Taylor a beijou.
Mas não foi um beijo qualquer.
Foi um ataque. Uma fome urgente. Uma necessidade bruta, desesperada, selvagem. Como se, naquele único instante, o mundo inteiro tivesse se reduzido ao espaço entre os dois e ele tivesse decidido consumir tudo de uma vez.
A mão grande dele deslizou para a nuca de Lila com firmeza, os dedos enredando nos fios dourados de seu cabelo, puxando-a como se dissesse, sem palavras: “você é minha”.
E os lábios dele tomaram os dela. Não havia gentileza, nem calma, apenas desejo.
Um desejo imprudente, quente como o próprio inferno, que queimava entre os corpos deles como se pudesse destruir qualquer traço de lógica, orgulho ou resistência.
O choque foi instantâneo. Lila mal teve tempo de respirar. Os olhos se arregalaram, o corpo enrijeceu e então cedeu.
Ela respondeu ao beijo antes mesmo de pensar. Como se o corpo dela já soubesse o caminho, como se os lábios procurassem os dele há muito tempo, mesmo sem saber.
A boca se abriu sob a dele, o sabor dele invadindo seus sentidos como veneno doce. A língua encontrou a dele num choque elétrico, um atrito carregado de raiva contida, frustração e… algo mais. Algo mais profundo. Algo mais perigoso.
As mãos de Lila, que até segundos atrás socavam o peito dele, agarraram a camisa, os dedos apertaram com força o tecido. Como se não soubesse mais se queria puxá-lo ainda mais para si… ou empurrá-lo com toda força.
Ele era quente. Muito quente. E ela era gelo rachando por dentro.
O beijo era como um incêndio que consumia tudo ao redor. Sem permissão. E então, ele parou do nada e se afastou.
Mas não com indiferença, com dificuldade. O peito dele subia e descia, arfando. Os olhos ardiam em azul turvo, selvagem, fixos nos dela. Os lábios estavam vermelhos, um pouco inchados, e o maxilar dele travava numa tentativa vã de retomar o controle.
O silêncio que seguiu foi sepulcral.
Na caminhonete, o mundo parecia ter ficado suspenso. Apenas o som da respiração pesada dos dois, o farol iluminando a estrada adiante, e o calor insuportável que ainda pairava entre os bancos.
Lila encostou-se no banco, em silêncio.
O coração martelava contra o peito como se tentasse escapar da prisão do corpo. Seus lábios ardiam e ainda sentiam o gosto dele, a textura. A sensação do corpo quente pressionado contra o dela.
O toque bruto das mãos, o roçar dos dedos na nuca… o cheiro amadeirado que vinha dele e invadia seus pulmões como um perfume proibido.
Ela fechou os olhos tentando se recompor, mas era tarde demais. Porque tudo tinha mudado.
O beijo que nunca deveria ter acontecido… aconteceu. E não foi apenas um beijo.
Foi uma declaração de guerra. Um contrato não assinado. Uma promessa silenciosa.
O que antes era apenas irritação, disputa, sarcasmo e orgulho… agora tinha um novo nome.
Desejo…
Brutal, quente e impossível. E o mais assustador: recíproco.
A caminhonete seguiu caminho em silêncio. Taylor não disse uma palavra. Mas Lila sentia o olhar dele, mesmo quando ele parecia prestar atenção na estrada. Sentia o corpo dele tenso. O peito dele ainda arfava, e ela sabia, ele estava tão afetado quanto ela.

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