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Casamento Forçado: O Cowboy com quem me casei era Bilionário romance Capítulo 66

A sala estava envolta num calor denso, não apenas o calor físico que vinha da lareira, mas aquele calor invisível que nasce de olhares que se evitam, de palavras engolidas e de provocações que ainda ardem na pele. O cheiro da cachaça artesanal de Dona Severina se misturava ao aroma de madeira queimada e ao perfume leve de sabonete, creme e suor limpo que cada um carregava. A garrafa repousava quase vazia sobre a mesa de centro, inclinada como uma testemunha silenciosa dos excessos da noite. Ao redor dela, os copinhos esquecidos sobre o tapete pareciam pequenos troféus de uma disputa que não tinha vencedor definido, pelo menos, não ainda.

Catarina já tinha se rendido de corpo e alma à embriaguez. O coque alto que antes segurava seus cabelos estava caindo, e alguns fios úmidos colavam-se à testa por causa do calor da lareira. Um sorriso bobo estava nos seus lábios, os olhos azuis estavam menores e sua voz estava mais lenta do que o normal.

Ela se aproximou de Maurício, apoiou as mãos nos ombros dele e, inclinando-se até que seus lábios quase tocassem a orelha do namorado, sussurrou com um tom infantil e atrevida:

— Amor… eu quero transar.

Maurício piscou, surpreso. A reação foi quase cômica, seus olhos se arregalaram, a boca se abriu e fechou duas vezes antes que ele conseguisse articular alguma palavra. Ele olhou rápido para o lado, e deu graças a Deus pelo cunhado, aparentemente, não ter ouvido.

Taylor estava com um olhar divertido, recostado na poltrona, com os cotovelos apoiados no joelho enquanto Lila estava deitada no sofá da frente, com o rosto sob a almofada.

Taylor não ouviu, mas Lila sim e não perdeu a chance de falar:

— Catarina, pelo amor de Deus! — soltou entre gargalhadas. — Nem pra sussurrar? Descrição morreu e ninguém me avisou?

Catarina ergueu uma sobrancelha, ainda rindo, e deu de ombros.

— Que foi? Todo mundo aqui já sabe que eu e o Maurício somos fogosos. Eu só tô sendo prática.

Maurício, com as bochechas coradas, tentou soar firme:

— Ei, sua maluquinha… já deu por hoje. Tá na hora de dormir.

— Mas eu tô com fogo, amor… — insistiu ela, fazendo um bico tão teatral que fez Lila rir de novo.

— Eu levo você pro quarto. A gente resolve esse fogo com cobertor e chá.

— Ou com você sem camisa… — Catarina completou, maliciosa. — me amarrando na cama, ou cavalgando em cima de você…

— Opa, opa maluquinha, acho melhor nos recolhermos.

Taylor soltou um riso abafada, balançando a cabeça. Maurício apenas suspirou, resignado, e a pegou no colo como se fosse a coisa mais natural do mundo. Catarina se aconchegou, passando os braços pelo pescoço dele e brincando com a gola da sua camisa.

— Boa noite, bêbada número um. — murmurou Lila, com a voz falhando, um sorriso preguiçoso e os olhos brilhando.

— Boa noite, bêbada número dois! — Catarina respondeu, arrastando as palavras, antes de desaparecer pelo corredor com Maurício.

O silêncio que se seguiu era quase intenso. Só o estalar das brasas e o sussurro do vento lá fora se faziam ouvir.

Lila permaneceu estirada no sofá, o corpo entregue, o rosto apoiado na almofada bordada. O cabelo bagunçado caía em ondas sobre o ombro, e a camisa de mangas compridas havia subido o suficiente para revelar a curva lisa das coxas. O short fino, gasto e justo, parecia mais curto do que nunca, e o cobertor que antes cobria seus ombros escorregava lentamente.

Um arrepio sutil percorreu a pele dela, começando na nuca e descendo pela espinha, denunciado pelo leve estremecimento dos ombros.

Taylor, que até então parecia imerso em seus próprios pensamentos, respirou fundo. O som escapou pesado, como se a decisão que ele estava prestes a tomar tivesse peso.

Levantou-se com calma, sentindo o corpo responder ao dia de trabalho duro e a cachaça que ajudou a amolecer seus músculos. Os passos foram firmes, mas desacelerados, como se ele quisesse ganhar tempo.

Quando chegou ao sofá, ficou parado por alguns segundos, apenas olhando para ela. A respiração lenta, os lábios entreabertos, a pele iluminada de dourado pelo reflexo da lareira.

Era linda.

Linda demais para estar ali, tão próxima, e ainda assim proibida de verdade.

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