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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 59

O sol da manhã filtrava-se delicadamente pelas cortinas da cozinha, tingindo o ambiente com um dourado acolhedor. A mesa, como em todas as manhãs na fazenda Sun Valley, era um espetáculo digno de capa de revista. Tinha de tudo: sucos coloridos em jarras de vidro, frutas frescas cortadas com precisão quase artística, uma travessa de pão de milho ainda soltando vapor, queijo meia-cura derretido sobre o pão de forno recém-saído da chapa, ovos mexidos com manteiga da fazenda, bolos altos e macios, café forte e aromático em garrafas térmicas. Havia também uma tigela de iogurte com mel ao lado de uma travessa de granola caseira, detalhe de Catarina, é claro e flores do jardim recém-colhidas por Maria, que fazia questão de espalhar beleza até nas coisas mais simples.

O cheiro de café recém-passado misturado ao doce tostado do milho e ao perfume de lavanda vindo da roupa de mesa criava uma aura tão maternal, tão plena, que era impossível entrar naquela cozinha sem sentir o coração aquecido.

Catarina já estava ali, sentada na ponta da mesa, com as pernas elegantemente cruzadas, o celular numa mão e uma generosa fatia de bolo de milho na outra. Tinha os cabelos presos num coque despretensioso e um vestido floral leve que realçava a doçura contrastante com o brilho de malícia nos olhos. O canto da boca denunciava um sorriso quase debochado. Quem a conhecia sabia: Catarina estava farejando algo. E, pela expressão concentrada no rosto, provavelmente era fofoca da boa.

Enquanto isso, Maria, a matriarca do calor doméstico, circulava pela cozinha com seu avental florido, cantarolando uma antiga moda de viola, daquelas que só ela conhecia a letra completa. Ela arrumava pratos, recolocava guardanapos com detalhes de crochê no lugar certo, ajustava talheres como se estivesse prestes a receber uma comitiva real. Era assim todos os dias, mas Maria dizia com orgulho que “quem começa o dia com beleza, começa com o coração leve”.

E foi nesse cenário bucólico, cheio de aromas e promessas de tranquilidade, que Taylor entrou na cozinha.

Mas havia algo errado. Algo muito errado.

Ele entrou devagar demais. Caminhava como quem mede os passos para não tropeçar na própria consciência. A camisa jeans aberta no colarinho deixava parte do peito à mostra, os cabelos ainda úmidos, certamente de uma ducha gelada que, ao que tudo indicava, falhara miseravelmente em cumprir seu propósito de esfriar o sangue quente que pulsava sob aquela pele bronzeada de cowboy. E o olhar de Taylor vinha carregado de um brilho malicioso, de um segredo indecente escondido atrás da expressão.

Maria, experiente como era, captou o clima de imediato. Franziu o cenho e apoiou uma das mãos na cintura.

— Dormiu mal, moço? Tá com cara de quem brigou com o travesseiro… ou com a consciência — comentou, semicerrando os olhos enquanto se aproximava da mesa com a leiteira.

Taylor pegou uma caneca e serviu-se de café, evitando qualquer contato visual.

— Foi uma dormida… diferente. — respondeu, numa tentativa falha de soar casual.

Catarina ergueu os olhos do celular na hora. A isca tinha sido lançada. Ela sorveu um gole de suco de laranja com a elegância de uma atriz de teatro antes de lançar a pergunta com falsa inocência:

— Diferente como? Teve pesadelo? Ou foi algo mais… físico?

O silêncio que se seguiu foi interrompido por passos no corredor. Rápidos, determinados, quase desafiadores.

E então, Lila surgiu na porta da cozinha.

Parou ali por um instante, como uma atriz principal aguardando o momento certo de entrar em cena. Os olhos varreram o ambiente com uma precisão calculada, mas o leve rubor em suas bochechas a traiu. Usava uma saia jeans curta, as pernas expostas e bem cuidadas, uma blusinha branca de algodão amarrada na cintura, revelando a curva do ventre, e o cabelo preso num coque frouxo, do qual escapavam mechas rebeldes que caíam sobre a nuca com charme inconsciente. A maquiagem era leve, quase imperceptível, mas havia algo no jeito como ela mantinha os lábios entreabertos, no brilho nos olhos… Algo que contava uma história silenciosa da qual só dois ali pareciam lembrar com cada músculo do corpo.

Taylor, ao vê-la, quase engasgou com o café.

A tensão se instalou na cozinha com a sutileza de um vendaval prestes a derrubar tudo.

— Bom dia. — disse Lila, com uma voz doce, porém firme, sentando-se com a elegância de uma princesa que sabia exatamente o poder que possuía.

— Pra quem dormiu bem… — murmurou Catarina, já com a boca cheia de bolo, mas sem conseguir disfarçar o prazer da provocação.

Lila, com classe de quem já tinha vencido aquela batalha silenciosa, ignorou. Pegou uma fatia de pão, passou manteiga com movimentos lentos, quase cerimoniais. Cada gesto parecia um ensaio. Taylor a observava como se estivesse hipnotizado. Os olhos iam dos dedos finos segurando a faca, à curva exposta do pescoço, ao cruzar calculado das pernas sob a mesa, um gesto milimetricamente pensado para provocar.

Ela percebeu o olhar. E sorriu de soslaio.

— Algum problema, Taylor? Está… distraído? — perguntou, sem levantar os olhos.

Ele ergueu as sobrancelhas, fingindo surpresa, como se tivesse sido pego numa armadilha armada por ele mesmo.

— Só curioso. Tô tentando entender como você acordou tão… disposta… depois de uma noite… intensa.

Catarina engasgou com o suco. Maria parou no meio do caminho com a leiteira na mão. O mundo pareceu congelar por dois segundos.

— Como é que é?! — exclamou Maria, com o olhar entre a indignação e o riso contido.

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