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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 53

Lila Montgomery

O vento cortava meu rosto enquanto Diablo ganhava velocidade, como se ele também estivesse aproveitando aquela pequena rebelião. A sensação de liberdade era tão intensa que me deu vontade de rir. Um riso leve, que saiu espontâneo. Pela primeira vez desde que cheguei àquela fazenda, me senti exatamente onde deveria estar.

O campo se estendia à minha frente, dourado, infinito, os capins altos dançando com o vento, e Diablo voava por ele com a elegância de quem nasceu para aquilo. Cada movimento dele era puro instinto, força, beleza crua. Eu não montava o cavalo, eu era parte dele. Estávamos em absoluta harmonia, como se ele soubesse o que fazer antes mesmo de eu pensar.

Não sei quanto tempo galopei. Minutos? Horas? O tempo deixou de importar. Diablo era rápido, leve, e ao mesmo tempo uma explosão de força contida. O som dos cascos batendo contra a terra era hipnótico, e o cheiro da manhã, aquele cheiro de terra molhada, capim recém-cortado, parecia me embriagar.

Reduzi a marcha dele aos poucos até parar completamente perto de um pequeno lago, escondido entre salgueiros e pedras. Havia um silêncio ali que parecia abençoado. Respirei fundo, escorregando para fora da cela com cuidado. Diablo bufou e abaixou a cabeça para beber água, como se aquele fosse seu lugar favorito.

Aproximei-me da beirada e sentei numa pedra plana, observando a superfície espelhada do lago. Meu coração ainda batia acelerado, não só por causa do galope, mas pela sensação de pertencimento, pelo desafio. Porque eu sabia que Taylor viria atrás. Sabia que ele não aceitaria isso assim tão fácil.

O som dos cascos cortava o silêncio da manhã. Eu ainda estava sentada à beira do lago quando ele apareceu entre as árvores. Não precisei olhar para saber quem era. O peso da presença de Taylor se adiantava ao som do cavalo. Era como se o ar ficasse mais denso, mais quente, mais carregado.

Ele desmontou num movimento brusco, com os olhos cravados em mim como se pudesse me despir com um simples olhar.

— Você enlouqueceu? — disparou, com a voz carregada de fúria contida.

Permaneci onde estava, erguendo o rosto na direção dele com a calma de quem tem o controle, ou finge muito bem que tem.

— Você montou o meu cavalo. — Ele se aproximou com passos firmes. — Ninguém monta Diablo. Nem mesmo os peões mais experientes. Nem Maurício. Nem eu deixo qualquer um chegar perto dele. E você simplesmente…

— Tentei e consegui. — levantei, lentamente. — Porque ele quis. Porque ele me aceitou.

Taylor parou diante de mim. Muito perto. Tão perto que consegui sentir o calor que emanava do seu corpo, o cheiro amadeirado do suor, da terra e do café. O maxilar dele estava tenso, os olhos intensos e indecifráveis.

— Você podia ter se machucado. Podia ter quebrado o pescoço. — disse, mais baixo agora. A raiva dando lugar a algo mais vulnerável. — Eu… me preocupei, droga.

Me aproximei, só um pouco, o suficiente para que nossas respirações se encontrassem no espaço entre nós.

— E por que isso te incomoda tanto, hein? — perguntei, num sussurro quase insolente. — Porque eu montei seu cavalo… ou porque você perdeu o controle?

— Você está me enlouquecendo Lila…

Minha boca se abriu, pronta para retrucar com alguma piada, mas não consegui. O jeito como ele me olhava… não havia espaço para ironia.

Taylor apertou os olhos, como se lutasse contra alguma coisa dentro de si. E então, sem aviso, avançou.

Sua mão deslizou da minha cintura até a base das costas e então me puxou com força. Seu quadril se chocou contra o meu. Minhas mãos foram parar em seu peito, por reflexo, mas ele não recuou. Seus olhos procuraram os meus por um segundo. Um segundo longo, como se pedissem permissão ou dissessem “chega”.

E me beijou.

A boca de Taylor era quente, intensa, decidida. Não havia hesitação, só necessidade. Como se o mundo fosse um incômodo e só restassem nós dois. Sua mão grande pressionava meu quadril contra ele, me deixando sem espaço, sem escolha, me fazendo gemer. Foi um som baixo, involuntário, que escapou pela minha garganta quando a língua dele encontrou a minha.

O mundo inteiro pareceu desaparecer.

Só existia aquele beijo. As bocas se reconhecendo no atrito. As respirações entrecortadas. A fome latente. Não havia mais fazenda, não havia mais brigas, não havia mais provocações afiadas ou diálogos carregados de sarcasmo. Só havia pele, calor, desejo.

Minhas mãos subiram até sua nuca, e ele aprofundou o beijo com uma urgência desesperada. Seu corpo colado ao meu, rígido e quente, e o som do vento entre as árvores era o único ruído além da nossa respiração.

Diablo permaneceu ali, estático, como uma sentinela silenciosa daquela cena que jamais deveria estar acontecendo. Como se até o cavalo compreendesse o que havia ali.

Mas então… vozes.

— Ah. Me desculpa. — disse alguém, surpresa.

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