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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 19

O mordomo abriu as portas com um sorriso profissional. O hall de entrada se revelou imediatamente suntuoso, com lustres de cristal pendendo sobre uma mesa redonda de mármore onde repousava um arranjo de peônias e hortênsias. Taylor avaliou o ambiente com um rápido movimento de sobrancelhas, luxo sem sutileza, concluiu e mal teve tempo de absorver mais, pois Lila surgiu à frente, seguida pelos pais.

Os olhos azuis de Lila se encontraram com os dele e por um instante os dois se encararam fixamente. A postura firme, a camisa delineando os músculos dos antebraços, os cabelos loiros penteados para trás de forma displicentemente elegante. Ele, por sua vez, tampouco esperava encontrar a noiva com aquele olhar inteligente, um toque de desafio brilhando atrás dos cílios. O vestido cor de rubi abraçava-lhe a cintura de modo calculado, discreto o suficiente para manter as aparências, ousado o bastante para fazê-lo perder dois segundos de raciocínio. Foram apenas dois segundos, mas bastaram para que Lila erguesse o queixo num sorriso que beirava o deboche.

— Senhor Remington — saudou ela, inclinando a cabeça com a precisão de quem concede uma audiência real. — Espero que a viagem da fazenda até a civilização não tenha sido... exaustiva.

A frase saiu doce como mel, mas com veneno escondido entre as sílabas. Taylor arqueou uma sobrancelha. Aquela voz, refinada e provocativa, já era mais do que conhecida, era como o tilintar de um sino que ele aprendera a ouvir com os dentes cerrados.

Ele estendeu a mão, com o olhar fixo no dela.

— Estradas em boas condições facilitam, senhorita Montgomery — respondeu, medindo cada palavra. — Às vezes a gente esquece que nem todo mundo pisa na lama… Mas tem gente que prefere viver em estufas.

O olhar dele escorregou deliberadamente até os sapatos vermelhos de Lila, de salto agulha, brilhando sob a luz do lustre como se nunca tivessem tocado o chão.

O aperto de mãos foi firme demais, prolongado demais. Um gesto que parecia cortês por fora, mas por dentro era uma queda de braço silenciosa. Quando se soltaram, os dois sorriram, sorrisos frios, afiados.

Lila recuou um passo e voltou-se para as formalidades.

Catarina e Amanda que estavam ao lado de Taylor se entreolharam e Catarina deu um sorrisinho. Gostou de cara da cunhada, que com toda certeza, teria pulso para lidar com o irmão.

Catarina se adiantou, aproximando-se de Lila com passos elegantes e decididos.

— Lila, não é? — disse com um sorriso caloroso. — Você está deslumbrante. Esse tom de rubi parece ter sido feito para você.

Lila sorriu, surpresa pela gentileza da jovem que reconheceu imediatamente como irmã de Taylor.

— Catarina, certo? Muito obrigada. Você também está linda. Fico feliz que tenha vindo.

— Eu não perderia isso por nada — respondeu Catarina, trocando um olhar cúmplice com Amanda.

Amanda, por sua vez, permaneceu um passo atrás, com os olhos fixos em Lila. O olhar intenso, quase inquisitivo, a denunciava. Por dentro, havia um nó. Inveja? Raiva? Ou algo mais difícil de nomear? Ela queria estar no lugar de Lila, e essa verdade ardeu como fogo por trás do sorriso contido.

Lila, que não era ingênua, percebeu a tensão no ar. Sentiu o olhar frio e calculista de Amanda sobre ela, como se fosse medida, analisada e julgada em silêncio. Mas, com um pequeno levantar de sobrancelha e um leve meneio de cabeça, optou por ignorar. Tinha coisas mais importantes a controlar naquela noite.

Taylor passou por Lila com um leve roçar de ombro, sem encará-la, e seguiu até onde seus pais estavam conversando animadamente com os seus futuros sogros. Gabriel e Isabella Montgomery. Assim que Gabriel viu o genro se aproximando, abriu um largo sorriso e foi ao seu encontro.

— Aí está o homem da noite! Bem-vindo, rapaz! — disse ele, puxando Taylor para um abraço cordial. — Estamos felizes com essa união.

— Obrigado, senhor Montgomery — respondeu Taylor, com um sorriso educado. — É uma honra.

Sophia e James, os pais de Taylor, se entreolharam rapidamente ao notarem que o filho não estava vestindo o terno que Sophia havia comprado especialmente para a ocasião. O desapontamento foi evidente, mas ambos se controlaram, mantendo a compostura diante dos anfitriões.

Isabella, no entanto, não pareceu se importar. Aproximou-se com um sorriso sincero e beijou o rosto de Taylor.

— Boa noite, querido. Que bom que você veio. Lila está... ansiosa.

Taylor apenas assentiu, o olhar deslizando discretamente até a noiva, que ainda conversava com Catarina. O rubor no rosto dela parecia mais acentuado agora, talvez pelo calor do ambiente... ou pelo impacto daquela troca inicial.

Ao fundo, duas figuras se destacavam entre os convidados. Magnólia, avó de Taylor, e Fiorella, avó de Lila, brindavam alegres com taças de espumante.

— Conseguimos, Magnolia — disse Fiorela, com uma piscadela. — Os dois debaixo do mesmo teto e com alianças no bolso. Pode apostar.

— Ah, Fiorella — respondeu Magnolia, entre risadas — isso ainda vai render um casamento épico. E, se tudo correr bem... netos fortes, loiros e de olhos azuis!

As duas brindaram, os cristais tilintando num som alegre, como um prelúdio de caos romântico que nem mesmo o destino ousaria impedir.

Sophia, elogiou os arranjos florais com orgulho contido. Isabella retribuiu com um comentário amável sobre ter feito tudo pensando nos dois. Gabriel mencionou a madeira restaurada do corrimão, e James murmurou algo sobre investimentos duráveis e bom gosto clássico.

Era um teatro. Um balé coreografado de gentilezas. Mas, no fundo do palco, os dois protagonistas trocavam farpas com os olhos.

E Lila queimava.

A presença dele a incomodava. O cheiro leve de madeira e terra que ainda o acompanhava, mesmo sob o perfume caro. A camisa que não disfarçava os ombros largos de quem cresceu em selas, e nem o andar tranquilo, seguro demais para o gosto dela.

Ele parecia saber que era desejável. E pior: parecia saber que ela o desejava, mesmo tentando disfarçar. E isso a enfurecia ainda mais.

Logo que os pais e futuros sogros se afastaram para discutir o cardápio do jantar, Lila o conduziu até a biblioteca. Era para serem “apresentados oficialmente”, embora já se conhecessem há anos. O clima era de cordialidade, mas a porta nem tinha se fechado e as faíscas já explodiam.

— Então é isso — começou ela, andando até a janela, com os braços cruzados. — O herdeiro da boiada e a princesa do mármore. Casamento dos sonhos, não?

Taylor se encostou no batente da porta, cruzando os braços também. O relógio da parede marcava 19h36, mas o tempo parecia suspenso dentro daquele cômodo.

— Acho que casamento dos sonhos depende da perspectiva. Me disseram que você estava animadíssima com o vestido.

Ela se virou em um estalo.

— Me disseram que você só aceitou esse noivado porque seu pai ameaçou cortar os fundos da sua fazenda.

Ele riu, seco.

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