgada, caem sobre os ombros em ondas desordenadas, refletindo o sol como fios dourados em movimento. As bochechas coradas denunciam o quanto ela aproveitou cada segundo da corrida, e aquele brilho travesso nos olhos só reforça sua energia incansável. Catarina ergue o queixo, fecha os olhos por um instante para sentir o calor do sol e, ao abri-los novamente, me encara com o sorriso maroto que é sua marca registrada, o mesmo sorriso que quase sempre antecede uma provocação.

— Nada melhor do que isso, né, cunhada? — diz, com a voz carregada de satisfação. — O vento, a liberdade, e eu aqui do seu lado só pra te lembrar do quanto você é completamente apaixonada pelo meu irmão.

Reviro os olhos com força, apertando as rédeas como se isso fosse suficiente para ignorar a provocação.

— Você não cansa, Catarina?

Ela solta uma gargalhada cristalina, inclinando-se sobre a sela do cavalo.

— Nunca. — responde sem hesitar, como se fosse óbvio.

Eu suspiro, sorrindo, pronta para devolver a provocação, quando o som de cascos fortes ecoa atrás de nós. Ergo o olhar por cima do ombro e, no instante em que vejo a cena, meu coração dá um salto desgovernado dentro do peito.

Taylor e Maurício se aproximam montados. A poeira se ergue ao redor deles, criando um cenário quase cinematográfico. Mas meu olhar se fixa apenas em Taylor.

Ele está coberto de suor, com os cabelos colados à testa pela mistura de esforço e sol, a camisa entreaberta deixando à mostra o peito bronzeado, marcado, poderoso. O ar sério e concentrado que ele carrega naquele momento não é o do homem que me provoca na cozinha ou me rouba beijos no corredor, é o do cowboy em sua essência, o líder que comanda, que domina, que sabe exatamente o que está fazendo. E justamente por isso, parece ainda mais irresistível.

Mordo o lábio inferior sem perceber, fascinada. O jeito como ele segura as rédeas, firme mas natural, a sincronia com Diablo, a concentração estampada em cada linha do rosto… tudo nele me envolve, me prende, me incendeia. Por um instante, esqueço até de respirar.

Mas, claro, Catarina não perde uma oportunidade. A voz maliciosa dela corta meu transe como uma flecha certeira:

— É hoje que meu irmão vai ser…. devorado!

O calor sobe de imediato pelo meu rosto, queimando até as pontas das orelhas.

— Cala a boca, Catarina! — rebato, com a voz mais alta do que pretendia, denunciando ainda mais o meu embaraço.

É tarde demais. Taylor percebe. Seus olhos azuis se estreitam, curiosos, como se tentassem me decifrar. Um sorriso lento, quase perigoso, surge no canto da boca. Ele guia Diablo com maestria até se aproximar de nós, sem tirar os olhos de mim.

— E por que você tá tão corada, princesa?

Meu estômago despenca, e sinto minhas mãos suarem contra as rédeas. Tento pensar em alguma desculpa, qualquer uma, mas as palavras não vêm. Antes que eu consiga me defender, Catarina se adianta, pronta para soltar a bomba que vai me envergonhar até o fim da vida.

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