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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 185

A noite já havia coberto a fazenda com seu manto prateado quando Maurício, ainda com o coração agitado pela conversa com Taylor, tomou a decisão de que não podia mais esperar. As risadas vinham da varanda, misturadas ao cheiro do café fresco e do pão de queijo, mas ele não ouvia nada além do pulsar acelerado do próprio peito. Catarina estava recolhendo as últimas xícaras, conversando com Maria, quando ele se aproximou, o passo pesado e o olhar carregado de algo diferente.

— Catarina… — murmurou, baixo, quase como um segredo que não queria dividir com mais ninguém. — Quer dar uma volta comigo?

Ela se virou para ele, curiosa. A luz amarelada da varanda destacava o brilho de seus olhos azuis, e um sorriso pequeno, mas suficiente, se desenhou em seus lábios.

— Uma volta? Agora? — perguntou, arqueando as sobrancelhas. — Está escuro, Maurício.

Ele engoliu em seco, mas estendeu a mão com firmeza.

— É por isso mesmo. — disse, num tom que carregava mais do que as palavras revelavam. — Preciso de você só pra mim.

Catarina corou, mas não hesitou. Entregou-lhe a mão, e juntos desceram os degraus do alpendre, afastando-se da agitação da família. O ar da noite estava fresco, carregado do perfume das flores silvestres que cresciam perto do curral. O som distante dos grilos e o farfalhar das árvores criavam uma sinfonia natural, discreta, como se até a natureza tivesse parado para espiar o que aconteceria.

Caminharam em silêncio por alguns minutos, lado a lado, até alcançarem um descampado onde a lua cheia reinava absoluta no céu. Sua luz banhava tudo com um tom prateado, iluminando a pele clara de Catarina e desenhando um contorno quase etéreo em seu rosto.

Maurício parou, sem soltar a mão dela, e respirou fundo. O coração batia tão alto que parecia querer pular para fora do peito.

— Sempre achei que a lua deixava tudo mais bonito. — disse, com um sorriso nervoso. — Mas olhando pra você agora… acho que ela perde feio.

Catarina riu baixinho, surpresa pela ousadia, e balançou a cabeça.

— Você anda cada vez mais poético, Maurício.

Ele passou a mão pela nuca, sem saber onde colocar tanta emoção.

— Não é poesia, Catarina… é só a verdade.

Por alguns segundos, ficaram em silêncio. Mas não era o silêncio pesado da incerteza. Era um silêncio cheio de expectativa, como se o ar estivesse prestes a se partir ao meio para dar passagem ao momento mais importante da vida deles.

Ele caiu de joelhos diante dela, com a caixa aberta entre os dedos trêmulos, e concluiu com a voz tomada pela emoção:

— Só me diga que você aceita. Que aceita esse anel simples, mas carregado de história. Que aceita a minha vida, do jeito que ela é. Catarina Remington Miller … você aceita se casar comigo?

Catarina não conseguiu se conter. As lágrimas escorriam livres pelo rosto iluminado pelo luar. Ela mal conseguiu respirar antes de se jogar nos braços dele, abraçando-o com força, como se nunca mais quisesse soltá-lo.

— Maurício… — soluçou, com um riso entrecortado pelas lágrimas. — Você não precisa me dar nada além do que já me dá. O que eu quero, o que eu sempre desejei, eu já tenho: o seu amor. É tudo o que importa.

Ele fechou os olhos, esmagado pela intensidade daquela resposta. As mãos dela se apertavam em suas costas, e o anel, deslizando em seu dedo, parecia ter finalmente encontrado seu lugar.

Maurício a beijou, primeiro com cuidado, depois com uma entrega que tirava o fôlego. O mundo inteiro desapareceu, restando apenas os dois, entre lágrimas e sorrisos, sob a luz da lua que parecia abençoar a promessa feita naquela noite.

E naquele instante, Catarina soube que não importava o tamanho da fortuna, o peso do sobrenome ou a grandiosidade do futuro. O que importava era ele. O homem simples que a fazia se sentir completa. O amor que, por si só, já valia mais que tudo.

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