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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 205

Ele a virou de frente, finalmente apoiando as mãos firmes em sua cintura, e a encostou suavemente na parede aquecida do box. O encontro de olhares foi um estalo. O beijo, quando veio, não foi apressado, foi profundo. Começou contido, como um segredo, e foi crescendo até se tornar confissão. A mão dele subiu devagar, mapeando as costas dela como quem lê uma carta antiga, reconhecendo frases de memória. As mãos dela, por sua vez, encontraram a nuca dele, e o puxaram como quem decide o destino de uma história.

— Vai pedir pra eu parar? — ele provocou, sem afastar a boca da dela.

— Vou pedir pra não esquecer. — Lila disse, e foi a vez dele silenciar no sorriso.

O chuveiro transformava o mundo em vapor e som de cascata. Na borda do box, duas sombras se moviam como se dançassem. Taylor trouxe Lila ao banco de madeira por um instante, só para poder observá-la de cima, como quem aprecia a própria obra-prima e, ao mesmo tempo, pede licença para continuar pintando. Passou os dedos pelo cabelo dela, encharcado, e o penteou com paciência, com um cuidado que queimava. Lila seguiu o caminho dos olhos dele, guiando as próprias mãos para o peitoral bronzeado dele. Taylor encarou o gesto com um sorriso nos lábios.

— Eu gosto quando você se entrega sem medo. — ele disse, quase sério.

— E eu gosto quando você me possui por completo.

O jogo de poder se dissolvia, dando lugar a algo mais profundo. Taylor a ergueu novamente, com a facilidade de quem move uma lembrança para um lugar mais bonito, e a encostou no vidro morno. As mãos dele eram ao mesmo tempo comando e refúgio, o corpo, um escudo e uma provocação.

As palavras perderam sentido, o toque falava um idioma mais fluente. Ele percorreu o contorno do maxilar dela com o polegar, num gesto lento, cheio de intenção. Depois, seus olhos traçaram a curva dos lábios dela com a mesma precisão, como se desenhassem uma promessa silenciosa.

Havia, naquele instante, a ternura de um homem que finalmente permitia que o afeto atravessasse a couraça da vontade.

— Olha pra mim. — pediu de novo, mas agora o tom vinha menos afiado, mais íntimo. — Eu tô aqui.

Ela olhou para o reflexo no vidro embaçado e ali se viu. Viu o próprio corpo se mover em sincronia com o dele, as duas silhuetas fundidas num só ritmo, respirando a mesma cadência. Por um instante, tudo o que existia era o som das respirações misturadas e o calor que os envolvia.

Um sorriso involuntário curvou os lábios dela, e Taylor o recebeu como quem acolhe a primeira chuva depois de uma seca longa. Ele a beijou, um beijo que trazia gratidão, promessa, e um desejo antigo que agora encontrava repouso.

As provocações se dissolveram, restando apenas o sabor doce da entrega. As mãos dele percorreram suas costas com firmeza, descendo até a curva dos quadris, guiando o corpo dela contra o seu. O toque se transformou em movimento, e o movimento em abandono.

Fizeram amor sem pressa, como quem reconhece o caminho de volta para casa. O mundo lá fora desapareceu, só existia o som dos corpos, o calor da pele, e a certeza de que, naquele instante, nenhum dos dois pertencia a outro lugar senão ali, um no outro.

Ele fechou o chuveiro, e o som da água cessando deixou no ar um silêncio acolhedor, quase como um abraço. O único ruído era o pingar suave nos azulejos, como um compasso preguiçoso que marcava o fim de um ritual. Taylor pegou a toalha mais próxima e envolveu Lila com ela, sem se afastar, como se cobrisse um segredo que pertencia apenas aos dois. Com as palmas abertas, secou-lhe o rosto, afastou os fios úmidos da testa e pousou um beijo leve.

— Eu te provoco porque amo ver você me afrontando. — confessou, com a voz baixa, rouca, como se cada palavra fosse uma verdade arrancada do peito. — Gosto da sua coragem. Gosto de quando você me ganha.

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