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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 40

O clube noturno era uma profusão de luzes neon, com refletores azuis e púrpuras se cruzando no teto, um DJ ao fundo ajustando batidas sensuais e um burburinho constante de vozes animadas. O cheiro no ar era uma mistura inebriante de perfumes importados, drinks com frutas cítricas e desejo pairando entre as paredes espelhadas.

Em meio àquela atmosfera vibrante, duas figuras chamavam atenção, não pelo corpo esculpido ou pelos decotes ousados, mas pela classe e ousadia que só a maturidade é capaz de carregar com tanta naturalidade.

Magnolia Remington Miller, em seu vestido de seda vinho com decote discreto e colar de pérolas negras, ajeitava a clutch dourada no colo, enquanto erguia a taça de martíni com o mesmo brilho nos olhos que tivera aos vinte e cinco. Ao seu lado, Fiorella Montgomery, a eterna dama de pele impecável e cabelos loiros platinados, cruzava as pernas em sua saia de linho azul-marinho, com um sorriso malicioso escondido atrás da taça de gim tônica.

— Fiorella, minha filha... sua neta é um furacão. — disse Magnolia, passando as mãos pelos cabelos castanhos com elegancia — Quando eu vi aquela menina dançando com aquele vestido curto em cima da mesa... ao lado daquele dançarino de chapéu mexicano... eu me engasguei com o vinho emocionada.

— Eu fiquei apavorada, Magnólia. — retrucou Fiorella, soltando uma risada baixa. — Eu tive foi medo do Taylor perder a cabeça e pular no palco com um laço de vaqueiro. — ela suspirou, encostando-se melhor à poltrona acolchoada. — Mas que cena, hein? Aquilo sim foi um espetáculo. Ela girando o quadril daquele jeito... a música... o brilho... a ousadia. Aquela menina nasceu pra chamar atenção.

Magnolia revirou os olhos, mas não segurou o riso.

— Lila é ousada e dona de si. — concordou. — Mas vou te dizer uma coisa, Taylor é o único homem com peito e pegada pra domar aquela fera. Meu neto quando quer, não tem quem segure.

— Você viu o vídeo do beijo? — Fiorella sussurrou com empolgação juvenil, abrindo a bolsa e mostrando a tela do celular para a amiga. — Seu neto agarrou minha neta como se ela fosse um prêmio num rodeio. Eu fiquei até com calor assistindo.

Magnolia arregalou os olhos, rindo.

— Mulher do céu! Aquele beijo foi coisa de cinema. Meu neto tem pegada, e vou te dizer mais: lembra até o falecido avô dele. Que Deus o tenha, mas aquele homem sabia como encostar uma mulher na parede...

Fiorella gargalhou escandalosamente, atraindo os olhares de duas mulheres mais jovens sentadas próximas.

— Taylor é a cara do avô mesmo. Aquele olhar que fuzila, aquela postura autoritária... Lembro do dia do seu casamento quando o Aberto se aproximou de você para te parabenizar.

— Depois daquela cena de ciúmes, transamos no banheiro do evento, antes mesmo de sairmos em lua de mel.

— Vocês dois eram um casal fogoso.

— Olha só quem fala. E você senhora Montgomery que masturbou o seu marido na frente de todo mundo no jantar de noivado?

— Eu estava bêbada.

— Conversa fiada!

— Mudando de assunto, agora, os dois vão ter que conviver juntos na mesma casa, naquela fazenda que mais parece o cenário de um romance de banca. Ideia maravilhosa da minha neta querida Catarina. — disse Magnólia.

— Catarina e Tomás estão curtindo essa união. Meu neto não para de perturbar com a Lila, às vezes eu tenho até pena. Se a Catarina não vivesse aninhada com aquele peão, eu até teria gosto de juntar os dois. — completou Fiorella.

O dançarino à esquerda tirou a rosa vermelha que carregava no cinto e entregou a Fiorella com um gesto exageradamente romântico. O outro pegou a mão de Magnólia e a beijou com galanteria.

— Nosso objetivo esta noite é realizar fantasias... — sussurrou ele com uma voz grave.

— Querido… — Magnolia respondeu, apertando o braço dele. — cuidado para não acabar se apaixonando, porque a experiência de uma mulher mais velha, marca um jovem como um ferro em brasa…

Os dois dançarinos se entreolharam e sorriram.

As duas senhoras caíram na risada, e os dançarinos, encantados com a desenvoltura da dupla, começaram a rodopiar em volta da mesa, fazendo uma performance improvisada só para elas.

— Eu acho que depois dessa noite, sou eu que vou precisar de uma fazenda e de um cowboy. — disse Fiorella, abanando o rosto, enquanto um dos rapazes girava a camisa sobre a cabeça antes de jogá-la no colo dela.

— Taylor e Lila que se cuidem... — murmurou Magnólia. — Porque se eles não se resolverem logo, sou eu que caso com esse aqui. — apontou para o dançarino que agora dançava com as mãos apoiadas na cadeira dela.

As duas riram tanto que as lágrimas escorreram. Ali, sob a luz baixa, rodeadas por corpos jovens dançando e um mundo de promessas e confusões no horizonte, elas sabiam de uma coisa: ainda estavam vivas. Muito vivas.

E determinadas a ver seus netos amarem com a mesma intensidade com que elas viveram.

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