Taylor sentia o calor de Lila como se ela fosse feita de puro incêndio. O corpo dela encaixado sobre o dele era uma tortura deliciosa. O peso leve, mas presente, pressionava seu colo de um jeito que ele já não conseguia ignorar. Cada vez que ela se movia, mesmo que pouco, o atrito incendiava sua pele através do tecido da calça.
O cheiro dela, uma mistura de banho quente, perfume doce e álcool, invadia seus sentidos. Cada vez que ela soltava o ar, o hálito quente roçava seu pescoço, e aquilo parecia entrar direto na corrente sanguínea dele. As mãos grandes de Taylor estavam presas na cintura dela, os dedos afundando na pele por cima do tecido fino, como se quisessem segurar uma fera prestes a escapar.
Mas ele não sabia se queria segurá-la… ou impedir a si mesmo.
— Lila… — murmurou, num tom que pretendia ser um aviso, mas já soava rendido. A voz saiu rouca, grave, vibrando no espaço minúsculo entre eles.
Ela não respondeu de imediato. Apenas gemeu, um som baixo, abafado contra seu pescoço, e inclinou o quadril, buscando mais contato, mais fricção. A pressão aumentou, o corpo dela deslizando sobre o dele em um movimento lento, mas carregado de intenção.
Taylor sentiu um arrepio subir pelas costas e trincou o maxilar.
— Por favor, Taylor… — ela murmurou, com a voz carregada de urgência. — Eu preciso… eu tô tão perto…
A frase entrou nele como um golpe. Por um segundo, fechou os olhos e tentou lembrar por que estava resistindo. Mas então veio o calor das coxas dela apertando seus flancos, o quadril se movendo num compasso ainda mais ousado, e o pouco controle que lhe restava se rompeu como um galho seco.
Não disse nada.
As mãos que antes tentavam contê-la subiram, firmes, até segurarem o rosto dela. Os polegares roçaram sua pele quente, e ele a encarou com os olhos azuis escuros, intensos, quase ferozes, fixos nos dela. Havia raiva. Havia desejo. Havia rendição.
E então ele a beijou.
Não foi um beijo contido. Foi um beijo de urgência, de quem não tinha mais espaço para dúvidas. A boca dele tomou a dela com força, como se quisesse se apropriar de cada suspiro. A língua invadiu, explorando sem piedade, misturando o gosto do álcool, do calor e de algo que era só deles dois.
Lila gemeu contra os lábios dele, agarrando-se à nuca dele como se pudesse fundir seus corpos. O beijo se tornou mais voraz, um choque de respirações rápidas e movimentos que se encaixavam como se tivessem sido coreografados.
As mãos dele deslizaram para os quadris dela novamente, mas dessa vez não para impedir. Guiou-a com firmeza, ajustando a pressão, controlando o ritmo como quem conduz uma dança íntima e proibida. Ela seguiu o movimento, encontrando o ponto exato onde a fricção entre eles se tornava insuportavelmente boa.
Não houve penetração, mas não era preciso. O calor, a tensão, o atrito entre os dois criavam algo tão potente que fazia o ar ficar insuportável.

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