O carro avançava pelos últimos metros da estrada de terra, e o som do cascalho sob os pneus parecia anunciar um retorno aguardado. A casa principal surgiu no horizonte como um quadro vivo, imponente, cercado por verde e pelo perfume das flores que Maria cultivava com amor. O vento trazia o cheiro familiar de café fresco e feno, misturado à lembrança de dias longos, risadas e beijos roubados ao pôr do sol.
Lila encostou a testa no vidro e suspirou.
— Estou nervosa… será que ele vai ficar feliz?
— Fala sério, né Lila. O meu irmão vai chorar como um garotinho quando souber que vai ser papai. Tô louca para ver aquele homem de 1.90 desmanchando como uma garotinha. — provocou Catarina, com o sorriso travesso de quem sabia exatamente o que estava prestes a acontecer. — Olha lá quem tá te esperando.
Perto do estábulo, Taylor estava de pé, conversando com dois peões. O sol incidia sobre o corpo dele como uma benção e uma maldição. Sua pele bronzeada reluzia sob o suor, e o chapéu jogado para trás deixava à mostra o rosto másculo, sério e tão familiar que fez o coração de Lila tropeçar no peito. O jeans colado, gasto em pontos estratégicos, e a ausência de camisa tornavam impossível fingir que nada sentia.
Ela engoliu em seco, a voz trêmula escapando entre risos nervosos.
— Ótimo… justo hoje ele resolve trabalhar sem camisa.
— Coincidência? — Catarina arqueou uma sobrancelha, rindo. — Nem por mil anos. Ele fez isso para te provocar, aposto. Aposto que também planejava te dar uma “boas-vindas” à moda dele… se é que me entende.
Lila arregalou os olhos, o rosto em chamas.
— Catarina!
— Ah, não finge! — retrucou a cunhada. — Eu te conheço. E sei que tá doida pra pular do carro e cair direto nos braços dele.
E foi exatamente o que aconteceu.
Antes mesmo que o motor desligasse, Taylor já vinha na direção delas. Passos largos, olhar firme, expressão que mesclava desejo, alívio e posse. Ele abriu a porta do passageiro, e Lila nem pensou. Correu. Correu como quem reencontra o lar.
Os braços dele a envolveram com força, e o mundo pareceu encolher até caber no espaço entre seus corpos.
— Demoraram demais… — murmurou ele, com a voz grave e rouca, como se cada palavra raspasse direto no coração dela. — Achei que tinham se perdido na cidade.
— Dramático — zombou Catarina, descendo atrás delas. — Quero ver essa pose de macho alfa depois das novidades…
Taylor nem desviou o olhar. Ele a tinha ali, colada nele, e isso bastava. O perfume doce de Lila misturava-se ao sal de sua pele quente, e o toque dela o desarmava como sempre.
— Senti falta disso… — confessou, o queixo roçando de leve no cabelo dela.
— Meu Deus Taylor que drama, foram apenas umas horas.
Lila sorriu, sentindo o corpo inteiro reagir aos beijos no pescoço dele.
— Você tá tão cheiroso…
Ele sorriu de canto, o olhar ardendo.
— Arriégua, mulher, não me provoca.
— Por quê? Cowboy não tá com fome? — ela provocou, baixinho.
Catarina levantou as mãos teatralmente.
— Pronto, pronto, eu desisto! Vão logo se comer, pelo amor de Deus!

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