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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 186

A lua derramava um brilho prateado sobre a fazenda, como se alguém tivesse polvilhado pó de estrelas nos campos. Depois do “sim” e do beijo que parecia não terminar nunca, Maurício e Catarina caminharam sem pressa, de mãos dadas, como se cada passo fosse um selo para a promessa recém-feita. O anel no dedo dela cintilava discreto, e a emoção ainda deixava sua respiração curta, entre risos e lágrimas teimosas que insistiam em voltar.

— Vem comigo. — disse baixinho, com a voz rouca de emoção e desejo.

Ela foi, sem perguntar para onde. Conhecia aquele caminho, a trilha que descia pela sombra das árvores até o pequeno riacho onde, em tantos fins de tarde, eles já tinham se amado diversas vezes.

O som da água correndo pelos pedregulhos fez cócegas nos ouvidos. O ar ali era mais fresco, havia cheiro de terra molhada, folhas amassadas e flor do campo. Catarina tirou as sandálias e mergulhou os dedos na água gelada, soltando um pequeno arrepio que percorreu seu corpo inteiro.

— Fria… — sussurrou, rindo.

— Então deixa eu esquentar você. — respondeu Maurício, aproximando-se por trás, envolvendo-a com os braços, colando o peito firme em suas costas.

Ela deixou a cabeça cair no ombro dele, enquanto as mãos acariciavam as dele, que cruzavam sua cintura. A água refletia a lua inteira, quebrada em tremeliques prateados pela correnteza. O silêncio se encheu do som das respirações, das batidas aceleradas de ambos corações, e do tecido roçando a pele. Maurício afundou o nariz no cabelo dela, respirando fundo, e então beijou devagar a curva do pescoço, encontrando o ponto onde a pele estava mais quente.

— Meu amor… — murmurou Catarina, num fio de voz que soou como oração.

Ele virou-a de frente, e por um instante os dois apenas se olharam. Os olhos de Catarina estavam úmidos, ainda cheios das lágrimas, mas havia um brilho novo ali: entrega, alegria, fome. Quando Maurício a beijou, não foi com pressa. Foi com cuidado, com reverência, como se aquele beijo fosse a primeira página de um livro que ele queria ler a vida inteira. A língua dele roçou a dela, pedindo, e ela abriu mais a boca, acolhendo-o, respondendo com um gemido baixo que vibrou contra os lábios dele.

As mãos de Maurício percorreram as costas de Catarina por cima do tecido, mapeando, reconhecendo, memorizando. Ele desceu lentamente os beijos da boca para o queixo, do queixo para a linha do pescoço, e ela arqueou, oferecendo-se, enterrando os dedos no cabelo dele.

A camisa de alças que ela usava era fina, quase translúcida sob o brilho da lua. O tecido desenhava o contorno dos seios, e o calor da pele de ambos parecia incendiar o ar entre eles. Maurício passou a ponta dos dedos pela borda da alça, descendo lentamente até encontrar a barra da camisa. Puxou o tecido para cima com um cuidado torturante, revelando o ventre e a linha suave da cintura. A roupa subiu em ondas, roçando na pele quente antes de ser abandonada sobre a grama.

O vento noturno soprou, frio e doce, fazendo a pele de Catarina arrepiar. Ela suspirou, quase um gemido, e ele se aproximou ainda mais, colando o peito largo com o corpo pequeno dela. As mãos de Maurício deslizaram pela lateral do corpo dela, firmes, seguras, descendo até o botão do short jeans.

O som metálico do zíper rompendo o silêncio da noite foi como um estalo no ar, o prenúncio do que viria. Catarina prendeu a respiração, mas não recuou. Ao contrário, inclinou-se levemente para ele, oferecendo-se num gesto silencioso que dizia tudo.

Maurício roçou os lábios no pescoço dela, beijando o local e esse pequeno gesto fez o corpo de Catarina se incendiar ainda mais.

— Minha … — murmurou contra a pele dela, com a voz rouca, quase como uma prece.

A palavra fez o ventre dela contrair de um jeito doce. Catarina sorriu, puxou o rosto dele de volta, o beijando com firmeza, e agora seus dedos procuravam o botão da camisa de Maurício. O trabalho do campo deixava marcas que ela amava: a pele morena, o músculo que dançava sob o toque, a cicatriz fina no ombro esquerdo. Catarina começou a desfazer os botões da camisa dele um a um, com a calma de quem saboreia um ritual já conhecido. Cada clique do tecido se abrindo parecia marcar o ritmo da respiração deles, lenta, profunda, entrecortada de expectativa. Quando o último botão se soltou, ela afastou a camisa dos ombros largos, deixando-a cair sobre a grama.

A lua desenhava sombras no peito nu de Maurício, o músculo firme subia e descia num compasso acelerado. Catarina deslizou a ponta dos dedos pela pele morena, sentindo o calor pulsar sob o toque, e então se inclinou, pousando um beijo suave no centro do peito dele.

O gosto de pele quente e sal misturou-se ao cheiro do campo e à respiração dele, falhou por um instante. Maurício fechou os olhos, dominado pelo arrepio que o percorreu. Quando abriu de novo, ela ainda estava ali, explorando cada pedaço dele com a boca, um toque leve, depois outro, mais lento, mais fundo, como se o mundo inteiro se resumisse ao espaço entre eles.

Ele gemeu baixo, e as mãos dele instintivamente buscaram a cintura dela, apertando-a com firmeza, guiando-a para mais perto.

— Eu adoro quando você perde o controle. — sussurrou, provocando, antes de morder de leve o queixo dele.

Maurício sorriu contra o pescoço dela, com a voz rouca e quente quando respondeu:

— Então fica, e me faz perder outra vez.

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