O sol já começava a se despedir quando Taylor e Lila deixaram as águas claras do riacho para trás, tomando a trilha de volta à fazenda com os passos ainda pesados da água que escorria por seus corpos. A tarde já se inclinava para o outono dourado, e o ar parecia prender em si um pouco daquela luz morna, como se tivesse vontade de guardar a cena inteira para poder revivê-la depois.
Lila caminhava de mãos dadas com ele, com os dedos entrelaçados ainda com gotas que brilhavam como pequenos cristais à luz morna. A água havia desenhado trilhas prateadas pelo corpo dela, a pele, reluzia onde o sol a havia beijado, o cabelo pesado e loiro, colava-se ao pescoço mostrando o contorno suave da nuca. Taylor, descalço, sentia o jeans ainda úmido colando-se às pernas, a barra da calça pingava, o peito estava descoberto, e o cabelo desgrenhado por um banho repentino no riacho, dava a ele uma aparência de alguém esculpido pela própria natureza: rude e bonito, um pecado rural perfeitamente enquadrado naquele cenário.
Eles riam baixinho, trocando palavras curtas e provocativas, pequenas confirmações de que haviam ido além do simples mergulho, qualquer um poderia perceber pela intimidade do gesto, pela maneira como se aproximavam um do outro sem medo, com naturalidade e ternura. Lila, tentou ajeitar a camisa dele sobre si, empurrando o tecido úmido contra o corpo como se fosse um vestido improvisado. A visão foi tão engraçada que os dois não aguentaram.
— Por sua causa eu tenho que ir para casa usando essa camisa. Taylor, deveria ter colocado o meu vestido perto de suas roupas.
— Ah princesa eu simplesmente perdi o controle, sempre acontece quando envolve você.
— Bobo.
— E você com essa camisa só deixa a minha mente vagar por um lugar proibido….
A resposta era direta, sem rodeios, e Lila fingiu não ouvir, mas o rubor que subiu pelo rosto a denunciou, as orelhas coraram num tom que ela mesma não conseguia controlar.
Para completar o quadro, o cowboy passou o braço pela cintura dela e a puxou de leve, a pele ainda quente pelo banho recente. Os dedos dele, aquecidos pelo que compartilhavam, deslizavam num carinho que era posse e proteção, ao mesmo tempo. Ele aproximou o rosto, encostando a testa na dela e falou baixo, quase num sussurro que só os dois podiam entender.
— Vem cá. — murmurou. — Antes que o sol vá embora e eu me arrependa de ter deixado você colocar roupa.
Ela sorriu, longa e sonoramente, com aquele sorriso que guardava as melhores versões da sua felicidade.
— Não provoca, Taylor. Eu tô faminta. — respondeu, num tom preguiçoso e afetuoso. — E não só de você dessa vez.
Taylor arqueou a sobrancelha, o humor divertido dominando o rosto.
— Finalmente uma fome que eu posso resolver.
Ela bateu o punho no peito dele, fingindo estar brava, mas os olhos riam.
— Comida, cowboy. — corrigiu, empurrando-o de leve com o peito. — Daquela que a gente mastiga, lembra?
O olhar dele se estreitou, carregado de provocação, e um riso rouco escapou antes mesmo que ele conseguisse conter. O canto dos lábios se ergueu num sorriso malicioso, daquele que denunciava exatamente o que vinha pela frente.

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