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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 31

Eu escolhi o vestido mais ousado do meu armário. Um vermelho escarlate tão intenso que parecia feito de pecado líquido. Tinha alças finas que quase desapareciam sobre meus ombros, um tecido justo que abraçava cada curva como se tivesse sido costurado direto na minha pele. As costas nuas deixavam exposta a linha delicada da minha coluna, o decote mergulhava perigosamente entre os meus seios, e a fenda lateral subia como uma provocação até quase o quadril. Nos pés, optei por saltos finíssimos prateados. Nos lábios, um batom vinho escuro. Nos olhos, delineado preciso, olhar de quem não pedia permissão.

A escolha do perfume, também não foi aleatória. Ele tinha um aroma adocicado e provocante, cheiro que dizia: cuidado, eu posso te destruir com um sorriso.

Quando desci as escadas de casa, com passos firmes e decididos, ouvi a voz da minha mãe cortando o silêncio da sala como uma faca.

— Vai aonde com esse vestido, Lila?

— Esquecer da vida! , respondi sem nem olhar para trás.

— Boa noite, mamãe.

— Lila Montgomery, volte aqui!

Mas eu não voltei.

Apenas empurrei a porta da frente e saí, ignorando os protestos dela como quem ignora o zunido de um inseto irritante. Eu estava determinada. Se Taylor não me procurava, se ele achava que podia me deixar ali mofando com o anel no dedo enquanto flertava sabe-se lá com quem naquela maldita fazenda, então que visse com os próprios olhos o que estava perdendo. E que sentisse.

Suze já me esperava do lado de fora, apoiada no carro, com um sorriso cúmplice estampado no rosto e os olhos brilhando de excitação.

Usava um vestido prata que grudava ao corpo como pecado. Os cabelos estavam soltos e a maquiagem impecável. Éramos duas mulheres perigosas, livres, selvagens e cheias de feridas escondidas sob a pele e de veneno nos lábios.

— Você está deslumbrante. disse ela ao me ver.

— E você tá pronta pra causar.

Entramos no carro como se entrássemos em cena. E essa noite era o nosso palco.

A boate estava lotada.

As luzes piscavam ao ritmo da batida eletrônica que fazia o chão vibrar sob meus saltos. O cheiro de álcool, perfume e luxúria se misturava no ar quente, e os corpos dançavam era ainda mais excitante.

As cores neon refletiam em meus ombros nus e na taça de champanhe que segurei assim que entramos.

Bebi uma, duas, três doses. Primeiro champanhe, depois vodka com frutas vermelhas. Em seguida foi um drink azul que Suze, gargalhando, chamou de “Esquecer o ex”. Eu bebi sem pestanejar.

Cada gole era uma tentativa desesperada de apagar a maldita imagem de Taylor da minha mente, de silenciar a voz rouca dele sussurrando meu nome em meus sonhos. De esquecer o gosto dele, o calor, o beijo que me tirou o chão.

Mas era inútil. O desgraçado tinha cravado raízes em mim.

Suze dançava ao meu lado, linda como sempre, com aquele brilho contagiante que me fazia rir mesmo com o coração despedaçado. Estava tentando me divertir, tentando fingir que tudo aquilo não era apenas uma maneira desesperada de esquecer Taylor Remington.

— Esquece ele, Lila! gritou Suze no meu ouvido. — Bebe mais um! Você está linda demais pra pensar naquele ogro!

Eu ri alto. Um riso desequilibrado, quase trêmulo. Peguei mais um shot de tequila, depois outro. Depois não sei quantos. O mundo ficou leve, flutuante. As músicas se misturavam, as pessoas dançavam como vultos coloridos ao meu redor, e minha cabeça girava mais do que as luzes do teto.

O problema é que nem a bebida conseguia afastar a imagem dele.

A semana inteira, ele me assombrava em sonhos. Sonhos cheios de toque, de desejo, de promessas não ditas. Acordava com a pele quente, os lábios pulsando, os dedos enterrados nos lençóis.

Maldito.

Ele havia deixado uma marca. Uma sombra. Um desejo que eu não sabia como destruir.

E agora, dançando embriagada no meio de estranhos, eu ainda sentia sua boca na minha, seu gosto, seu olhar e desejava por mais.

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