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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 41

O sol começava a se esconder atrás das colinas quando Taylor estacionou sua caminhonete preta em frente ao bar de madeira, simples e rústico, a poucos quilômetros da fazenda. Era o tipo de lugar onde os homens tiravam o chapéu ao entrar, as garrafas de cerveja vinham sempre geladas e o dono já conhecia os fregueses pelo nome.

Lá dentro, Maurício já o esperava encostado no balcão, rindo de alguma piada que o velho Charles, o dono do bar, acabava de contar. Taylor entrou bufando, tirou o chapéu, coçou a nuca com cara de poucos amigos e foi direto para a mesa onde o cunhado acenava animado.

— E aí, cowboy? — saudou Maurício, já empurrando uma garrafa de cerveja gelada na direção do amigo. — Tá com cara de quem levou coice de mula.

Taylor resmungou algo ininteligível e sentou-se com um suspiro exausto.

— Coice de mula seria gentil demais. Tô mais pra ter sido atropelado por uma carreta desgovernada... chamada Lila.

Maurício engasgou com a cerveja, rindo alto.

— O que a senhorita noiva aprontou agora?

Taylor passou a mão pelos cabelos loiros já um pouco bagunçados pela tensão do dia.

— Vai se mudar pra fazenda, antes do casamento. Com malas, bagagens e aquele monte de sapato que ela tem. — fez uma careta. — Eu juro que essa mulher é pior do que um touro bravo no cio.

— Pior? — repetiu Maurício, arregalando os olhos num fingimento exagerado. — Amigo, se você fosse domador de rodeio, Lila seria sua prova final. Mas me escuta... você vai amar domar essa fera. Aposto meu chapéu.

Taylor revirou os olhos, pegando a garrafa e tomando um gole demorado, como se quisesse se esconder no fundo da bebida.

— Fera não, aquilo é uma onça braba. Daquelas que rosnam só de você respirar perto. E detalhe meu caro cunhado, isso tudo foi uma sugestão da sua namorada, minha adorável irmã.

— Catarina? Mas porque ela sugeriu isso?

— Como porque? Por causa daquele escândalo na boate. Os acionistas da empresa surtaram com aquilo.

— Arriégua e por causa dos surtos de sua noiva, você que paga o pato?

— Pois é. Por causa dela vou ter que me amarrar a onça braba antes do casório. — Taylor disse bebericando a sua cerveja gelada.

— Hahaha! — o amigo bateu a palma da mão na mesa. — É meu amigo e você ainda vai casar com a onça braba.

— Estou sendo obrigado a casar com ela. É diferente.

— No fundo, você tá gostando da ideia. Sei que rola uma química entre vocês dois desde aquela festa aqui na fazenda. — disse Maurício, se recostando na cadeira com um sorriso malicioso.

Taylor olhou para o lado, evitando encarar o cunhado, enquanto passava o dedo pela borda da garrafa.

— Não nego que... ela mexe comigo mesmo. A praga tem um jeito de falar que me deixa virado. É brava, mandona, mas... — suspirou. — Quando me olha com aqueles olhos, e aquele nariz empinado a vontade que eu tenho e de segurar no seu queixo e beijar aquela boca atrevida.

— Viu só? — respondeu Maurício, levantando as sobrancelhas. — Tá lascado, meu irmão. Apaixonado por uma megera de vestido curto e batom vermelho.

— Eu não estou apaixonado, Maurício, só gosto de um bom desafio. — completou Taylor, rindo pela primeira vez.

— E coloca desafio nisso. — disse Maurício, dando um gole longo na cerveja. — Aquela mulher é um furacão com salto alto. Mas sinceramente eu acho, cowboy, que você é o único que vai conseguir acalmar essa tempestade.

— Com os olhos azuis te encarando enquanto você finge que não quer jogá-la contra a parede?

Taylor lançou um olhar de advertência, mas a risada maldosa de Maurício já estava no ar. O amigo inclinou-se sobre a mesa, erguendo a garrafa em um brinde.

— À chegada da tempestade, meu amigo.

Taylor suspirou, resignado. Bateu a garrafa na dele com um leve tilintar.

— À destruição da minha sanidade.

Do lado de fora, a noite avançava silenciosa, com o som distante dos grilos e o farfalhar das árvores embaladas por uma brisa fria. Taylor sabia que não teria mais muitas dessas noites. Em poucas horas, Lila estaria ali. Com suas roupas de grife, seus sapatos de marca, sua boca provocante e aquele jeito de andar que fazia seu estômago se revirar.

— Você tem medo dela, é isso? — perguntou Maurício, como quem lê pensamentos.

— Você já meu viu ter medo de mulher antes? — Mauricio sorriu. — O problema é que ela me tira do eixo. — respondeu, quase num sussurro.

— Eu disse que você está apaixonado…

— E eu já respondi que não. Só estou... atraído, irritado, confuso. Tudo ao mesmo tempo.

Maurício encostou-se na cadeira, cruzando os braços atrás da cabeça.

— Você se lembra de quando a conheceu?

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