O sol começava a se esconder atrás das colinas quando Taylor estacionou sua caminhonete preta em frente ao bar de madeira, simples e rústico, a poucos quilômetros da fazenda. Era o tipo de lugar onde os homens tiravam o chapéu ao entrar, as garrafas de cerveja vinham sempre geladas e o dono já conhecia os fregueses pelo nome.
Lá dentro, Maurício já o esperava encostado no balcão, rindo de alguma piada que o velho Charles, o dono do bar, acabava de contar. Taylor entrou bufando, tirou o chapéu, coçou a nuca com cara de poucos amigos e foi direto para a mesa onde o cunhado acenava animado.
— E aí, cowboy? — saudou Maurício, já empurrando uma garrafa de cerveja gelada na direção do amigo. — Tá com cara de quem levou coice de mula.
Taylor resmungou algo ininteligível e sentou-se com um suspiro exausto.
— Coice de mula seria gentil demais. Tô mais pra ter sido atropelado por uma carreta desgovernada... chamada Lila.
Maurício engasgou com a cerveja, rindo alto.
— O que a senhorita noiva aprontou agora?
Taylor passou a mão pelos cabelos loiros já um pouco bagunçados pela tensão do dia.
— Vai se mudar pra fazenda, antes do casamento. Com malas, bagagens e aquele monte de sapato que ela tem. — fez uma careta. — Eu juro que essa mulher é pior do que um touro bravo no cio.
— Pior? — repetiu Maurício, arregalando os olhos num fingimento exagerado. — Amigo, se você fosse domador de rodeio, Lila seria sua prova final. Mas me escuta... você vai amar domar essa fera. Aposto meu chapéu.
Taylor revirou os olhos, pegando a garrafa e tomando um gole demorado, como se quisesse se esconder no fundo da bebida.
— Fera não, aquilo é uma onça braba. Daquelas que rosnam só de você respirar perto. E detalhe meu caro cunhado, isso tudo foi uma sugestão da sua namorada, minha adorável irmã.
— Catarina? Mas porque ela sugeriu isso?
— Como porque? Por causa daquele escândalo na boate. Os acionistas da empresa surtaram com aquilo.
— Arriégua e por causa dos surtos de sua noiva, você que paga o pato?
— Pois é. Por causa dela vou ter que me amarrar a onça braba antes do casório. — Taylor disse bebericando a sua cerveja gelada.
— Hahaha! — o amigo bateu a palma da mão na mesa. — É meu amigo e você ainda vai casar com a onça braba.
— Estou sendo obrigado a casar com ela. É diferente.
— No fundo, você tá gostando da ideia. Sei que rola uma química entre vocês dois desde aquela festa aqui na fazenda. — disse Maurício, se recostando na cadeira com um sorriso malicioso.
Taylor olhou para o lado, evitando encarar o cunhado, enquanto passava o dedo pela borda da garrafa.
— Não nego que... ela mexe comigo mesmo. A praga tem um jeito de falar que me deixa virado. É brava, mandona, mas... — suspirou. — Quando me olha com aqueles olhos, e aquele nariz empinado a vontade que eu tenho e de segurar no seu queixo e beijar aquela boca atrevida.
— Viu só? — respondeu Maurício, levantando as sobrancelhas. — Tá lascado, meu irmão. Apaixonado por uma megera de vestido curto e batom vermelho.
— Eu não estou apaixonado, Maurício, só gosto de um bom desafio. — completou Taylor, rindo pela primeira vez.
— E coloca desafio nisso. — disse Maurício, dando um gole longo na cerveja. — Aquela mulher é um furacão com salto alto. Mas sinceramente eu acho, cowboy, que você é o único que vai conseguir acalmar essa tempestade.

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