A madrugada mergulhava na fazenda Sun Valley, num silêncio espesso, úmido, quase sagrado.
No quarto, o abajur apagado deixava tudo envolto numa penumbra azulada. O mundo lá fora parecia distante. Nem mesmo o som da chuva restava. Só o tique-taque discreto do relógio na parede e duas respirações, suaves, entrelaçadas no escuro.
Taylor dormia, ou quase.
O calor no quarto havia se tornado um manto espesso. E o corpo dele, grande e acostumado com noites solitárias, agora estava misturado a outro. Um corpo menor, macio, inquieto mesmo em sono profundo.
Lila.
Durante a noite, ela se moveu no colchão com a naturalidade de quem pertence ao espaço. Primeiro, virou-se de costas para ele. Depois, se aproximou sem perceber, como se fosse atraída por algo além da razão e por fim, se aninhou em seu peito, jogando a perna sobre a cintura dele, e a coxa nua roçando no tecido da calça de moletom.
Taylor respirou fundo tentando conter o calor que subia pelo seu corpo e se concentrava em áreas específicas. Mas tudo piorou quando ele sentiu.
Taylor acordou lentamente, com um incômodo estranho entre as pernas. A respiração estava pesada e o corpo em alerta. Algo estava errado, ou muito certo. Sentia um calor sutil, um toque delicado, gentil, mas firmemente instalado dentro da calça.
Seus olhos se abriram de uma vez.
E ali estava ela.
Lila dormia tranquila, com os lábios entreabertos, os cabelos desalinhados em ondas douradas sobre o travesseiro. Uma expressão serena, quase inocente. Mas o resto do corpo…
Ah, o resto…
A coxa dela estava jogada sobre a dele, roçando sua virilha como se buscasse mais calor. E a camisola? Aquele pedaço de nada branco agora estava enroscado em sua cintura, expondo metade da coxa, parte do quadril e o contorno nítido do seio esquerdo, sob o tecido fino, que subia e descia com cada suspiro dormido.
Mas foi quando ele olhou para a própria cintura que o ar lhe faltou de vez.
A mão dela… estava dentro da calça dele, por dentro do elástico.
A pele suave da palma repousava exatamente sobre seu membro, que agora pulsava com força, instintivo, faminto, endurecendo com cada segundo que passava em contato com ela. Era como se o simples toque adormecido dela tivesse acendido todos os nervos em seu corpo.
Taylor mordeu o lábio inferior com força, tentando manter o controle.
— Merda… — resmungou baixinho, sentindo o peito arfar.
O membro pulsava em resposta ao toque involuntário.
Ele não ousava se mover. Qualquer gesto, qualquer ruído… e ela poderia despertar. Ou pior, apertar. Mesmo sem intenção. E, Deus, ele não sabia se queria que ela acordasse… ou que aquilo continuasse por mais um minuto.
O cheiro da pele dela se misturava ao seu. O perfume suave do creme de lavanda, o calor do corpo feminino em brasa contra o seu, o peso da coxa sobre seu quadril, e aquela mão. Aquela maldita, bendita, provocante mão.
A mente dele era um caos.
“Ela tá dormindo.”
“Você não pode reagir.”
“Mas porra… como não reagir?!”
A ereção latejava sob os dedos dela. Ele apertou os olhos, tentando se concentrar em qualquer outra coisa. O frio do chão, a voz de Maria gritando sobre as tarefas do dia. Diablo empacando no pasto. Qualquer coisa.
Mas tudo o que sua mente via era Lila.
Lila nua.
Lila acordando.
Lila percebendo onde estava sua mão.
Lila não tirando a mão.
Ele soltou um gemido abafado, quase imperceptível.
E então ela se mexeu. Os dedos escorregaram um centímetro a mais, involuntários. Um toque mais direto, mais íntimo, um sopro de insanidade.
Taylor apertou os olhos com mais força.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário