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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 64

O riacho serpenteava suavemente pela paisagem, como uma fita de prata líquida escorrendo entre pedras cobertas de musgo e raízes retorcidas que se projetavam das margens. A vegetação densa ao redor criava um abraço natural, protegendo aquele pequeno paraíso do resto do mundo. As folhas balançavam preguiçosas ao toque da brisa, e a luz do entardecer filtrava-se entre as árvores, pintando o cenário com pinceladas de dourado, laranja queimado e lilás. Era como se alguém tivesse pegado um pedaço de céu e dissolvido na água.

O som do riacho encontrando as pedras formava uma melodia serena e constante. Um sussurro de paz, uma promessa de alívio. E havia um perfume... o perfume da natureza crua: mato amassado, terra molhada, flores silvestres abertas demais pelo calor do dia.

Lila parou bem na beira da margem, com os braços cruzados à frente do peito, o vestido branco esvoaçando ao redor das coxas. Estava descalça, os dedos dos pés afundavam na terra úmida, e a brisa da tarde começava a esfriar, fazendo sua pele arrepiar em ondas. Sentia o frescor tocar seus braços, seu pescoço, fazendo seus fios soltos de cabelo dançarem contra sua nuca.

— Vai entrar ou vai só posar de escultura romana? — perguntou Catarina, mergulhada até os ombros na água cristalina, com os olhos brilhando com aquele humor irreverente que só ela possuía. O cabelo preso num coque frouxo, as gotas de água escorriam do pescoço até os ombros bronzeados. Ao seu lado, Maurício a olhava como um homem faminto olha para um banquete, com adoração e pura lascívia.

Lila fez uma careta, sem conseguir esconder o sorriso divertido que ameaçava nascer nos lábios.

— Eu não vou entrar nessa água gelada nem sob tortura. — Ela estremeceu, olhando para a superfície prateada que refletia o céu em tons irreais. — Só de olhar já me deu frio até nos ossos. Vocês são loucos.

— Loucos, mas felizes! — Catarina riu, nadando até os braços de Maurício, que a recebeu com facilidade. — Vem cá, seu danado…

O beijo que se seguiu não era para olhos castos. Era molhado, urgente, cheio de saudade e desejo. Os dois se afundaram um no outro como se o mundo ao redor tivesse derretido. Um beijo foi abafado pelo som da água, pelo crepitar das folhas e pelo calor que ainda restava no ar.

Lila suspirou, tentando não pensar demais.

Caminhou com passos cuidadosos até uma pedra larga coberta de musgo, bem próxima da borda. Sentou-se com delicadeza, cruzando as pernas com elegância, fazendo o vestido se moldar ao corpo. Os pés tocaram a água gelada lhe dando um choque reconfortante, quase como um chamado.

Fechou os olhos.

Por um momento, deixou que o silêncio a abraçasse. Ouviu o som da própria respiração, da água correndo, do riso abafado de Catarina ao fundo. Ali, naquela pintura viva, tudo parecia suspenso. O tempo, as dúvidas, até mesmo o nome de Taylor que latejava como um tambor no fundo de sua mente, suavizou.

Até que algo quebrou o encanto.

Um farfalhar abrupto veio de trás, da mata baixa. Rápido, impaciente, como se alguém, ou algo, tivesse se aproximado.

Lila abriu os olhos, sentindo o coração acelerar. Virou o rosto devagar, os pelos da nuca se eriçaram e ela buscou a cunhada com os olhos não a encontrando. Temerosa, ela sussurrou baixinho:

— Catarina...? — sentiu um frio estranho percorrer a espinha ao perceber que estava sozinha.

Mais um segundo e o mato se moveu novamente e então surgiu um porco-do-mato pequeno, ágil, com olhos curiosos e a fuça vasculhando o solo. Era pequeno, sim, mas selvagem o suficiente para disparar o instinto de pânico em qualquer um.

— AAAAAH! — Lila gritou, desequilibrando-se para trás ao tentar se levantar.

Mas o pé escorregou no musgo, e tudo culminou num tombo espetacular direto na água.

O mergulho foi desajeitado, caótico fazendo a água espirrar alto, molhando as folhas ao redor, cobrindo pedras e até Catarina e Maurício, que riram sem culpa. Lila emergiu segundos depois, tossindo, com o cabelo grudado à testa e os olhos arregalados.

— AI MEU DEUS! — gritou, com a voz aguda de susto. — ESSA ÁGUA TÁ UM INFERNO!

E antes que qualquer um pudesse responder… uma gargalhada cortou o silêncio da trilha, forte e grave como trovão.

Taylor estava apoiado casualmente num tronco, com os braços cruzados sobre o peito largo, rindo. Ria alto, sem vergonha, como se acabasse de assistir à melhor cena de comédia de sua vida.

— Que jeito elegante de entrar no riacho, senhorita Montgomery! — provocou, ainda rindo. — Faltou só um pato gritando socorro!

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