Entrar Via

Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 52

Lila Montgomery

— Vamos selar ele? — perguntei ao vaqueiro, mantendo minha voz firme, os olhos ainda fixos na imponência viva que era Diablo.

O homem, um sujeito moreno de pele curtida pelo sol e chapéu gasto pelo tempo, hesitou. O olhar dele passou de mim para o cavalo e voltou como se quisesse dizer “a senhora tem certeza?”, mas não tivesse coragem. Depois, baixou os olhos como quem conversa com o destino.

— Ele não gosta muito que encostem, senhora. É um cavalo selvagem. Bravo mesmo. Não é só jeito de dizer. — Ele coçou a barba rala com os dedos manchados de terra. — Só o dono costuma montá-lo.

— Pois bem… — respondi com a calma de quem sabe que já venceu a disputa antes mesmo dela começar. Levei os dedos à testa de Diablo, roçando de leve na pelagem negra como ébano polido. — Hoje ele vai abrir uma exceção. — disse sorrindo.

Não era arrogância. Era certeza. Uma daquelas certezas que não se explicam, só se sentem no fundo do estômago. Diablo havia me aceitado. Eu não precisava de mais ninguém me dizendo o contrário.

O vaqueiro soltou um suspiro resignado, como quem cede ao inevitável. Virou-se e desapareceu no fundo do estábulo, os passos de suas botas ecoavam entre o som abafado dos cavalos e o farfalhar do feno.

Eu permaneci ali, ao lado de Diablo, com a mão sobre seu pescoço quente. Ele não recuava, não me evitava, inclinava-se discretamente, como se se aproximar de mim fosse instintivo.

Catarina ainda estava perto, encostada na lateral da porta com os braços cruzados e o olhar estreito como o de uma águia caçando sinais. Aquilo não era só sobre montar um cavalo, e ela sabia. Havia algo acontecendo, algo que rompia uma barreira invisível, uma linha que, uma vez cruzada, não poderia ser desfeita. Nem ela ousou brincar com isso.

O vaqueiro voltou carregando a sela. Era uma peça robusta de couro negro, pesada e marcada pelo uso, mas impecavelmente cuidada. As tiras pendiam dos lados, soltas, como serpentes prestes a se enrolar num ritual.

Ao ver o equipamento, Diablo relinchou, como quem reconhece uma velha batalha. Mas não se moveu. Eu sussurrei coisas sem sentido próximo à sua orelha, talvez fosse o som da minha voz, talvez fosse a entrega no gesto, mas algo nele relaxou. Ele baixou levemente a cabeça, como um acordo silencioso.

Ajudei o vaqueiro a posicionar a sela sobre o dorso largo de Diablo. Seus músculos retesaram sob meu toque, mas ele não resistiu. Prendi as tiras com precisão, como se aquilo fosse parte de mim desde sempre. Selá-lo não era só um gesto técnico, era íntimo, quase sagrado. Como um toque de reconhecimento mútuo. A conexão entre nós vibrava como eletricidade sob a pele.

Quando tudo estava ajustado, respirei fundo, agarrei o estribo com uma das mãos e subi com um impulso firme. A sensação foi imediata. Diablo se ergueu ligeiramente como se testasse meu peso, depois arqueou o pescoço com altivez. Podia sentir os seus músculos tensos sob meu corpo como cordas de violoncelo prestes a vibrar.

Dei dois toques sutis com os calcanhares fazendo Diablo relinchar baixo. Ele deu um pequeno salto para frente, selvagem, impulsivo, mas eu o mantive parado, conduzindo-o com pulso firme e corpo fluido, como se dançássemos.

Ele não me derrubou, ele simplesmente me aceitou. Ou melhor, nos aceitamos.

— Santo Deus, Lila... — ouvi a voz de Catarina atrás de mim, carregada de surpresa. — Você domou o maldito em dois minutos.

— Eu não domei ninguém — falei sem desviar os olhos da trilha que se abria diante do estábulo. — Ele confia em mim, assim como eu confio nele.

A sela rangia levemente sob mim, era o som provocado pelo couro aquecido. O peso de Diablo era uma força viva que me sustentava, e eu sentia cada fibra de seu corpo como se fosse uma extensão do meu.

Foi então que ouvi vozes vindo da casa principal. Não precisava me virar para saber quem era.

Minha espinha se enrijeceu, instintivamente. Puxei levemente as rédeas e levei Diablo até a sombra de uma árvore próxima, parando ali com o corpo ereto e o olhar elevado, como uma amazona que sabe o que está fazendo ou aprendeu a fingir muito bem.

Diablo permanecia imóvel sob mim, como se compreendesse a importância da cena.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário