A noite já havia coberto a fazenda com seu manto prateado quando Maurício, ainda com o coração agitado pela conversa com Taylor, tomou a decisão de que não podia mais esperar. As risadas vinham da varanda, misturadas ao cheiro do café fresco e do pão de queijo, mas ele não ouvia nada além do pulsar acelerado do próprio peito. Catarina estava recolhendo as últimas xícaras, conversando com Maria, quando ele se aproximou, o passo pesado e o olhar carregado de algo diferente.
— Catarina… — murmurou, baixo, quase como um segredo que não queria dividir com mais ninguém. — Quer dar uma volta comigo?
Ela se virou para ele, curiosa. A luz amarelada da varanda destacava o brilho de seus olhos azuis, e um sorriso pequeno, mas suficiente, se desenhou em seus lábios.
— Uma volta? Agora? — perguntou, arqueando as sobrancelhas. — Está escuro, Maurício.
Ele engoliu em seco, mas estendeu a mão com firmeza.
— É por isso mesmo. — disse, num tom que carregava mais do que as palavras revelavam. — Preciso de você só pra mim.
Catarina corou, mas não hesitou. Entregou-lhe a mão, e juntos desceram os degraus do alpendre, afastando-se da agitação da família. O ar da noite estava fresco, carregado do perfume das flores silvestres que cresciam perto do curral. O som distante dos grilos e o farfalhar das árvores criavam uma sinfonia natural, discreta, como se até a natureza tivesse parado para espiar o que aconteceria.
Caminharam em silêncio por alguns minutos, lado a lado, até alcançarem um descampado onde a lua cheia reinava absoluta no céu. Sua luz banhava tudo com um tom prateado, iluminando a pele clara de Catarina e desenhando um contorno quase etéreo em seu rosto.
Maurício parou, sem soltar a mão dela, e respirou fundo. O coração batia tão alto que parecia querer pular para fora do peito.
— Sempre achei que a lua deixava tudo mais bonito. — disse, com um sorriso nervoso. — Mas olhando pra você agora… acho que ela perde feio.
Catarina riu baixinho, surpresa pela ousadia, e balançou a cabeça.
— Você anda cada vez mais poético, Maurício.
Ele passou a mão pela nuca, sem saber onde colocar tanta emoção.
— Não é poesia, Catarina… é só a verdade.
Por alguns segundos, ficaram em silêncio. Mas não era o silêncio pesado da incerteza. Era um silêncio cheio de expectativa, como se o ar estivesse prestes a se partir ao meio para dar passagem ao momento mais importante da vida deles.

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