O pôr do sol tingia o céu de tons dourados e alaranjados quando a caminhonete de Taylor parou diante da varanda principal da fazenda. O ar estava impregnado com o cheiro de terra molhada e o som distante dos cavalos no estábulo. Lila, com o vestido leve de algodão e o cabelo solto balançando ao vento, observava o horizonte com um sorriso nervoso. Ao seu lado, Taylor ajeitava a gola da camisa, tentando disfarçar a ansiedade que latejava sob a pele.
— Eles já devem estar chegando — disse ela, com os olhos marejados de emoção.
— Já devem estar na entrada da estrada — confirmou Taylor, olhando para o relógio de pulso. — Meu pai não muda, sempre chega no horário militar.
O ronco do motor de um carro luxuoso se aproximou, levantando uma fina nuvem de poeira. Lila endireitou a postura, respirando fundo. O coração dela parecia uma coisa viva e inquieta dentro do peito. Assim que o veículo estacionou, Maria apareceu à porta, enxugando as mãos no avental, o rosto iluminado de alegria.
— Eles chegaram! — anunciou, com a voz embargada pela empolgação. — Santo Deus, que família bonita!
Da BMW preta desceram primeiro James, com os cabelos grisalhos penteados para trás e um sorriso paternal que carregava a serenidade de quem já viveu o suficiente para entender o valor dos reencontros. Atrás dele, veio Sophia, impecável como sempre, com um conjunto de linho azul-claro que exalava elegância sem esforço. O salto marcava passos firmes pelo pátio da fazenda, e o cabelo preso em um coque baixo deixava o rosto ainda mais imponente. Ela parou diante do filho, com os olhos marejados, mas o que vinha deles não era pura emoção, era aquele misto de orgulho e análise crítica que só mães como Sophia sabiam dominar.
Taylor cruzou os braços, avaliando-a de cima a baixo com um meio sorriso travesso.
— Uau… — disse, provocando. — Então é assim que o pessoal da alta sociedade se veste pra vir visitar o filho no campo? Eu devia ter colocado terno, pelo visto.
Sophia arqueou uma sobrancelha, o sorriso contido.
— Pelo menos alguém precisava manter o nível, querido. Você parece que saiu direto do curral.
O riso veio alto, tanto dele quanto de Lila, que tentava disfarçar o divertimento. James, ao lado, balançou a cabeça com paciência e se aproximou, dando um leve tapa no ombro do filho antes de o puxar num abraço breve.
— Ela tá naqueles dias, filho… pega leve com sua mãe. — murmurou, divertido, no ouvido de Taylor.
O comentário fez Sophia lançar um olhar afiado, mas logo o disfarçou com um sorriso vitorioso.
— Eu ouvi isso, James. — retrucou, cruzando os braços, fingindo ofensa.
— Eu sei. — ele respondeu, com um sorriso sereno.
Antes que a discussão se estendesse, Sophia desviou a atenção para Lila e o tom dela mudou completamente. A expressão se suavizou, o olhar se encheu de ternura. Aproximou-se da nora e a envolveu em um abraço apertado, surpreendendo até Taylor.
— Minha norinha está cada vez mais linda. — disse, em um tom firme, mas doce, típico de quem aprova sem precisar dizer mais nada.
Lila retribuiu o abraço com um sorriso tímido. Taylor observou a cena, com os braços ainda cruzados, balançando a cabeça e murmurando baixo, num tom que só o pai ouviu:
— É… acho que ela gosta mais da Lila do que de mim.
James riu baixo, dando um leve tapinha no ombro do filho.
— Bem-vindo à vida de casado, meu rapaz.
Mal haviam terminado os cumprimentos quando outro carro se aproximou. Do sedã prata desceram Isabella e Gabriel Montgomery, os pais de Lila. Isabella, sempre impecável, usava um conjunto bege e brincos de pérola, Gabriel vinha com o blazer aberto e um sorriso caloroso.
— Ah, minha menina! — exclamou Isabella, abraçando Lila com força. — Você está radiante!
— Mãe! — Lila riu, quase sem ar. — Você vai me desmontar.
— E você, meu genro? — Gabriel cumprimentou Taylor com um aperto de mão firme. — Já estava na hora de nos reunirmos de novo, rapaz.
— Seja bem vindo meu sogro.

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