O sol já estava firme quando Catarina retornou à fazenda. O coração ainda pulsava acelerado pelo que tinha vivido na noite anterior. Mal conseguia conter a vontade de dividir a novidade com a cunhada. Assim que desceu do cavalo, subiu as escadas decidida, com o sorriso que mal cabia no rosto.
Bateu de leve na porta do quarto de Lila.
— Lila, acorde, preguiçosa, tenho novidades que…
As palavras morreram na garganta.
Na cama, sob os lençóis amarrotados, estava Lila nua, envolta apenas na leveza do tecido branco. O cabelo espalhado no travesseiro, o ombro descoberto e as marcas vermelhas e arroxeadas denunciavam a noite intensa que tivera com Taylor.
Catarina levou a mão à boca, rindo baixinho.
— Bom dia, cunhadinha… — cantarolou, maliciosa. — Pelo visto, o meu irmão andou marcando território, não é?
Lila arregalou os olhos e corou instantaneamente.
— Catarina! — exclamou, puxando o lençol e tentando esconder o pescoço.
A outra gargalhou, se encostando na parede.
— Eu já sabia que vocês dois eram fogosos, mas isso aqui é praticamente uma confissão pública. Se Maria ver, vai desmaiar.
Lila gemeu de vergonha e correu para o banheiro, ainda enrolada no lençol. Catarina a seguiu, apoiando-se no batente e rindo.
— Vai rir até quando? — resmungou Lila, tentando se recompor diante do espelho.
— Até você admitir que eu tenho razão. Nunca imaginei que meu irmão fosse tão… selvagem.
Lila revirou os olhos, mas o sorriso a denunciou.
— Tudo bem, vamos mudar de assunto … — disse Catarina, com a voz agora mais doce. — O Maurício me pediu em casamento ontem à noite.
Lila ficou imóvel por um segundo e, em seguida, gritou, abraçando a cunhada com força.
— Não acredito! Meu Deus, Catarina, isso é maravilhoso!
As duas riram, choraram e se apertaram num abraço cheio de amor e cumplicidade.
— Sabe o que eu estava pensando? — disse Lila, enxugando as lágrimas. — E se fizéssemos um casamento duplo? Juntas, na fazenda!
Catarina piscou, surpresa, e um sorriso tomou conta de seu rosto.
— Ia ser perfeito.
Pouco depois, as duas desceram para a cozinha, ainda rindo como meninas. Maria estava de avental, mexendo uma panela, quando levantou a cabeça.
— Bom dia, patroas… — disse, arqueando uma sobrancelha. — Mas a cara de vocês tá dizendo que o café não é o único motivo desses sorrisos.
Lila, sorridente, olhou em volta, procurando com o olhar as duas figuras que costumavam ser as primeiras a aparecer na cozinha.
— Ué, onde estão vovó Fiorella e dona Magnólia? — perguntou, franzindo o cenho.
Maria soltou uma risadinha e apontou para a porta dos fundos.
— Foram embora logo depois do café, disseram que tinham compromisso.
— Tenho até medo de imaginar quais seriam esses “compromissos".” — disse Catarina dando ênfase à palavra.
Lila abriu a geladeira como quem busca tesouro.
— Eu tô faminta, Maria.
— O meu irmão deixou a Lila sem energia nenhuma…
Lila tossiu, engasgada, enquanto a colher de Maria caiu dentro da panela.
— CATARINA!
— Credo, menina! — ralhou a cozinheira, disfarçando o riso. — Falar isso de manhã é pecado.
— O que foi? — disse Catarina, já segurando potes de doce de leite e entregando para a cunhada. — Só tô falando a verdade!
Lila fingiu inocência, pegando uma colher e provando o doce de leite diretamente do pote.
— Hmm… perfeito. Agora, se eu misturar isso aqui com o requeijão, acho que vai ficar ainda melhor.
Catarina piscou, confusa.
— Espera. Você vai misturar doce de leite com… requeijão?
— É, ué! — respondeu Lila, já passando a colher de um pote ao outro. — Doce com salgado é equilíbrio, Catarina.

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