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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 56

Clara Santos

O peso da cesta nos braços não era nada comparado ao peso dentro do meu peito.

Caminhei pela trilha em direção a casa principal, ignorando o chamado de Mariana. Precisava de um tempo, um tempo para tentar esquecer a cena que vi. Taylor beijando a garota rica. Ele a beijava como se o mundo inteiro tivesse parado, como se ela fosse o centro de tudo.

Por mais que eu já soubesse sobre o casamento, no fundo eu tinha esperança que tudo isso iria terminar, mas o beijo que ele deu nela, a forma que seus braços envolveram o corpo dela, disse tudo: Ele gostava dela.

Quando eles se separaram, eu ainda fiquei olhando, como se meu corpo tivesse esquecido como se mexe. Eu nem consegui esconder que aquilo me magoou. Por um instante, deixei escapar. A verdade, o sentimento, o desespero silencioso. Tudo ali, estampado no rosto. A menina que sempre soube que não tinha chance, mas que mesmo assim sentia.

Apertei os dedos na alça da cesta. Alguns ovos se moveram, rangendo entre si. Eu tinha que tomar cuidado. Era preciso delicadeza, mesmo quando tudo dentro da gente está em ruínas.

O portão da fazenda surgiu diante de mim. Respirei fundo antes de empurrá-lo com o ombro. O rangido familiar me recebeu como sempre, mas dessa vez soou diferente, mais melancólico.

A casa estava adiante, com suas janelas acesas e a varanda cheia de vida. As risadas se misturavam aos sons do final do dia, o mugido de alguma vaca ao longe, o latido preguiçoso de um dos cães, o zunido dos insetos no mato. Tudo como sempre.

Mas eu… eu não era a mesma.

Atravessei o quintal, mantendo o olhar baixo. Ignorei Catarina e ela que estavam encostadas na cerca da varanda, não queria encará-la novamente, não queria que ela fosse capaz de ver a dor estampada nos meus olhos. Eu não a odeio, eu a invejo. Porque ela tem aquilo que eu mais desejava: Ele.

Abracei a cesta com mais força e entrei pela cozinha, tentando não fazer barulho. Coloquei os ovos com cuidado sobre a bancada. Meus dedos tremiam. Um dos ovos quase escorregou, mas consegui segurá-lo a tempo. Engoli o susto junto com a vontade de chorar.

“Você precisa parar com isso, Clara.”

A voz dentro da minha cabeça era dura, prática. A mesma que sempre me ajudou a sobreviver. Mas hoje, ela parecia falha. Como se tivesse se cansado de repetir o óbvio.

“Ele vai se casar. Ele deseja outra. E você… você nunca significou nada.”

Fechei os olhos por um momento, apoiando as duas mãos na bancada. Sentia uma pontada atrás dos olhos, uma pressão no peito. Mas eu não podia desabar, ainda não.

— Clara?

A voz de Maria me fez virar de súbito.

Ela estava na porta, com um pano de prato jogado sobre o ombro e a expressão preocupada. Seus olhos percorreram meu rosto em silêncio. E eu soube, na mesma hora, que ela percebeu, ou ao menos suspeitou.

Tentei sorrir. Mas foi um sorriso torto, forçado, daqueles que mais denunciam do que disfarçam.

— Trouxe as coisas que me pediu Maria. — respondi, rápido demais.

Maria deu um passo à frente, sem dizer nada por alguns segundos.

— Está tudo bem, querida?

— Só tô com um pouco de dor de cabeça, não é nada demais.

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