Entrar Via

Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 201

O sol já começava a se despedir quando Taylor e Lila deixaram as águas claras do riacho para trás, tomando a trilha de volta à fazenda com os passos ainda pesados da água que escorria por seus corpos. A tarde já se inclinava para o outono dourado, e o ar parecia prender em si um pouco daquela luz morna, como se tivesse vontade de guardar a cena inteira para poder revivê-la depois.

Lila caminhava de mãos dadas com ele, com os dedos entrelaçados ainda com gotas que brilhavam como pequenos cristais à luz morna. A água havia desenhado trilhas prateadas pelo corpo dela, a pele, reluzia onde o sol a havia beijado, o cabelo pesado e loiro, colava-se ao pescoço mostrando o contorno suave da nuca. Taylor, descalço, sentia o jeans ainda úmido colando-se às pernas, a barra da calça pingava, o peito estava descoberto, e o cabelo desgrenhado por um banho repentino no riacho, dava a ele uma aparência de alguém esculpido pela própria natureza: rude e bonito, um pecado rural perfeitamente enquadrado naquele cenário.

Eles riam baixinho, trocando palavras curtas e provocativas, pequenas confirmações de que haviam ido além do simples mergulho, qualquer um poderia perceber pela intimidade do gesto, pela maneira como se aproximavam um do outro sem medo, com naturalidade e ternura. Lila, tentou ajeitar a camisa dele sobre si, empurrando o tecido úmido contra o corpo como se fosse um vestido improvisado. A visão foi tão engraçada que os dois não aguentaram.

— Por sua causa eu tenho que ir para casa usando essa camisa. Taylor, deveria ter colocado o meu vestido perto de suas roupas.

— Ah princesa eu simplesmente perdi o controle, sempre acontece quando envolve você.

— Bobo.

— E você com essa camisa só deixa a minha mente vagar por um lugar proibido….

A resposta era direta, sem rodeios, e Lila fingiu não ouvir, mas o rubor que subiu pelo rosto a denunciou, as orelhas coraram num tom que ela mesma não conseguia controlar.

Para completar o quadro, o cowboy passou o braço pela cintura dela e a puxou de leve, a pele ainda quente pelo banho recente. Os dedos dele, aquecidos pelo que compartilhavam, deslizavam num carinho que era posse e proteção, ao mesmo tempo. Ele aproximou o rosto, encostando a testa na dela e falou baixo, quase num sussurro que só os dois podiam entender.

— Vem cá. — murmurou. — Antes que o sol vá embora e eu me arrependa de ter deixado você colocar roupa.

Ela sorriu, longa e sonoramente, com aquele sorriso que guardava as melhores versões da sua felicidade.

— Não provoca, Taylor. Eu tô faminta. — respondeu, num tom preguiçoso e afetuoso. — E não só de você dessa vez.

Taylor arqueou a sobrancelha, o humor divertido dominando o rosto.

— Finalmente uma fome que eu posso resolver.

Ela bateu o punho no peito dele, fingindo estar brava, mas os olhos riam.

— Comida, cowboy. — corrigiu, empurrando-o de leve com o peito. — Daquela que a gente mastiga, lembra?

O olhar dele se estreitou, carregado de provocação, e um riso rouco escapou antes mesmo que ele conseguisse conter. O canto dos lábios se ergueu num sorriso malicioso, daquele que denunciava exatamente o que vinha pela frente.

— Eu? — murmurou, inclinando-se até o ouvido dela. — Eu nunca reclamo de nada que envolva você.

A frase veio grave, com aquela sinceridade simples que só o cowboy sabia ter. Não havia promessa explícita, mas o jeito como ele segurava a cintura dela dizia tudo e mais um pouco.

Diablo começou a andar, o trote cadenciado se misturando ao som manso do vento e da água que ainda corria atrás deles. O caminho de volta parecia diferente sob a luz do fim da tarde: o céu se dissolvia em tons de laranja, dourado e violeta, e as sombras longas das árvores pareciam se curvar para deixá-los passar.

As gotas que escorriam do cabelo de Lila caíam sobre o braço dele, frias no início, mas logo aquecidas pela pele. Taylor olhou para ela e sorriu, com um brilho nos olhos que não precisava de tradução.

— Sabia que eu podia me acostumar com isso? — murmurou, num tom baixo, quase um pensamento dito em voz alta. — Com você assim, toda molhada, linda… e fingindo que não quer mais.

O sorriso dela se abriu devagar, como um reflexo da provocação. E por um instante, entre o som dos cascos de Diablo e o sussurro do vento, o mundo pareceu se resumir àquele toque, o toque de dois corpos que, mesmo depois de saciarem o desejo, ainda se procuravam como se fosse a primeira vez.

Lila virou o rosto com um traço de provocação e desejo.

— Se eu disser que quero mais, você vai voltar com o cavalo pro riacho?

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário