O clube noturno era uma profusão de luzes neon, com refletores azuis e púrpuras se cruzando no teto, um DJ ao fundo ajustando batidas sensuais e um burburinho constante de vozes animadas. O cheiro no ar era uma mistura inebriante de perfumes importados, drinks com frutas cítricas e desejo pairando entre as paredes espelhadas.
Em meio àquela atmosfera vibrante, duas figuras chamavam atenção, não pelo corpo esculpido ou pelos decotes ousados, mas pela classe e ousadia que só a maturidade é capaz de carregar com tanta naturalidade.
Magnolia Remington Miller, em seu vestido de seda vinho com decote discreto e colar de pérolas negras, ajeitava a clutch dourada no colo, enquanto erguia a taça de martíni com o mesmo brilho nos olhos que tivera aos vinte e cinco. Ao seu lado, Fiorella Montgomery, a eterna dama de pele impecável e cabelos loiros platinados, cruzava as pernas em sua saia de linho azul-marinho, com um sorriso malicioso escondido atrás da taça de gim tônica.
— Fiorella, minha filha... sua neta é um furacão. — disse Magnolia, passando as mãos pelos cabelos castanhos com elegancia — Quando eu vi aquela menina dançando com aquele vestido curto em cima da mesa... ao lado daquele dançarino de chapéu mexicano... eu me engasguei com o vinho emocionada.
— Eu fiquei apavorada, Magnólia. — retrucou Fiorella, soltando uma risada baixa. — Eu tive foi medo do Taylor perder a cabeça e pular no palco com um laço de vaqueiro. — ela suspirou, encostando-se melhor à poltrona acolchoada. — Mas que cena, hein? Aquilo sim foi um espetáculo. Ela girando o quadril daquele jeito... a música... o brilho... a ousadia. Aquela menina nasceu pra chamar atenção.
Magnolia revirou os olhos, mas não segurou o riso.
— Lila é ousada e dona de si. — concordou. — Mas vou te dizer uma coisa, Taylor é o único homem com peito e pegada pra domar aquela fera. Meu neto quando quer, não tem quem segure.
— Você viu o vídeo do beijo? — Fiorella sussurrou com empolgação juvenil, abrindo a bolsa e mostrando a tela do celular para a amiga. — Seu neto agarrou minha neta como se ela fosse um prêmio num rodeio. Eu fiquei até com calor assistindo.
Magnolia arregalou os olhos, rindo.
— Mulher do céu! Aquele beijo foi coisa de cinema. Meu neto tem pegada, e vou te dizer mais: lembra até o falecido avô dele. Que Deus o tenha, mas aquele homem sabia como encostar uma mulher na parede...
Fiorella gargalhou escandalosamente, atraindo os olhares de duas mulheres mais jovens sentadas próximas.
— Taylor é a cara do avô mesmo. Aquele olhar que fuzila, aquela postura autoritária... Lembro do dia do seu casamento quando o Aberto se aproximou de você para te parabenizar.
— Depois daquela cena de ciúmes, transamos no banheiro do evento, antes mesmo de sairmos em lua de mel.
— Vocês dois eram um casal fogoso.
— Olha só quem fala. E você senhora Montgomery que masturbou o seu marido na frente de todo mundo no jantar de noivado?
— Eu estava bêbada.
— Conversa fiada!
— Mudando de assunto, agora, os dois vão ter que conviver juntos na mesma casa, naquela fazenda que mais parece o cenário de um romance de banca. Ideia maravilhosa da minha neta querida Catarina. — disse Magnólia.
— Catarina e Tomás estão curtindo essa união. Meu neto não para de perturbar com a Lila, às vezes eu tenho até pena. Se a Catarina não vivesse aninhada com aquele peão, eu até teria gosto de juntar os dois. — completou Fiorella.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário