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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 203

A casa já estava mergulhada no perfume de comida boa quando o sol se escondeu atrás dos morros. A mesa da cozinha, cuidadosamente posta por Maria, parecia um convite irresistível: travessas de arroz soltinho, feijão fumegante, carne de panela dourada no ponto, e um bolo de fubá recém-saído do forno exalando um aroma doce que tomava o ar. As lamparinas lançavam uma luz amarelada sobre a madeira polida, e o ambiente inteiro respirava aquela mistura de simplicidade e aconchego que só a fazenda sabia ter.

Foi nesse cenário que a porta da cozinha se abriu de repente. O barulho dos passos ecoou pelo assoalho, e todos os olhares se voltaram para a entrada. Maria, que mexia a panela de feijão, virou-se depressa e quase deixou a concha cair.

Lila entrou primeiro. O cabelo úmido ainda escorria pelos ombros, e o rosto trazia o rubor doce de quem vinha de um momento mais quente que o próprio entardecer. A camisa jeans de Taylor, larga demais para o corpo pequeno dela, virava quase um vestido curto, revelando as pernas bronzeadas e as marcas suaves do sol. O tecido aberto até o meio do peito deixava escapar um toque de pele e inocência misturados, provocante sem intenção, irresistível sem querer.

Atrás dela, Taylor surgiu descalço, com o jeans molhado colado nas pernas e o chapéu meio torto sobre os cabelos úmidos. Parecia o retrato vivo de um pecado rural e sabia disso.

Maria levou a mão à testa e soltou um grito entre o riso e o espanto.

— Cruz credo! — exclamou, batendo a colher na panela. — Vocês caíram no riacho ou o riacho caiu em vocês?

Taylor deu um sorriso preguiçoso, o tipo que misturava malícia e doçura num equilíbrio impossível.

— Acho que foi empate, Maria.

Maurício, sentado à mesa com um prato de bolo de fubá, quase engasgou de tanto rir.

— Eu avisei que esses dois iam aprontar! — disse, limpando o canto da boca. — Mas lavar a alma assim, no meio do dia, foi novidade!

Lila corou até a raiz dos cabelos, tentando se justificar enquanto Taylor apenas sorria.

— A gente só… — começou, tropeçando nas palavras. — Só se refrescou um pouco. O calor estava demais.

Catarina, apoiada no balcão, ergueu o olhar lentamente. O sorriso travesso que nasceu em seus lábios era pura provocação. O olhar dela subiu e desceu pela cunhada, parando no detalhe mais óbvio: a camisa larga de Taylor caindo até o meio das coxas.

— Refrescou, é? — disse, com falsa inocência. — E o seu vestido, cunhadinha? O riacho levou junto?

Lila piscou, sem saber o que responder.

— Eu… é que… — começou, mas Taylor entrou na conversa com a voz calma e o sorriso firme.

— O vestido ficou em boas mãos. Ou melhor, em boas águas.

Catarina arqueou uma sobrancelha, fingindo analisar.

— Hum… eu aposto que esse “acidente” foi bem intencional.

Lila, ainda rindo e corada, tentou escapar das provocações.

— Vocês são insuportáveis, sabia?

— Só um pouquinho. — respondeu Catarina, divertida. — Mas vai me dizer que o banho não valeu a pena?

Taylor, que até então só observava, encostou-se na parede e cruzou os braços, com o sorriso largo dominando o rosto.

— Valeu cada gota. — disse, olhando diretamente para Lila, que o fuzilou com os olhos antes de sorrir.

Maurício fingiu pigarrear.

— Gente, pelo amor de Deus… tem comida na mesa! Vamos manter a decência!

— É, né? — retrucou Catarina. — Fala o noivo que dorme de conchinha no celeiro!

Foi a vez de Maurício corar e Maria gargalhou tão alto que as galinhas lá fora começaram a cacarejar.

— Eu desisto! — exclamou, enxugando uma lágrima de tanto rir. — Vocês vão me matar do coração qualquer hora!

Lila cruzou os braços, tentando parecer indignada, mas o sorriso nos lábios a entregava.

— Vocês são terríveis. Eu só quero comer, tá bom? Tô morrendo de fome!

Maria, que até então tentava conter o riso, derreteu-se na hora.

— Ai, minha menina! Vem cá, meu amor, senta logo antes que desmaie.

Lila fez bico, teatral, como uma criança faminta.

— Eu tô mesmo, Maria. Juro que se não comer agora, vou cair dura.

— Pois não vai cair, não! — disse a cozinheira, apressando-se em pegar um prato. — Mulher com fome ninguém discute, só alimenta!

Com um gesto carinhoso, Maria a guiou até a cadeira e a fez sentar-se, ajeitando a camisa para cobrir o quanto podia. Em segundos, encheu o prato com uma porção generosa de arroz, feijão e carne de panela.

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