Entrar Via

Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 194

— É ele mesmo, o Taylor Remington dono da fazenda Sun Valley. — murmurou uma delas, com os olhos arregalados.

— Dizem que é bonito, mas pessoalmente… — comentou a outra, corando até as orelhas. — É ainda mais!

Maurício, que estava ao lado, não resistiu e deu uma leve cotovelada no cunhado, rindo.

— Você continua um perigo, mesmo comprometido.

Taylor ajeitou o chapéu, girando o palito de dente entre os dentes com aquele ar tranquilo de quem já está acostumado com esse tipo de comentário.

— Uai, parceiro… — começou ele, com um meio sorriso preguiçoso. — Perigo nada. O que é bonito a gente não escolhe, Deus é quem manda.

Maurício revirou os olhos, segurando o riso.

— E a modéstia, mandaram junto?

— Mandaram, mas veio extraviada. — respondeu Taylor, piscando, arrancando gargalhadas até de seu Arnaldo, que fingia estar ocupado limpando o balcão.

As duas moças, envergonhadas, tentaram disfarçar, mexendo nas sacolas, mas Taylor já tinha percebido o burburinho e resolveu se divertir um pouco, sem perder o respeito, claro. Ele virou-se levemente para o lado delas, apoiando uma mão no balcão e falando num tom calmo, cheio de charme.

— Olha, moças… fico lisonjeado, de verdade. Mas, pra ser sincero, o coração desse cowboy já tem dona. E dona brava, viu? — disse, rindo. — Se ela ouve uma história dessas, sou eu quem vai dormir no celeiro com os cavalos.

As moças riram, meio constrangidas, meio encantadas.

— Ah, mas ela é de sorte — disse uma, suspirando. — Deve ser difícil não se apaixonar por um homem como você.

Taylor inclinou o chapéu, sorrindo de canto.

— Engano seu, mocinha. Difícil mesmo é não se apaixonar por ela. — respondeu, com uma voz mais baixa, mas firme. — Aquela mulher é fogo e calmaria ao mesmo tempo. Quando olha pra mim, o mundo inteiro some.

O comentário deixou a venda em silêncio por alguns segundos. Até dona Lurdes, que vinha da cozinha com uma bandeja de pães, parou e abriu um sorrisinho.

Maurício, observando de lado, cruzou os braços e riu.

— Ah, pronto. Agora o romântico acordou. Vai declamar poesia também, cowboy?

— Poesia eu deixo pros livros. — respondeu Taylor, rindo. — Eu prefiro mostrar o que sinto com atitude.

Maurício inclinou a cabeça, divertido.

— E qual atitude é essa, senhor “Amor de Rodeio”?

Taylor girou o palito de dente nos lábios, fingindo pensar. Depois deu um gole no café e olhou para o horizonte além da janela, onde o sol já começava a se despedir, tingindo tudo com tons de cobre e laranja.

— Aí você tá querendo saber demais, cowboy. — disse, lançando um olhar provocador. — Isso é entre eu e a Lila.

As gargalhadas pipocaram pela venda. Seu Arnaldo chegou a bater no balcão, rindo.

— Eita! O homem tá misterioso! — exclamou, limpando os olhos marejados de tanto rir.

Maurício fingiu indignação.

— Misterioso nada, é safado mesmo! — retrucou, e o povo caiu na risada novamente.

Taylor apenas sorriu, inclinando o chapéu num gesto confiante.

— Ué, o que posso fazer se o amor inspira? — disse, teatral, arrancando novas risadas. — Cada homem demonstra o que sente do jeito que sabe. Eu… — fez uma pausa dramática — prefiro demonstrar praticando.

— Praticando?! — repetiu Maurício, fingindo escândalo. — Pelo amor de Deus, Remington, lembra que tem senhoras presentes!

Dona Lurdes, lá no fundo, soltou uma gargalhada tão alta que quase deixou o bule cair.

— Deixa ele, menino! — gritou ela. — Esse cowboy fala bonito e ama mais ainda. Coisa rara hoje em dia!

Taylor colocou a mão no peito e fez um gesto exagerado de reverência.

— Obrigado, dona Lurdes. A senhora entende a alma poética de um homem apaixonado.

— Poética? — zombou Maurício, rindo. — Você chama de poético, eu chamo de safadeza.

Taylor se virou para o cunhado com um olhar debochado.

— E você, meu caro futuro cunhado, devia ficar quietinho. Se aqueles pastos falassem nem quero imaginar o que eles diriam de você e da minha irmã!

A venda inteira caiu na gargalhada. Um dos homens do fundo, tentando se recompor, comentou:

— Essa conversa vai render história pra cidade toda!

Taylor gargalhou, inclinando-se sobre o balcão.

— Que rendam, uai. Melhor falarem de amor do que de seca, não é?

Taylor levantou a caneca também, fingindo fazer um brinde invisível.

— Um brinde à mulher que me laçou e ainda me fez gostar da corda!

O comentário arrancou aplausos e risadas tão fortes que até o cachorro do lado de fora latiu, como se quisesse participar da festa.

Maurício balançava a cabeça, rindo e tentando conter as lágrimas de tanto rir.

— Rapaz, você não presta mesmo.

— Não presta, não. — confirmou Dona Lurdes. — Mas é o tipo de homem que a gente perdoa, porque é sincero.

Taylor piscou, satisfeito.

— Sincero, apaixonado e domado… por vontade própria.

As risadas diminuíram aos poucos, e por um instante, o barulho do vento lá fora misturou-se ao cheiro de café e pão quente. Taylor olhou pela janela e viu o céu tingido de laranja e lilás.

Ele deu um sorriso discreto e murmurou:

— E pensar que antes eu achava que felicidade era o campo … hoje eu sei que é lar.

Maurício, ao lado, assentiu.

— E o seu lar tem nome, cowboy.

— Tem, sim. — respondeu Taylor, num tom suave, mas firme. — E o nome dela é Lila.

A venda inteira silenciou por um segundo, antes de explodir num coro de “Ahhh” e gargalhadas encantadas.

Seu Arnaldo enxugou os olhos, emocionado.

— Ô, menino… se amor tivesse som, seria o barulho da sua risada quando fala dela.

Taylor apenas sorriu, aquele sorriso grande e sincero que derretia corações e fazia o mundo parecer mais simples.

— Então é isso, seu Arnaldo. — disse, ajeitando o chapéu. — O amor é barulho bom… e o resto é só vento.

E quando ele e Maurício saíram da venda sob o pôr do sol alaranjado, o povo continuou comentando, rindo e suspirando, porque, afinal, não é todo dia que se vê um cowboy apaixonado transformar um simples café em uma declaração de amor.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário