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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 211

O corpo de Lila enrijeceu antes mesmo de virar. O coração acelerou de um jeito estranho, como se o ar ao redor tivesse ficado denso demais para respirar. Catarina, ao seu lado, também silenciou, o riso se esvaindo dos lábios até restar apenas uma linha tensa.

A voz que ecoou atrás delas era inconfundível, uma voz doce, porém carregada de veneno.

— Que prazer revê-las...

Lila se virou devagar, e o tempo pareceu parar.

Ali estava ela. Amanda.

Os cabelos castanhos caíam em ondas perfeitamente arrumadas, o vestido caro abraçava o corpo com uma elegância estudada, e o perfume forte se espalhava pelo ar, doce demais, quase sufocante. O sorriso nos lábios dela era afiado, porém não escondia rancor, exibia, como um troféu.

O som das conversas da padaria pareceu sumir, abafado pela tensão que se instalava. Amanda deu um passo à frente, com os saltos estalando no chão de madeira como uma ameaça calculada. Os olhos dela, frios e ressentidos, varreram Lila da cabeça aos pés, parando de propósito na mão que ela mantinha instintivamente sobre o ventre.

Foi então que a voz dela veio, debochada e ácida:

— Eu não imaginava que você seria capaz de usar o velho truque da barriga, Lila.

Lila piscou, confusa por um segundo.

— O quê? — murmurou, a voz falhando.

Amanda deu um pequeno sorriso de canto, a encarando desdém.

— Ora, por favor. — Ela inclinou a cabeça, fingindo inocência. — Engravidar para segurar um homem… é um clássico, não é?

Catarina endireitou-se na cadeira imediatamente, o olhar se tornando uma flecha.

— Amanda, cuidado com o que fala. — advertiu, com a voz baixa, mas gelada.

Mas Amanda ignorou.

Deu mais um passo à frente, com os olhos cravados em Lila como lâminas e continuou:

— Logo você… — continuou, com o tom escorrendo veneno. — Uma garota mimada, que odiava o campo e sonhava em morar em Paris… E agora… — fez uma pausa dramática, com o sorriso se alargando — olha só pra você. Fazendo o papel de esposa perfeita e, quem sabe, de mãezinha dedicada. Que farsa comovente.

Lila sentiu o sangue pulsar nos ouvidos. O corpo inteiro ficou tenso, e o ar pareceu ficar preso dentro do peito. Ela não sabia se queria gritar ou rir da crueldade absurda daquelas palavras.

Catarina levantou de súbito, fazendo o banco ranger alto. A expressão leve e brincalhona de minutos atrás havia desaparecido, em seu lugar, surgiu um olhar duro, protetor, quase feroz. Ela se colocou à frente da cunhada, com o corpo ligeiramente inclinado para frente, como se instintivamente estivesse pronta para impedir Amanda de se aproximar mais.

— O que você quer, Amanda? — perguntou, com a voz firme, fria, sem qualquer traço de doçura.

Amanda ergueu uma sobrancelha, cruzando os braços, fingindo ofensa.

Amanda, porém, ainda tremia de raiva.

— Eu te alertei, Amanda — disse Catarina, com a voz embargada. — Eu tentei, juro que tentei. Sempre deixei claro que meu irmão jamais amaria você. Mas você não quis aceitar o que estava diante de você.

— Eu podia fazer ele me amar, era só uma questão de tempo! — rebateu Amanda, com os olhos marejados. — Mas você, Cat… você ficou do lado dela. Da mulher que destruiu tudo o que a gente tinha!

A frase atingiu Catarina como um soco. O olhar dela se abaixou por um instante, magoado.

Lila, que até então havia se mantido quieta, levantou-se com calma. Os olhos dela, firmes e serenos, encontraram os de Amanda com uma frieza cortante. Ela se posicionou ao lado de Catarina, com o queixo erguido, e a postura ereta.

— Eu não roubei nada, Amanda. Taylor me escolheu porque quis. E se o amor que você dizia sentir dependia de manipulação ou piedade, então nunca foi amor de verdade. — Amanda engoliu seco e Lila continuou: — Eu entendo o que é amar alguém que não te escolhe, Amanda. — disse, com uma calma que escondia força. — Mas culpar os outros pelas escolhas que ele fez… isso é covardia.

Amanda piscou, surpresa pela firmeza da voz dela.

Lila deu um passo à frente, com o tom da voz crescendo, sem perder a elegância.

— Taylor me escolheu porque me viu. Porque me quis. E nada do que você diga vai mudar isso. O amor dele não foi roubado, foi conquistado.

O olhar de Amanda oscilou entre fúria e humilhação, mas Lila manteve-se inabalável.

— E quanto à amizade de vocês… — continuou, olhando para Catarina e depois desviou o olhar para Amanda. — ela acabou não por minha causa, mas porque você transformou o amor em ressentimento. Porque você escondeu segredos de sua melhor amiga.

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