O quarto estava mergulhado na penumbra suave da lamparina, que espalhava um brilho dourado sobre as paredes de madeira. Lila, de camisola leve, penteava distraidamente os cabelos sentada na beira da cama, enquanto Taylor encostava-se no batente da janela, observando a noite da fazenda. O silêncio era confortável, quebrado apenas pelo som distante dos grilos e do vento batendo nas árvores.
De repente, Taylor pigarreou, chamando a atenção dela.
— Sabe de uma coisa, princesa? — disse, em tom mais baixo que o normal. — O Maurício vai pedir a minha irmã em casamento.
Lila virou-se rápido, os olhos castanhos brilhando, e um sorriso largo se abriu em seus lábios.
— Não acredito! — exclamou, animada, quase saltando da cama. — Taylor, isso é maravilhoso!
Ela se aproximou, com as mãos agitadas de tanto entusiasmo.
— A gente podia organizar o casamento dos dois junto com o nosso, aqui na fazenda. Imagina só? Nós duas, lado a lado, entrando juntas, nossas famílias todas reunidas… seria perfeito!
Enquanto ela falava, com os olhos cheios de brilho e os gestos apressados, Taylor ficou em silêncio, apenas a admirando. Havia uma surpresa mansa em seu peito. Ele se lembrava de como Lila era quando chegou ali pela primeira vez: sofisticada, impaciente, sempre pronta para criticar o barro nos sapatos ou o cheiro do curral. Agora, ali estava ela, falando sobre casamento no campo como se tivesse sonhado com isso a vida inteira.
O coração dele se apertou num jeito bom, aquela sensação de cair de novo, todos os dias, pela mesma mulher.
Lila percebeu o olhar fixo dele e parou, ajeitando uma mecha de cabelo atrás da orelha.
— O que foi? — perguntou, meio desconfiada.
Taylor deu um meio sorriso, caminhou até ela e levou as mãos grandes até a cintura delicada da noiva, puxando-a suavemente contra o corpo dele.
— É que eu sou louco por você, sabia?
Ela corou, mordendo o lábio inferior, subindo as mãos devagar até enlaçarem o pescoço dele.
— Sério, cowboy? Desde quando? — provocou, com a voz carregada de doçura e curiosidade.
Ele inclinou o rosto, descendo os lábios pelo pescoço dela em beijos lentos, provocativos, que a fizeram fechar os olhos e suspirar. A boca dele roçou a pele quente, até encontrar o ponto sensível que a fez arrepiar da cabeça aos pés.
— Desde sempre… — sussurrou contra a pele dela, com a voz grave e rouca, como uma confissão.
Lila tremeu levemente, sentindo o corpo reagir antes mesmo que a mente processasse as palavras. Os dedos dela apertaram a nuca dele, trazendo-o ainda mais para perto.
Ela deixou escapar um gemido baixinho, os dedos se enterrando nos cabelos dele, puxando-o para mais perto. Taylor sorriu contra a pele dela e deixou as mãos deslizarem pela cintura até alcançarem a barra da camisola. Subiu devagar, provocando, até alcançar a pele nua das coxas fazendo Lila estremecer e tentar protestar.
— Taylor…
Mas não conseguiu terminar. O calor das mãos dele já queimava, subindo pelo corpo dela, apertando suas curvas. Ele ergueu o rosto, com os olhos azuis fixos nos dela, intensos e sinceros, e completou num sussurro rouco:

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