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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 65

A noite havia se assentado de vez sobre a fazenda, trazendo consigo um frescor úmido que entrava pelas frestas das janelas como dedos invisíveis, tocando cada canto da casa. Lá fora, o vento carregava o cheiro da terra molhada e do capim, misturado ao aroma distante e aconchegante de lenha queimando. Era um perfume que abraçava, mas também despertava lembranças.

A casa principal estava mergulhada num silêncio raro, não era um silêncio morto, mas aquele silêncio vivo, que só se forma quando o mundo decide se recolher por algumas horas. Os ruídos do dia haviam se dissolvido, deixando apenas a respiração tranquila de quem estava junto, mas sem pressa de falar.

Na sala, a lareira acesa crepitava baixinho, seu fogo lançava línguas douradas que dançavam no ar e projetavam sombras trêmulas pelas paredes. A luz âmbar pintava tudo com uma intimidade quente, quase cúmplice, como se guardasse segredos que não ousava revelar.

Taylor estava afundado numa das poltronas de couro envelhecido, com as pernas afastadas e os cotovelos firmes sobre os joelhos. O olhar estava fixo nas chamas, mas não perdido. Ele parecia mais calmo que o habitual, porém, havia uma tensão invisível ali, como se estivesse em estado de alerta sem motivo aparente. Vestia uma camisa de algodão escura, de tecido macio, e uma calça jeans gasta que denunciava anos de uso. O cabelo, ainda estava úmido do banho e algumas mechas caiam sobre a testa. Sua pele exalava um leve aroma de sabonete masculino que se misturava ao cheiro da sala.

Maurício estava sentado no sofá, um pouco mais relaxado. O braço apoiado no encosto, o corpo reclinado de lado, e aquele jeito satisfeito de quem sabe que o dia rendeu. Entre ele e Taylor havia um silêncio que não incomodava, ao contrário, era carregado de compreensão. Era o tipo de silêncio que existe entre dois homens que conhecem as próprias histórias, as próprias dores e, talvez, os próprios desejos.

Catarina foi a primeira a quebrar essa quietude.

A loira surgiu da cozinha com um riso preso, daqueles que só ela entendia. Usava um short branco tão curto que a barra quase desaparecia quando se movia, e uma camiseta de alças finas, colada ao corpo bronzeado pelo sol. O coque alto no cabelo deixava alguns fios escapando, caindo displicentes pela nuca. Trazia duas canecas nas mãos e, sem cerimônia, se jogou ao lado de Maurício, esticando as pernas sobre o colo dele com a intimidade natural de quem não pede licença.

— Gente, eu tive uma ideia brilhante. — anunciou, com um brilho de travessura no olhar. — A gente devia beber. Só um pouquinho, pra encerrar o dia como se deve.

Taylor ergueu uma sobrancelha, desconfiado.

— Beber?

— Sim, beber. Ou é proibido? Só vocês, os grandes e viris homens da fazenda, têm direito a um brinde? — retrucou Catarina, cruzando os braços e encarando o irmão como se fosse um desafio.

Ele abriu um meio sorriso.

— Não sei se é uma boa ideia.

— Eu acho ótimo. — A voz veio de outro canto da sala, carregando consigo algo que fez o ar mudar. — Para me fazer esquecer o fiasco que foi aquele banho no riacho.

Lila apareceu, caminhando descalça sobre o piso de madeira com passos lentos e arrastados. Parecia não ter pressa de chegar, mas cada movimento seu prendia a atenção. Usava um short fino, de cintura alta, que abraçava as curvas das pernas e do quadril. A camiseta, larga, deixava uma das mangas cair sobre o braço, expondo o ombro nu, a pele clara, a alça preta e rendada do sutiã e a linha suave da clavícula. O cabelo, ainda estava úmido e caia solto pelas costas, espalhando um aroma fresco que misturava sabonete e algo doce.

Taylor olhou para ela por dois segundos a mais do que seria educado. Dois segundos que, para quem observasse, poderiam passar despercebidos, mas que para ele foram longos o bastante para sentir um calor estranho subir pelo corpo. Praguejou mentalmente e desviou rápido o olhar, como se nada tivesse acontecido.

— Ainda magoada? — ele perguntou, provocando, sem virar o rosto.

— Um pouquinho. — Lila respondeu com um sorriso enviesado. — Mas admito que a cena deve ter sido engraçada. Do meu ponto de vista, nem tanto.

— A gente riu, sim. — Catarina se meteu, rindo alto. — Mas você está ótima agora. Nem parece que quase congelou.

Lila se sentou devagar no tapete felpudo, bem em frente à lareira. Cruzou as pernas, apoiou o queixo sobre o joelho dobrado e ficou olhando o fogo. O calor do braseiro aquecia a pele, mas havia outro frio, mais fundo, que não vinha de fora. Um frio com nome e endereço: Taylor. E, junto dele, um calor incômodo, que ela também não queria admitir.

De repente, Catarina saltou do sofá como um furacão.

— Pera aí! Eu tenho uma coisa perfeita para esse momento. — E desapareceu pelo corredor, rindo para si mesma.

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