Entrar Via

Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 24

A noite estava avançada quando Taylor Remington Miller saiu da casa dos Montgomery. O som abafado de risadas, brindes e música de fundo ainda escapava pelas frestas da porta, mas ele precisava de ar. Ar puro, longe dos talheres dourados, dos olhares calculistas, dos sorrisos falsos e... de Lila Montgomery. Ou talvez fosse justamente o contrário. Talvez ele precisasse se afastar para não fazer o que sua pele pedia com uma urgência quase animalesca: procurá-la de novo, sentir seus lábios mais uma vez, tocar sua pele como fez no jardim, com fúria e fome.

Ajeitou o chapéu de cowboy com um gesto automático, inclinando-o levemente para frente. O sorrisinho sacana ainda estava preso no canto da boca, como uma lembrança quente do que acabara de acontecer no jardim. Ele conseguia sentir o gosto do beijo. Conseguia ver o olhar arregalado dela, a forma como os lábios entreabertos tremiam, como se ela mesma tivesse sido pega de surpresa por sua própria reação. O jeito como os olhos dela ardiam em confusão e desejo, e o modo como ela não o afastou. Não de verdade.

— Princesinha... — murmurou, com o sotaque arrastado, satisfeito.

Desceu os três degraus da varanda com passos lentos, o barulho das botas batendo contra a madeira envelhecida preenchendo o silêncio da noite. A luz suave que iluminava a entrada da casa realçava os contornos firmes de seu rosto, as linhas do maxilar e os olhos ainda cheios de faíscas. Ele parou por um segundo, inspirando o ar fresco. Aquela noite estava longe de terminar. O jogo, sentia, mal havia começado.

Logo adiante, perto das árvores que cercavam o terreno, viu Tomas Montgomery encostado numa das colunas de pedra, segurando um copo com o que parecia ser uísque. Ao lado dele, um homem alto, moreno, de feições esculpidas com precisão, trajando um terno escuro e perfeitamente alinhado, observava a movimentação ao redor com o tipo de atenção silenciosa de um predador bem treinado.

Tomas ergueu o copo ao vê-lo se aproximar.

— Olha só quem resolveu sair do campo de batalha. Sobreviveu, cowboy?

Taylor riu baixo, os olhos faiscando com humor.

— Depende do que você chama de sobreviver.

Tomás deu um gole na bebida e indicou o amigo ao seu lado com um movimento de queixo.

— Este aqui é Leo Duvall meu melhor amigo desde os tempos de internato suíço. Acabou de voltar de Paris. Leo, este é Taylor Remington Miller. Noivo da minha irmã, aparentemente.

Taylor estendeu a mão com naturalidade, o sorriso simpático nos lábios, o corpo relaxado como se aquela noite fosse apenas mais uma entre tantas.

— Prazer.

Leo apertou sua mão, firme. O aperto era educado, mas havia algo ali. Um peso oculto, uma tensão silenciosa. O olhar escuro de Leo permaneceu preso no rosto de Taylor por um segundo a mais do que o necessário. Um exame minucioso, como quem mede a ameaça de um rival. Taylor, despreocupado, não percebeu.

— O prazer é meu — respondeu Leo, com um leve acento francês e um tom neutro, embora os olhos falassem mais do que sua boca. — Ouvi falar muito sobre você.

— Espero que não tudo de ruim — brincou Taylor, rindo.

Tomás deu um leve empurrão no ombro do amigo.

— Leo sempre teve um certo... carinho por Lila. Nada demais, claro. Mas sabe como é, amizade antiga. Daquelas que sobrevivem até às guerras.

Taylor arqueou uma sobrancelha, descontraído.

— Ah, entendo. As amizades antigas são as mais traiçoeiras.

Leo sorriu, mas não respondeu. Seus olhos estavam fixos em Taylor, frios, calculistas. O tipo de olhar que media distâncias e preparava estratégias. Taylor, porém, estava muito ocupado com outra presença que se aproximava.

Foi quando a viu.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário