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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 33

Lila Montgomery

No meio do caos colorido da pista, cercada por luzes piscando, sons vibrando nos ossos e vozes rindo ao meu redor, foi como se o mundo, de repente, parasse de girar.

Algo me acertou em cheio. Um arrepio na nuca, um instinto. Uma presença que não precisava ser anunciada.

Virei o rosto lentamente, como se já soubesse o que encontraria.

E ali estava ele. Taylor Remington.

Parado e imóvel, como se tivesse sido esculpido em pedra. As mãos estavam cerradas ao lado do corpo, os olhos cravados em mim com a mesma intensidade de uma tempestade prestes a explodir. Ele estava a poucos metros, mas parecia que o ar entre nós estava eletrificado. Cada partícula pulsava como se gritasse o meu nome.

O olhar dele queimava, literalmente queimava. E mesmo assim, eu não parei. Mantive meu corpo em movimento, minha pose provocativa, o sorriso que mais parecia uma navalha.

Continuei dançando, agora lentamente. Como se dançasse apenas para ele. Meus quadris giravam em movimentos hipnóticos, meus dedos escorregavam pela lateral do meu corpo, descendo pela curva da minha coxa exposta na fenda do vestido, sem desviar os olhos dele, era como se eu desafiasse, e de fato, eu estava.

A música seguia seu curso, abafando o resto do mundo. Eu podia ver as veias pulsando no pescoço dele, o músculo do maxilar contraído e os ombros tensos.

Taylor não piscava, mal respirava. Apenas me olhava como se quisesse me arrancar dali com as próprias mãos.

O dançarino ainda se movia atrás de mim, mas eu nem o via mais. Meu único foco era Taylor. O homem que me deixou uma semana em silêncio, que me ignorou, sumiu, me tratou com desprezo. Mas agora era diferente... agora ele me via. E via o estrago que tinha feito.

Levantei a taça que alguém havia colocado em minha mão e a ergui para ele, como um brinde. Num brinde irônico, cortante e disse:

— À sua ausência, cowboy.

E então bebi.

Um gole lento, mantendo os olhos nos dele. Queria que ele visse cada gota descendo pela minha garganta, que ele sentisse o gosto da provocação.

Taylor estava prestes a explodir.

Eu via nos olhos dele, seu controle estava prestes a ir pelas cucuias. Parte de mim, a mais ferida, a mais orgulhosa, queria isso. Queria que ele sentisse o que era perder o controle.

Ele começou a se aproximar, com passos firmes, como se atravessasse um campo minado. O público se afastava por causa do magnetismo perigoso que ele exalava. Todos sentiam: aquele homem não estava ali para dançar, ele vinha como um furacão.

Eu o encarei, sem desviar e quando ele chegou perto, minha pele arrepiou inteira, e eu apenas sorri.

Um sorriso lento, debochado, cheio de veneno e desafio.

— Divertindo-se, princesa? perguntou, com a voz baixa, enraivecida.

— E você, cowboy? Gostou do show? rebateu, com a ousadia que só usava quando estava apavorada.

— Que diabos você pensa que está fazendo, Lila?

— Estou apenas dançando.

Ele cruzou os braços e me encarou furioso.

— Dançando? Desse jeito?

— Vai fazer o quê, Taylor? Me arrancar pelo braço na frente de todo mundo?

— Se for preciso, sim. Rosnou, baixo, com os dentes cerrados.

— Ora cowboy, passou a semana inteira e nem me procurou, e agora por causa de uma simples “dança” vai dar uma de noivo ofendido?

Foi então que senti a mão do dançarino encostar no meu braço.

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