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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 45

O som dos saltos de Lila ecoava pelo assoalho de madeira polida com o ritmo de quem tentava manter o orgulho intacto, ainda que estivesse engolindo a surpresa do destino. Atrás dela, Taylor caminhava em passos largos e silenciosos, carregando duas das caixas menores que não deixou o motorista tocar, não por gentileza, mas por desconfiança.

O clima era tenso e carregado.

Quando pararam diante da última porta do corredor, Taylor girou a maçaneta e empurrou a madeira pesada com naturalidade. O rangido da dobradiça soou como o aviso de que algo, a partir daquele ponto, não teria mais volta.

— Bem-vinda ao meu reino. — murmurou ele, com ironia e os olhos semicerrados.

Lila entrou devagar, e ao cruzar o batente, foi obrigada a parar. Seus olhos passearam por todo o cômodo, tentando absorver o espaço que agora teria que dividir com ele.

O silêncio do quarto recém-invadido por malas de luxo era cortado apenas pelo leve zumbido do ventilador de teto, que girava preguiçosamente, como se pressentisse que a brisa naquela noite não seria suficiente para refrescar os ânimos entre os dois.

O quarto era surpreendentemente amplo, muito maior do que qualquer um dos cômodos que ela viu ao longo do corredor. As paredes eram revestidas com lambris de madeira escura, bem lustradas, e havia uma imensa janela de vidro com cortinas bege abertas, revelando a vista para o campo e os cavalos pastando no fundo.

Lila parou ao lado da cama, com os dedos ainda segurando firme a alça dourada da sua mala Louis Vuitton. Seus olhos vasculharam o espaço ao redor, absorvendo cada detalhe. As paredes de madeira escura, os móveis rústicos perfeitamente organizados, o couro polido da poltrona, o chão de tábuas largas impecavelmente encerado.

Tudo ali exalava Taylor.

Cada centímetro do quarto parecia gritar o nome dele, desde os chapéus pendurados atrás da porta até o cheiro amadeirado misturado ao do sabão em pó masculino que pairava no ar.

Tudo exalava masculinidade. Mas não era o tipo de desleixo de um solteirão inveterado. Pelo contrário, o ambiente era limpo, arrumado, como se o caos que existia dentro de Taylor se compensasse ali, naquele refúgio de ordem e silêncio.

Mas foi a cama que a fez engolir em seco.

Grande, imensa, na verdade. King-size, com lençóis escuros perfeitamente esticados, travesseiros dispostos com simetria militar e uma colcha grossa que parecia guardar o calor de noites silenciosas e intensas. Lila sentiu uma onda estranha subir pelo corpo. Não era desconforto, nem era exatamente desejo. Era algo entre os dois. Uma antecipação inquieta, um desconcerto que a fazia perder o ar por meio segundo.

Imaginou-se deitada naquela cama e ao lado dela, o corpo quente e firme, de Taylor. A respiração dele próxima à sua nuca, o braço pesado atravessando sua cintura durante a madrugada, os lençóis bagunçados, os joelhos roçando sob o tecido, a textura da pele dele, bronzeada, firme, coberta por aquele calor que parecia emanar naturalmente dele.

“Credo, Lila, o que você tá fazendo?” — pensou, piscando rápido, tentando se recompor.

Mas já era tarde porque Taylor havia percebido. E claro, não deixaria passar.

— Algum problema? — perguntou, com um meio sorriso, deixando as caixas em cima da cama.

— Só estou surpresa por não haver palha no colchão. — retrucou, virando de costas para disfarçar o rubor.

Ele deu um passo à frente, cruzou os braços e respondeu:

— Posso providenciar, se preferir algo mais... rústico.

Lila bufou, tirando o blazer dos ombros com um movimento delicado.

— Já me basta o animal rústico com quem vou ter que dividir o teto.

Taylor riu.

— Vai ver você gosta.

— Vai ver... você é mais suportável dormindo do que acordado.

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